Defesa & Geopolítica

OTAN e Montenegro iniciam conversações de adesão

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O negociador-chefe da NATO, Thrasyvoulos Terry Stamatopoulos, considera que etapa “assinala o progresso realizado pelo Montenegro”

Negociações abrangem “questões políticas, militares e jurídicas”.

A OTAN e o Montenegro promovem esta segunda-feira e terça-feira em Bruxelas conversações de adesão após o convite emitido em dezembro à pequena república ex-jugoslava dos Balcãs, que no entanto apenas deverá formalizar a integração dentro de 18 meses. Os ministros dos Negócios estrangeiros da OTAN convidaram no início de dezembro o Montenegro a tornar-se no 29º Estado-membro da Aliança, que prossegue a sua expansão nos Balcãs apesar da oposição de Moscovo.  As negociações abrangem (…) questões políticas, militares e jurídicas, e permitem às duas partes esclarecerem determinados assuntos”, indicou a OTAN  em comunicado publicado na sua página da internet.

Esta etapa “assinala o progresso realizado pelo Montenegro desde que reencontrou a sua independência” após a sua secessão da Sérvia em 2006, considerou o negociador-chefe da OTAN, Thrasyvoulos Terry Stamatopoulos, citado no comunicado. “Ser membro da OTAN reforçará a segurança e a soberania do Montenegro”, assegurou. O atual primeiro-ministro do Montenegro Milo Djukanovic, há 25 anos no poder, tem sido fortemente contestado nos últimos meses, para além das acusações não fundamentadas de envolvimento em diversos tráficos ilegais. A recente e violenta repressão dos protestos da oposição e as afirmações de Djukanovic contra “a conspiração anti-montenegrina e anti-OTAN” sugerem um regime em dificuldades.

A crise política permanece e em 27 de janeiro o seu governo escapou por pouco a um voto de desconfiança no parlamento, após o Partido Social Democrata (SDP), seu aliado nos últimos 20 anos, ter votado contra o executivo. Para o Governo montenegrino, tornar-se membro de pleno direito da Aliança vai implicar que as instituições de defesa desta pequena República, com 630.000 habitantes, estejam em conformidade com os padrões a OTAN e sejam compatíveis no plano técnico e tecnológico. A adesão do Montenegro deve ser ainda ratificada pelos parlamentos dos 28 Estados da Aliança.

Fonte: Correio da Manhã

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