Defesa & Geopolítica

Guerra de Rússia contra EI será longa, diz embaixador sírio

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Moscou – A guerra da Síria e da Rússia contra as posições do Estado Islâmico (EI) no país árabe será longa, afirmou nesta quinta-feira em entrevista coletiva o embaixador sírio em Moscou, Riad Haddad.

“Não esperamos que a guerra termine em questão de dias. A guerra será dura. O Estado Islâmico é uma organização terrorista internacional com membros procedentes de 80 países. A guerra continua agora junto a nossos amigos russos, que estão nos ajudando”, disse Haddad.

Ele afirmou que os aviões russos bombardeiam desde ontem “exclusivamente” as posições dos terroristas de EI e Al Qaeda nas regiões de Homs e Hama, e falou em cinco ataques realizados hoje contra os terroristas.

“Nós (Síria e Rússia) não fazemos ataques contra civis e zonas povoadas, mas contra os grupos terroristas que se encontram nos arredores das cidades e longe dos bairros residenciais”, disse.

Haddad ressaltou que Damasco dispõe de “coordenadas precisas” sobre as posições dos terroristas em todo o território nacional, por isso que não há possibilidade de erro e de efeitos colaterais civis.

“Na Síria encontramos grupos terroristas armados independentemente de como sejam chamados. Todos perseguem os alvos do EI. Todos têm a mesma ideologia: o terror e a submissão”, assinalou.

Ressaltou que todo guerrilheiro que combate contra o Exército sírio é um terrorista – “já que os opositores não têm posições militares em território sírio” -, por isso que é um alvo potencial dos ataques do Exército sírio e da aviação russa.

O embaixador sírio reconheceu que Moscou e Damasco negociaram “durante meses” uma possível intervenção militar russa no país árabe e garantiu que a operação aérea russa conta com o respaldo do direito internacional.

A esse respeito, lembrou que na Síria “há dezenas de milhares de terroristas”, entre eles várias centenas procedentes da república russa da Chechênia e do Cáucaso.

O diplomata acusou as “potências regionais e mundiais de ajudar aos terroristas com armas, dinheiro e jihadistas, que entram na Síria desde território turco”.

Haddad afirmou que os EUA, como líder da coalizão ocidental que combate desde 2014 os jihadistas, “demonstrou sua incapacidade e ineficácia na luta contra o EI” tanto na Síria como no vizinho Iraque.

“Não conseguiram praticamente nenhum resultado. Essa coalizão existe há mais de um ano. Durante esse período o território onde reina o EI não fez mais que aumentar”, disse, acusando os ocidentais de destruir infraestruturas civis e energéticas com seus bombardeios “imprecisos”.

Bombardeios da Rússia na Síria devem durar de 3 a 4 meses

A campanha de bombardeios aéreos russos na Síria deve durar de três a quatro meses vai se tornar mais intensa, afirmou nesta sexta-feira o presidente da Comissão das Relações Exteriores da Duma (Câmara dos Deputados) do Parlamento russo, Alexei Pushkov.

“Sempre existe um risco de ficar atolado, mas em Moscou estão falando de entre três e quatro meses de operações”, afirmou Pushkov à rádio francesa Europe 1.

Ao ser questionado se os ataques se tornarão mais intensos, respondeu: “Absolutamente”.

Pushkov afirmou ainda que os bombardeios da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos não eram suficientemente eficazes e era necessário passar para outra etapa na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria.

“Acredito que o importante é a intensidade. A coalizão americana fingiu bombardear o Daesh (acrônimo em árabe do EI) durante um ano, sem resultado. Se você fizer isto de forma mais eficiente, acredito que verá os resultados”, disse o deputado russo.

“Apenas 20% das operações (da coalizão internacional) apresentaram resultados. Em 80% nem sequer bombardearam”, afirmou Pushkov.

O presidente da Câmara russa rebateu as acusações de países ocidentais de que os caças de Moscou não apontam contra alvos do EI, ou não apenas contra alvos do grupo.

“Os objetivos principais são os grupos do Daesh mais próximos de Damasco”, declarou Pushkov.

Os países ocidentais afirmam que a Rússia bombardeia áreas afastadas das bases do EI, situadas na região leste da Síria.

“Temos que solucionar o tema Daesh, eliminar ou neutralizar o grupo e depois veremos”, completou o parlamentar.

Fonte Exame.com

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