Defesa & Geopolítica

Veículo 8 x 8 de propulsão híbrida da General Dynamics

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A General Dynamics United Kingdom Limited está trabalhando o desenvolvimento de um veículo 8 x 8 de propulsão (HED) “Híbrido/Elétrico Drive”, como “veículo conceito”. Mais informações – Defense Update.

Todos que gostam de participar com comentários sintam-se a vontade para colaborarem com mais informações técnicas, que por ventura tenham sobre o desenvolvimento deste veículo.

19 Comments

  1. Topol says:

    Em minha opinião a propulsão híbrida combustão / elétrica é uma saída bastante interessante em carros da passeio de carroçaria leve ou no máximo SUVS de uso civil… pois a potência necessária para manter a performance quando em regime de acionamento elétrico gira em torno dos 320 a 350 CVS. ..mesmo assim alguns modelos tem limitação realmente desempenho quando tracionado por acionamento eletrico… isso se deve as limitações de peso tamanho e amperagem da bateria para fornecer a potência necessário ao motor… um carro reserva 350cv em regime de combustão terá uma perca de potência para uns 200 CV em acionamento elétrico, a vantagem é que estará economizando combustível pois a energia foi acumulada durante o regime de combustão. .. Agora vamos imaginar um blindado militar de 20 toneladas com um motor de 1000cv… quanto de perda de torque ele terá? Qual deverá ser o tamanho dessa bateria, ou melhor, desse banco de baterias? E o alternador? Muito pesado não impactará na operação do motor comum. .. e tem mais , motores acima de 500 CV usa-se alta tensão no acionamento para reduzir a intensidade da corrente eletrica, nesse caso precisaria ainda de um trafo para elevar a tensão da bateria para uns 4000 volts, ou seja, mais peso mais volume mais componentes mais riscos… sinceramente na minha opinião propulsão híbrida não combina com blindados militares. .. eles precisam de força bruta não de economia ou redução da poluição. ..

    • muttley says:

      Sr Topol
      Acho que os veículos em questão no futuro terão um motor para cada roda, o que elemina todo o sistema de transmissão e consequentemente reduziria o peso. Não faz lá muito sentido conceber um veiculo elétrico com características “antigas”, sendo que é possível ter um sistema de transmissão composto apenas por alguns metros de fio e ter tração em todas as rodas. Sem falar na vantagem de se ter o motor (combustão, pode ser uma turbina) que vai gerar alimentação trabalhando em sua rotação ideal sempre, o que reduz razoavelmente o consumo. Já as baterias são um belo problema mas já foram piores e tendem a se tornar mais eficazes (tem aumentado significativamente a capacidade de carga elétrica/peso ou seja estão ficando mais “densas”).
      Melhor aguardarmos os próximos resultados e pesquisas.
      Sds

      • Topol says:

        Salve Mötley

        Amigo pode ter certeza que instalar um motor individual por roda não é viavel primeiro porque isso aumentaria o peso ao invés de diminuir, segundo porque em caso de avaria de qualquer um deles o carro estaria incapacitado, terceiro porque como iria funcionar a variação de velocidade e torque sem e uma transmissão mecânica? Em navios funciona pois usam conversores de frequência mas em um veículo não há espaço para isso… Sobre colocar uma turbina unicamente para gerar energia para os 4 motores lembre-se que a coisa toda e muito mais complexa… tem a turbina, o gerador , a excitatriz, a distribuição, etc… só o fato de ter de haver um motor ou turbina de combustão já coloca em dúvida a utilização dos motores elétricos como forma de propulsão principal. .. o melhor método e um grande motor elétrico que fique em modo stand by que quando acionado engrena no eixo principal fazendo o by-pass de força motriz no motor de combustao… mas como citei no outro comentário quanto maior o motor maior tem que ser o banco de baterias, o alternador, a seção transversal da canoagem, etc… se a potência for muito alta tem que usar alta tensão daí precisa de transformador ; sistema de proteção de sobrecarga, selecionadores e distâncias de segurança. .. enfim isso aí na e um grande desafio para engenharia e impõe limitações drasticas

      • JPC says:

        “””segundo porque em caso de avaria de qualquer um deles o carro estaria incapacitado”””

        Por que estaria incapacitado, Topol?

        Se um motor for incapacitado sobrariam outros 7, pois eles seriam independentes. Acho que esse é o objetivo de ter um motor cada roda, caso contrário não faria sentido.

      • Topol says:

        Com 4×4 eu já julgo inviável que dirá 8×8 independentes Deagol…. me responda então como funcionária o controle de torque que é feito pelo câmbio e o controle de velocidade sem ter que instalar 8 inversores de frequencia ou um só bem grande ? Tem noção do tamanho? Imagina então se for um veículo que exija 1500 ou 1800 CV como um MBT atual. .. o que estou dizendo e que não dá para fazer isso senão precisaríamos de um veiculo do tamanho de navio terrestre ambulante; daí já nem compensaria mais pensar em propulsão híbrida e partir logo para reatores nucleares. …

      • JPC says:

        “”me responda então como funcionária o controle de torque que é feito pelo câmbio e o controle de velocidade sem ter que instalar 8 inversores de frequencia ou um só bem grande ? Tem noção do tamanho?”

        Não sei, Topol.

        Só estou perguntando porque já li que a qualidade desse sistema seria a independência das rodas. Até porque em um veículo convencional se o único motor é atingido o veiculo também fica incapacitado.

        “”Imagina então se for um veículo que exija 1500 ou 1800 CV como um MBT atual. ..””

        Também neste caso estamos falando veículos leves. Nunca imaginei um MBT de 60 tons movido por baterias.

        Foi só uma pergunta mesmo.

      • muttley says:

        Topol grato pela resposta.
        O que o Sr fala faz bastante sentido apesar de eu ainda achar que sistemas híbridos serão o próximo passo para veículos de todos os tipos, aguardemos os próximos passos.
        Sds

      • Topol says:

        Onde está escrito canoagem lê-se cablagem

        Maldito corretor!

  2. É o Ocidente inovando sempre

  3. Topol says:

    O esquema de propulsão hibrida convencional hoje trabalha com os dois motores tanto o de combustão quanto o elétrico montados em paralelo acionando a engrenagem motriz…

    http://www.monografias.com/trabajos82/autos-hibridos/image002.png

    Mas já existe sim os protótipos dos chamados motores In-Wheel instalados diretamente nas rodas porém são motores de pequena potencia e que trabalham AUXILIANDO o eixo que está sendo impulsionado por um motor a combustão para aumentar o torque e não acionando diretamente sozinho

    http://4.bp.blogspot.com/-qhqPz2jkoK4/UXA4rl-SKQI/AAAAAAAAZpA/HQnDRN2KBrY/s1600/motor-eletrico-rodas-03.jpg

    Pode ser que com o passar de mais alguns anos de pesquisas consigam aumentar a potencia desses motores sem aumentar o peso e instalar uma unidade de controle eficaz e robusta que possa controlar a velocidade e o torque dos 2 ou 4 eixos independentemente… para um veículo militar blindado 8×8 do tipo de um Boxer por exemplo que deverá pesar no mínimo 25 toneladas vazio precisa de um motor de pelo menos 1200 CV no acionamento principal, ou 150 CV por roda independente… e ainda todo o mecanismo de geração de energia, baterias, controladores e o proprios motores nas rodas que são um desafio de engenharia imenso… motores elétricos tem o péssimo hábito de simplesmente queimar ou desarmar constantemente com variações de carga, o que pode ser um pesadelo… a meu ver ainda não existe essa tecnologia de forma plena e utilizável e sim apenas o conceito.

  4. Shinigami says:
    • Topol says:

      Shinigami

      Não consegui ler a placa desse motor pois está em japonês. … por favor cole o link da imagem para tentarmos descobrir qual é a potência do mesmo e qual é o peso… interessante, o conceito já está pronto resta saber se é utilizável e quais vantagens e desvantagens…

      • Topol says:

        Japoneses sempre inovando…

        Obrigado pelos links nobre Shinigami pena que estejam em japonês mas consegui captar a informação que buscava em uma das tabelas… a potência desse motor equivale a 44kw ou seja, 60 CV. .. e 400 rpm ou seja 12 pólos … levando em consideração que é um veículo 6×6 teríamos então uma potência total no acionamento elétrico igual a 360cv, pouco para impulsionar sozinhos um blindado militar de 15 toneladas… como havia dito antes esses motores são saídas interessantes para dar acréscimo de força a um MCI comum ou em situações de emergência contituindo um vedsdeiro motor hibrido porém ainda não é possível imprimir força o suficiente para que se tornam a propulsão principal…. e mesmo que venham a ser fabricados motores maiores de 150, 350cv por roda vai cair exatamente no problema que citei acima, como gerar energia suficiente como armazenala em baterias parrudas o bastante, como instalar inversores tão potentes, como lidar com as altas correntes envolvidas, compensa usar a alta tensão? , etc….

        Há ainda o problema do esforço radial excessivo que será imposto aos rolamentos desses motores pois estando diretamente na roda absorverá o constantemente os impactos dos pneus o que reduz muito a vida útil. ..

        Porém para um carro popular do passeio já é perfeitamente possível implementar uma propulsão elétrica integral direto na roda… a Ford já tem o modelo popular Fiesta com esse modelo de motorização porém é tracionado apenas por duas rodas e tem cerca de 200 CV de potência apenas. .. Não tem mecanismo de geração de energia sendo abastecido direto na tomada, só tem a bateria e o conversor de frequencia… já o blindado militar além disso terá Europa possuir um grupo gerador próprio.

      • Shinigami says:

        Esta correto e pelo que eu entendi se fosse utilizado de forma real, esses motores teriam de ser utilizados de forma híbrida combinados com motores de combustão, justamente para compensar a menor potencia e também para recarregar as baterias que alimentam estes motores.
        Mas diferente dos híbridos atuais o conceito seria utilizar os 2 tipos de motores ao mesmo tempo, assim sendo o motor de combustão seria muito menor que os atuais ampliando o espaço dentro do veiculo, a ideia do conceito e de ampliar a capacidade de sobrevivência do veiculo em caso de uma mina ou IED explodir de baixo do veiculo e ter a diferencial avariada impedindo o veiculo de se locomover.
        https://www.youtube.com/watch?v=qO0-0Jr-04o
        https://www.youtube.com/watch?v=Y9zVNR9fzIk
        https://www.youtube.com/watch?v=1JFPcMcbVDs
        Para veículos civis o maior problema na atualidade é a falta de potencia necessária para impulsionar os veículos a velocidades elevadas.

    • Administrador says:

      Realmente os detalhes devem estar na parte prateada. Alguma coisa que consegui entender: sede de pesquisa de tecnologia, 9 anos de produção Corporação Komatsu.

      • Reginaldo Bacchi says:

        Eu não pretendia contribuir mais no Plano Brazil, mas como meu ultimo trabalho na ENGESA foi estudar um substituto para o Cascavel utilizando sistema de tração hibrido, vou contribuir um pouco sobre este assunto.

        A ARMSCOR, a firma sul-africana de armamentos, começou em 1980 a estudar este sistema de transmissão em cooperação com a Universidade de Natal trabalhando com um Pick up Ford.

        Em 1993 os engenheiros da Reumech Ermetek modificaram um caminhão MAN 8X8 instalando motores elétricos nos cubos de rodas, inicialmente em 4, e depois em todas as 8.

        O caminhão MAN foi demonstrado ao exército sul africano em 1996, que foi testado pelo mesmo até 2001.

        Em função do resultado dos testes o exército sul-africano aprovou a modificação de um carro blindado Rooikat (8X8 com canhão de 105 mm), em um veículo denominado CVED (Combat Vehicle Electric-drive Demonstrator). Foi instalado motor diesel Mercedes Benz de 450 kW (preparado pela MTU), com o sistema de gerenciamento de combustível modificado para dar o melhor consumo no ponto de operação ideal para o sistema de tração elétrica.

        Recebeu 1 (um) motor elétrico (de magneto permanente) em cada roda, cada um tendo diâmetro de cerca de 50 cm.

        A troca do sistema de transmissão mecânica pelo elétrico reduziu o peso do Rooikat em cerca de 2 toneladas, liberando espaço interno. A instalação de baterias permitiu ao veículo usar seu sistema de comunicação e de eletrônicos, bem como se deslocar em curtas distancias, sem necessidade de ligar seu sistema motor/gerador, sendo que neste modo só se ouvia o assobio suave dos motores elétricos dos cubos das rodas.

        Devido ao fim da confrontação com os comunistas de Angola/Namibia (e fim do Apartheid) o projeto foi engavetado em 2012.

        As firmas envolvidas foram: LMT, HIT, IAD, Nezrotek, Hutchinson (França), Kessler Magnet Motor (Alemanha) e MTU (Alemanha).

      • Reginaldo Bacchi says:

        Mais alguma informação sobre o CVED:
        motores das rodas tinham 80 kW cada;
        tinha 10 baterias 80 Ah Varta de NiMH;
        todo sistema de transmissão de potencia era elétrico;
        o peso de combate era 27 toneladas.

      • Topol says:

        Reinaldo Bacchi

        Interessante… tenho algumas perguntas para caso o senhor retorne a esse tópico. ..

        Qual a tensão usada nesses motores? Acredito que não seja os 12 vcc da bateria, no mínimo uma associação em série de 10 baterias para somar 120vcc, seria isso?

        Outra coisa, 8 motores de 80kw equivalem a 870cv mas o motor de combustão era de 450cv, a tração elétrica tinga quase dobro da potência da reação convencional?

        Como era o esquema de carregamento do banco de baterias? Alternador comum?

        Enfim… se tiver um tempinho poderia compartilhar sua experiência e sanar essas dúvidas. ..

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