Defesa & Geopolítica

Rússia desenvolve novo míssil balístico para submarinos nucleares de 5ª geração

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Submarino nuclear classe “Borey” (Projeto 955) de quarta geração – Classificação OTAN SSBN “Borei”

Tecnologia tenta contrapor planos dos EUA de modernizar forças a partir de 2020, segundo especialistas. Alcance será superior a 11.000 km de distância.

O Centro Estatal de Mísseis V.P. Makéiev assinou um contrato que define a criação de um míssil balístico para submarinos nucleares de 5ª geração.

Imagem meramente ilustrativa

“Atualmente estamos desenvolvendo mísseis balísticos terrestres e marinhos sob um contrato com o Ministério da Defesa. Um deles é o Sarmat”, disse o diretor-geral do centro Makéiev, Vladímir Degtiar, citado pelo jornal russo “Izvéstia”.

O modelo de prova deste novo míssil ficará pronto até o final da década de 2020 e substituirá o míssil balístico marinho Bulava, atualmente em testes.

Teste com míssil balístico intercontinental “Bulava” a partir de um submarino nuclear submerso

O desenvolvimento do novo míssil é uma resposta da Rússia à renovação do grupo de forças nucleares dos Estados Unidos planejada para 2020, e na qual Washington pretende investir 900 bilhões de dólares, segundo o analista militar Dmítri Litóvkin.

“Por isso, o míssil Sarmat contará com características avançadas que permitirão equipá-lo com recursos adicionais para superar o escudo de defesa antimíssil dos EUA”, disse Litóvkin à Gazeta Russa. “O novo míssil poderá ser lançado a partir de praticamente todos os distritos militares e em qualquer direção”, completou.

Para o vice-diretor do Instituto de Análise Política e Militar, Aleksandr Khramtchikhin, a criação do novo míssil corresponde à evolução natural das forças nucleares. “O míssil Sarmat levará em conta as próximas ameaças para a segurança no país na década de 2030. E será instalado somente em submarinos nucleares”, diz.

Submarino nuclear classe “Borey” (Projeto 955)

Por enquanto, sabe-se apenas que o Sarmat será capaz de abater alvos a mais de 11.000 quilômetros de distância. Também terá ogivas nucleares hipersônicas com capacidade de manobra superior a de outros sistemas.

ALEKSANDRA ELFATCHEVA / NIKOLAI LITÔVKIN

Fonte: Gazeta Russa

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