Defesa & Geopolítica

EUA enviam 3ª Brigada da 4ª Divisão de Fort Carson / Colorado para deter ameaça russa

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Os Estados Unidos enviarão a primeira brigada blindada pesada à Europa em Janeiro de 2017, conforme anunciou o comandante do Exército norte-americano na Europa, tenente-general Ben Hodges, em entrevista à publicação semanal “Defense News”.

Segundo a declaração, feita durante a conferencia anual da Associação do Exército dos Estados Unidos, o reforço militar na região tem por objetivo tranquilizar aliados e deter uma eventual postura agressiva da Rússia.

A 3ª Brigada da 4ª Divisão de Fort Carson, do Colorado, começará a embarcar nas próximas semanas. A chegada ao porto de Bremerhaven, na Alemanha, está prevista para meados de janeiro, informou o general.

Antes da viagem, a equipe realizará um teste de prontidão para verificar o quão rápido conseguiriam atracar os navios no porto alemão e chegar ao oeste da Polônia.

O general prevê que, em virtude das condições climáticas de inverno, a 3ª Brigada chegará à zona de treinamento perto da cidade polonesa de Drawsko Pomorskie em aproximadamente três semanas.

Uma segunda brigada de blindados pesados, programada para Setembro de 2017, irá “provavelmente navegar por vários portos europeus para testar a sua capacidade de atracação e organização em outro ponto designado”, acrescentou Hodges.

Para deter a Rússia…

Na chegada ao local de treinamento, a brigada blindada irá checar suas armas e equipamentos, testar comunicações e camuflagem, carregar as munições e implantá-las em suas áreas de responsabilidade para se preparar para ações de combate.

Todas as atividades anteriormente descritas farão parte da chamada Resolução do Atlântico, segundo o general, com o objetivo de apoiar os aliados dos EUA na Europa e dissuadir a Rússia por meio da demonstração de poderio militar.

Para demonstrar a capacidade de combatente tanto no norte como no sul do continente, um batalhão seguirá à região do Báltico, e outro, para Romênia e Bulgária.

“A maior parte da equipe de combate permanecerá, porém, na Polônia, onde existem condições aceitáveis para acomodar as tropas.”

Segundo Víktor Murakhóvski, editor-chefe da revista “Arsenal Otetchestva” (Arsenal da Pátria), uma vez que as Forças Armadas dos EUA não dispõem de divisões permanentes, “é difícil precisar exatamente as características dessas brigadas em termos de número e capacidade de combate”.

Se não houver reforços relevantes, o especialista acredita que os batalhões do Exército norte-americano na Europa Oriental não apresentarão uma força ameaçadora, tornando-se, assim, uma iniciativa mais política do que operacional-estratégica.

“Sem dúvida, isso está sendo feito para elevar o moral dos aliados dos Estados Unidos no Leste Europeu”, sugere Murakhóvski.

… e tranquilizar aliados

A expectativa é que as formações e unidades norte-americanas participem das manobras militares anuais da OTAN no continente europeu, embora os próximos exercícios da aliança na Polônia ( “Anakonda”) serão conduzidos apenas em 2018.

Antes disso, as unidades de brigada blindada dos EUA atuarão nas manobras “Saber Guardian”, que acontecerá nos territórios da Bulgária e da Romênia em julho de 2017 e envolverá cerca de 30 mil militares de mais de 20 Estados-membros da OTAN.

“É evidente que a implantação de unidades militares dos EUA na Europa é um fator tranquilizante para o leste do continente, que vem se sentindo atormentado por uma hipotética ameaça militar da Rússia”, explica Víktor Khramtchikhin, vice-chefe do Instituto de Análise Política e Militar, com sede em Moscou.

Segundo o analista, os batalhões que serão futuramente implantados na região não poderiam garantir total defesa do flanco oriental da OTAN, mas atuam no psicológico dos líderes do Leste Europeu.

“Os novos membros da OTAN sentem-se particularmente encorajados com o fato de que, em caso de guerra, os soldados norte-americanos estariam na linha de frente e, por isso, assumiriam a ação militar”, arremata.

MIKHAIL KHODARENOK

Foto: Tanque M1A2 Abrams durante treino de tiro – Meramente ilustrativa

Com o site de notícias Gazeta.ru

Edição: konner@planobrazil.com

Fonte: Gazeta Russa

25 Comments

  1. Rafa_positron says:

    Hã Rã

    até parece q uns Ambrams vão deter a Russia

    Isso ai nao assusta nem a França… quanto mais o Putin

    Mas Esperai…..

    Essa é a hora do Tirelles aparecer e dizer que é que gosta de fazer propaganda

    Né não, Tirelles ????

  2. Rafa_positron says:

    Eu cheguei a conclusão de que os EUA não sabem lidar com a perda da hegemonia

    Eles passaram muito tempo sem confrontação tanto ma area militar quanto na economica…. passaram por cima da ONU e desrespeitaram normas de direito internacional várias vezes e sem oposição nenhuma

    Agora a coisa é diferente, e os tempos são outros

    E eles estão tão perdidos de um jeito que não tem noção do papel ridiculo que estão fazendo….

    • Heitor says:

      Pensando friamente o que e essa hegemonia?
      Hegemonia de uma “elite” financeira Internacional sobre seus governos que enganan o seu proprio povo com a midia vulgar e no governo populista de estado forte na russia isso nao acontece e o governo quem manda.
      A coisa e mais feia do que parece a base de intimidação querem afastar a europa da russia e manipular a opinião publica da russia contra o governo(mas o putin foi da kgb sobe lidar com isso e pior ta desmascarando os eua perante o mundo) para botar no governo a velha aristocracia russa que ficou 70 anos fora do poder e odeia os comunista mais do que tudo como no leste Europeu e unir o polo norte numa chantagem nuclear a china comunista e base do terror forsar um golpe de estado capitalista.
      Para evitar que o sucesso economico chines (comunista)leve o mundo para o populismo de forte controle de estado e limite o seu poder principalmente a suas fortunas
      E as bestas do apocalipse!
      Sao tao fanaticos e esclerosados como os daqui so que sao poderosos com capacidade de provocar o genocídio das principais cidades do mundo

  3. Henrique says:

    blá..blá..blá… os Russos não tem intenção de atacar a Europa e sim de fazer comércio com a mesma. Todas as ações russas até o momento, analisando sem tendencialismo para nenhum lado, são consequência de uma política externa errônea dos EUA que insiste em tentar encurralar estes dentro de sua própria zona de influência (vide Ucrânia, Polônia com o tal escudo antimísseis, etc..) quando poderiam tê-los como parceiros comerciais. Por falar nisso aonde foi parar todo o ouro da Ucrânia que foi levado às pressas para algum lugar? …
    E convenhamos, os europeus são uma piada…sempre dependendo dos EUA para ser escudo e defendê-los depois de serem “marionetizados” por estes….

    • Topol says:

      Henrique … mas se o Obama deixar a Rússia cresce para cima da Europa (no bom sentido) e rouba seu mercado cativo… o potencial técnico industrial e de recursos naturais capazes de gerar riqueza que a Rússia detém é enorme e se a Rússia se relacionar bem com a Europa eles deixarão de comprar armas do tio sam então é NECESSÁRIO pintar a Rússia mais feio que o demônio caso contrário a industria bélica deles vai a falência. Você não viu o que aconteceu no caso dos Mistral, a DCNS até tentou se relacionar com os russos mas aí o governo dos EUA baixou o decreto… “Rússia tem que ser do mal Hollande, tu quer me ferrar???”

      • _RR_ says:

        Topol…

        No que diz respeito a potencial técnico e industrial… Tá mais pra Rússia depender da Europa que o contrário… Aliás, não fosse Wall Street e sequer haveria a Rússia tal como a conhecemos hoje…

        Russos podem fazer armas avançadas, mas não produzem sequer uma geladeira digna de nota… Aliás, a diversificação da industria russa é a prioridade máxima de Putin no que tange a economia…

        No mais, ninguém do lado de cá precisa pintar a “Rússia malvada” pra ninguém… O leste europeu, que passou décadas sob o abraço do Urso, já pintou a figura pra todo mundo ( tanto que correram pra OTAN na primeira oportunidade que tiveram )…

        E o que lascou os LHDs russos foi o comportamento desse país com relação a Ucrânia. Simples assim…

      • Topol says:

        Afff a velha lenda do chão de fábrica russo ruim de novo não. Tive que provar esses dias mesmo o quão a cousa está diferente hoje em dia…. vc e outros pararam no tempo, tem a mente na época do guerra fria …. hoje a Rússia não apenas mudou 100 % sua qualidade industrial quanto deixou de ser comunista. As coisas mudaram. … esse negócio da geladeira e chavão já vi um documentário sobre o Typhoon que o cara falava “essa gente não sabe fazer uma geladeira decente ” daí os americanofilos repetem essa expressão como se fosse a mais pura verdade. .. pfffff tem outra também que diz que era possível comprar um oficial russo com uma máquina de lavar roupa. RR meu amigo vc realmente acredita nisso? Logo de um país que viabiliza as idinhas dos EUA ao espaço? ?? As coisas mudaram lembre-se sempre disso
        E sobre a demonizacao da Rússia isso está mais do que claro.. se eles não tiverem um inimigo forte cruel e que esteja prestes a atacar quem irá comprar suas armas? Esse é o principal problema de se expandir demais sua indústria bélica, você precisará sempre de guerras e de inimigos. … quando não houver plante um, simples assim.

      • Rprosa says:

        _RR_ você deve urgentemente rever suas fontes, seus conceitos e deixar de suar paradigmas antiquados, de forma a defenestrar seus fantasmas, já que a ideia do russo malvado comedor de criancinhas e estuprador de donzelas há muito foi vencida.

        Apenas para demonstrar o quanto vocês esta enganado em relação a Rússia, segue o link de um fabricante de geladeiras e refrigeradores russos, o qual esta baseado na Bielorussia, http://www.atlant.by/en/bt.atlant.by/catalog/fridges/, bem como, acredito que você não saiba mas as maiores industrias de eletrodomésticos e eletroeletrônicos tem fábricas na Rússia, assim o miserável povo russo que só sabe fazer armas e beber vodka e que ainda não aprendeu a fazer uma geladeira ou quem sabe um liquidificador, pode comprar todas as marcas que temos aqui, mas para seu desespero, também a marcas russas/soviéticas de celulares, televisões, geladeiras, frezers, etc.

        Vamos deixar de estereótipos, vamos deixar de pintar a Rússia como o grande demónio do leste, daqui a pouco você afirmar que a Rússia é a terra de Gogue e que de lá vem Magogue.

      • _RR_ says:

        Topol… Rprosa…

        Acho que os colegas não entenderam…

        Eu não disse que a industria russa é essencialmente ruim… Quis dizer que ela é essencialmente simplista…

        Também disse que ela é pouco diversificada ( o que também contribui para o “fato” que relatei acima )… Tanto que disse que a prioridade de Putin é diversificar a industria russa…

        Como resultado, a competitividade deles é baixa… Ou será que alguém aqui já viu algum legítimo produto “made in Rússia” nas prateleiras…?

        “Logo de um país que viabiliza as idinhas dos EUA ao espaço…”

        De que adianta lançar homens americanos ao espaço ( coisa que os americanos podem fazer por si mesmos quando der na telha ) se tem que importar ( ou produzir em multinacionais ) quase tudo o que mantem a qualidade de vida do povo russo…? Arma econômica, meus caros… Tem potencial para causar mais danos que armas nucleares… Sendo justo, é o mesmo com os recursos naturais dos quais os europeus invariavelmente dependem…

        O mais, não é esteriótipo de filmes hollywodianos e nem propaganda ianque. É a história mesmo… Anos e anos vivendo sob a pata do Urso causaram impressões nada animadoras no leste europeu… Mesmo que isso seja alimentado ( e aumentado ) por uma insistente propaganda, há um ponto de verdade derivado do regime soviético. E os eventos levados a cabo na Crimeia apenas acenderam o alerta amarelo…

      • Rprosa says:

        A indústria russa/soviética paga o preço da centralização comunista, já que a produção era voltada apenas para abastecer os países do Pacto de Varsóvia e alguns aliados próximos, exemplo disto é que em momento algum há concentração de indústria me determinado ponto, já que a produção foi dividida pelas repúblicas soviéticas e coma queda da URSS muitas destas indústrias ficaram em países autónomos como no caso da Ucrânia, ou da Bielorússia, ou mesmo a produção de alimentos que era focada nas planícies da Ucrânia e nas planicíeis da Ásia Central.

        O problema da Rússia é bêbado do Yeltsin aos invés de recuperar e investir na indústria russa, mesmo que fosse através da criação de joint ventures, como feito na china, simplesmente abriu o mercado russo as grandes mutinacionais ocidentais, inclusive em setores estratégicos como petróleo e gás, aplicando a tão nefasta política neoliberal consagrada pelo FMI e Banco Mundial e também defendida por PSDB e PMDB aqui em terra brasilis.

        Por pouco mas muito pouco a indústria russa não foi sufocada e somente coma ascensão de Putin esta situação mudou, hj a indústria russa tem fonte de investimentos através dos fundos soberanos, faculdades e cursos profissionalizantes, centros de pesquisas e desenvolvimento e diminui o gap tecnológico a passos largos, assim como foi recuperada a capacidade agroindustrial do país, sendo hoje a Rússia uma das maiores produtoras de grãos do mundo, sendo que alguns anos atrás será comum falar da possibilidade de fome na Rússia porque o país mal produzia batatas.

        E estranhamente foi sós Rússia se afastar da politica neoliberal, que passou a ser vista como o país governado pelo demónio dos Urais e inimiga número um do mundo ocidental, ou você vai negar isso RR.

        Assim, ainda que haja uma gap tecnológico, isto não implica na sua afirmativa de que os russos não sabem sequer fazer uma geladeira digna de nota… (palavras suas), ou voce vai tegiversar e dizer que não quis dizer isso?

  4. Gary says:

    Chegou a hora de descobrirmos se os americanos estão blefando ou não.

  5. Topol says:

    Eles estão querendo zerar o estoque de Abrams mandando lá para o leste europeu a preço de ouro para justificar um pedido de um veículo novo que possa rivalizar com o Armata

  6. Uma medida importante para dissuadir a tirania do Kremlin

    • Topol says:

      Kkkkk essa foi uma das melhores sua Gabriel.

    • Rafa_positron says:

      KKKKKKKKKK

    • Profeta_lunatico says:

      Sr Gabriel difine o que quer dizer “tirano”.

  7. Profeta_lunatico says:

    Tudo isso nāo passa de Show off Americano (“adoram show off) com objectivo de causar uma reaçāo da Russia afim dos gastos na Defesa na Europa e America aumentarem e devido as eleições no EUA. Alias para os mais atentos sempre que ha eleições ocorre um esteria desta vez calhou a Russia pk a farsa do terrorismo foi detonada pelo Kremlin. O lobby do armamento nos EUA em acçāo. Para terminar se os inumeros batalhões americanos na K.Sul não assusta o gordinho da K.norte vai assustar ou conter a Russia em que?A Russia esta ou vai invadir algum pais Europeu?

  8. KGB says:

    kkkkk….vcs vao ver o que os russos vao fazer !!!!!!! era tudo que os russo prescisava para justificar e poder bombardear a polonia !!!!! Esse vladimir putin e do jogo (KGB) xeque mate

  9. Acho que o raio de ação das brigadas de misseis russos vai aumentar.Os poloneses que se cuidem.

  10. _RR_ says:

    Pessoal… Vamos com calma…

    Até onde sei, uma brigada mecanizada normalmente tem algo como 56 carros de combate ( quatro companhias com 14 carros ), uns 56 ‘Bradley’ ( quatro companhias com 14 blindados ) e veículos de apoio.

    A transferência de uma única brigada mecanizada, portanto, é nada mais que um ato simbólico… Evidente que há um pouco de politicagem aí ( dá até pra dizer que é uma forma de “soft power” ). Mas se for só isso, está longe de alterar o equilíbrio de poder na Europa. E os russos sabem disso ( estão ligando tanto que não soltaram uma notinha sequer acerca disso… ).

    E medidas como essas tem efeito político apenas momentâneo, que logo terminam absorvidos. De fato, se os americanos realmente estivessem pensando em alguma coisa de maior envergadura; uma verdadeira pressão, estariam mandando uma divisão inteira…

  11. Rafa_positron says:

    Uma dúvida (séria): em caso de guerra.. a Polonia duraria quanto tempo?

    Umas 36 horas?

    Eu já vi algum militar americano dizer q os russos não demorariam nem 3 dias pra controlar os estados balticos

    com a ajuda da Bielorrussia seria uma guerra relampado

    alguem discorda?

    • Gary says:

      Um ataque a Polônia seria um ataque a OTAN. Logo, o buraco é mais embaixo, meu caro: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/07/otan-ira-reforcar-defesa-de-polonia-e-paises-balticos-contra-russia.html . É claro que essas tropas tem finalidade simbólica, mas ataca-las é declaração de guerra a OTAN e não só a Polônia. Assim sendo, requer mais vodka que o normal a decisão russa de atacar os polacos.

      • Rafa_positron says:

        Não foi isso q eu perguntei

        Sem fugir ao tema por favor

        E se os Russos atacarem a Polonia… oq a OTAN vai fazer? Alguns batalhões vindo da França e da Alemanha são capazes de NADA… nem uns miseros Abrams

        Ou eles acham que escapariam ilesos?

        Mas a pergunta não foi essa

        Eu quis me referir à capacidade de defesa da Polonia

      • Gary says:

        Percebe-se que o Sr. entende muito pouco de cenários de guerras. Estude como começaram a I e II GM. Depois vc compare com sua visão atual e verás que toda explosão começa com um pequeno pavio.

    • Rprosa says:

      o S88/tireless, o _RR_ o Deagol/JP3

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