Defesa & Geopolítica

T-14 Armata / Munição especial: “Um único disparo, e o ‘drone’ desaparecerá”

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O Ministério da Defesa russo começou a realizar os testes de novos projéteis de artilharia capazes de realizar explosões “inteligentes” no ar, de acordo com o jornal “Izvêstia”.

Segundo os desenvolvedores, os cartuchos vão explodir ao se aproximarem do alvo e poderão facilmente destruir objetos de pequeno porte, com poucos centímetros de diâmetro.

“A munição terá um sistema de detonação remoto e inteligente – um pequeno fusível no interior do cartucho, cujo tempo de explosão será definido por computador, dependendo da distância em relação ao alvo”, explicou uma fonte no complexo industrial militar à Gazeta Russa.

Os fragmentos formarão uma “nuvem de metal” capaz de destruir drones táticos de unidades de infantaria mecanizada durante missões de reconhecimento próximas.

“Para derrubar um dispositivo assim com um míssil antiaéreo sai caro; abatê-lo com um rifle de assalto também é difícil, pois o alvo manobra rapidamente no ar”, explica Vadim Koziulin, professor da Academia de Ciências Militares. “Mas, agora, um veículo blindado pode fazer um único disparo, e o drone desaparecerá.”

Inicialmente, as novas munições serão recebidas por veículos de combate da plataforma Armata e blindados de transporte Boomerang. Na sequência, está previsto o desenvolvimento de munições de 30 mm para veículos blindados mais antigos do Exército russo, entre eles as modificações de BMP-2, BMP-3 e BTR-82.

Ainda segundo a fonte no complexo militar-industrial russo, a nova munição será adotada pelos militares em 2020.

NIKOLAI LITÔVKIN

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Gazeta Russa

One Comment

  1. Topol says:

    Olha aí que interessante… não a munição em si que aparenta ser do tipo ” airburst ” ja bastante difundida em varios paises, mas o contexto geral me chama a atenção … me lembro que na época da apresentação do Armata foi anunciado que o mesmo teria um sistema anti aéreo e um “radar” de busca aérea. .. muitos desdenharam dessa informação até que veio a tona que o “radar” na verdade eram os sensores do seu sistema de defesa ativa Afghanit… ocorre que estes sensores que na verdade são radares para captar a aproximacao de misseis e projeteis tiverem um alcance efetivo até a altitude de operação de pequenos drones o sistema pode automaticamente determinar a distância do alvo, apontar a arma principal, programar a ogiva, não como uma espoleta de proximidade 3P comum mas sim por cálculo de tempo, sabendo a velocidade do projétil e a distância do alvo é possivel programar essa munição airburst de alta fragmentação para explodir bem em cima de um alvo lento como um drone de reconhecimento e pulveriza-lo.

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