Defesa & Geopolítica

Brasil pode acabar comprando apenas 40 Gripen E / F

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gripenTradução e adaptação: E.M.Pinto

Os problemas econômicos do Brasil parecem estar amortecendo as esperanças da Força Aérea Brasileira de recapitalização toda a sua força de caças desatualizada. A afirmação veio de um funcionário do Ministério da Defesa afirmando que o número final de Saab Gripen NG (E/F?) pode estar mais perto de 40 do que a meta do programa F-X2 original de 108 novos caças.

O Maj Brig Waldeísio Ferreira Campos, vice-diretor Vice-Diretor do Departamento de Ensino da força aérea, tem suas dúvidas de que o governo brasileiro será capaz de obter o número total esperado de Gripens. “Eu não sei. Talvez iremos para 40, mas não 100 “, disse ele à Flightglobal na Conferência dos Chefes do ar  em 7 de Novembro no Dubai.

Campos disse que a seleção do Gripen NG foi um “bom negócio para o Brasil”, e quando o programa estiver totalmente implementado a indústria do país estará produzindo cerca de 70% dos aviões. Ele confirma que a primeira aeronave deve chegar em 2019 e que os pilotos brasileiros já começaram seu programa de treinamento na Suécia. Ele deseja a criação de um esquadrão inicial de 12 aeronaves no Brasil posicionando na região central (Anápoles), perto da capital, e as entregas das aeronaves continuarão a uma taxa de dois por ano depois disso. A localização do segundo esquadrão ainda não foi definida, diz ele.

O Gripen NG foi escolhido em detrimento ao Boeing F / A-18E / F Super Hornet e Dassault Rafale F3+ devido aos termos favoráveis ​​e transferência de tecnologia, e o requisito mínimo foi de 36 aeronaves, incluindo oito bipostos. Campos disse que a exigência de um novo caça se alastra pelos últimos 20 anos, e que pessoalmente estava contente em ver o negócio com a Saab. No entanto,segundo ele a nação pode não ter condições de dar-se ao luxo de recapitalizar toda a sua força de caças legacy da Embraer / Alenia AMXs e Northrop F-5 em meio à crise nos gastos de defesa e a desvalorização do real brasileiro.

A Embraer é uma parceria com a Saab na produção dos Gripen, além do desenvolvimento de uma versão de dois lugares com potencial de exportação. Quase 50 empregados da Embraer e AEL Sistemas já estão em Linköping, Suécia, apoiando o programa Gripen. Campos está otimista sobre a frota de Embraer A-29 Super Tucano, aeronaves de ataque leve e com a introdução do Embraer KC-390, planejado para 2018. Ele diz que o programa do avião de transporte é um dos mais importantes para o Brasil e está progredindo.

Fonte: Asian defence News

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