Defesa & Geopolítica

Rússia lança ofensiva a partir do Mar Cáspio

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Kaliber_3

Imagem meramente ilustrativa, a foto refere-se ao lançamento de mísseis de cruzeiro Kaliber-3 a partir dos patrulheiros lança mísseis estacionados no Cáspio.


E.M.Pinto

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Segundo a BBC a Rússia alançou uma ofensiva  contra o “Estado Islâmico” atacando alvos na  Síria  a partir do Mar Cáspio, distante cerca de 1500 Km (leia Também-Project 21631 o lança mísseis do Cáspio).  A Informação foi confirmada pelo Ministro da Defesa Russo, Sergei Shoigu.

A ofensiva foi lançada a partir de quatro navios que lançaram cerca de 26 mísseis de cruzeiro contra 11 alvos terrestres, destruindo-os todos. Ao mesmo tempo, forças terrestres sírias iniciaram uma ofensiva no terreno sob a cobertura aérea russa.
Os mísseis de cruzerio, disparados a partir dos navios estacionados no Cáspio apoiaram a primeira 
ofensiva coordenada pelas forças da Coalisão lideradas pela Rússia na Síria, desde o início da campanha aérea.

Os ataques a apartir do Cáspio inauguram uma nova fase no conflito e são uma clara demonstração de que a Rússia possui a capacidade de ataques preventivos contra nações fora da linha limitrofe de suas fronteiras. Até então esta capacidade era delegada apenas aos Estados Unidos e à  poucos membros da aliança Atlântica, OTAN, que equipados em sua maioria com mísseis “Tomahawk” seriam capazes de infligir pesadas baixas aos inimigos a partir dos mares.

Para observadores ocidentais, o fato da Rússia lançar um ataque coordenado e atingir efetivamente os seus alvos distantes a centenas de quilometros de seus lançadores, prova que as ambições e capacidades de Moscou em se posicionar consistentemente no conflito não se prendem apenas no apoio localizado ao lider Sírio Bashar Al Assad mas sim que a Rússia pode iniciar a qualquer momento uma ofensiva aos seus inimigos (Terroristas) posicionados em qualquer lugar do mundo, tal como prega a doutrina de ataques preventivas inaugurada pelos Estados Unidos há alguns anos.

Mais tarde, a acessoria de imprensa do Ministério da defesa da  Rússia reforçou a sua posição de que os ataques perpetuados pela VKS (Força Aeroespacial russa) e agora com a incursão da Marinha Russa (VMF)  são direcionados à “todos os terroristas”, e que ao menos alguns de seus ataques aéreos alegadamente teriam atingido civis e rebeldes apoiados pelo ocidente, porém, a Rússia alega que o seu alvo é o auto intitulado Estado Islâmico.

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