Defesa & Geopolítica

KFX sobre risco

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E.M.Pinto e Dragão Vermelho

É cada vez mais crescente a preocupação de militares e executivos das indústrias de defesa Sul Coreanas com o desenrolar do programa KF-X. Em uma declaração à imprensa local Sul Coreana, um alto executivo da Korea Aerospace Industries (KAI) indicou que a impossibilidade de transferências sensíveis presentes nos caças de 5ª Geração Lokheed Martin F-35 Lightening II inviabilizaria o desenvolvimento no cronograma do projeto KF-X, em causa estariam em negativa quatro tecnologias sensíveis e imprescindíveis para o programa Sul.

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Por seu lado, a Defense Acquisition Program Administration (DAPA), afirma que a Coréia do Sul se lançará ao mercado internacional na busca de potenciais parceiros para cooperação e que estas tecnologias poderão busca por empresas parceiras estrangeiras ou de forma autônoma tentar desenvolver essas tecnologias. No entanto, um oficial da DAPA afirma que o multibilionário programa pode sofrer atrasos consideráveis e que isto pode comprometer a sua viabilidade.

Parlamentares do Comitê de Defesa da Assembleia Nacional e observadores de defesa ressaltaram que a impossibilidade de receber as quatro tecnologias chave causaria um aumento nos custos de produção e provavelmente esbarraria na impossibilidade de interoperabilidade com outros equipamentos, sistemas e tecnologias principalmente de origem Norte Americana.

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O projeto KF-X destina-se a desenvolver aviões de combate na categoria dos caças F-16, Mirage 2000, JAS 39 e Mig-29 com o intuito de substituir na Força Aérea da República Sul Coreana, a frota de caças F-4 e F-5. As perspectivas iniciais apontam para a necessidade de cerca de 120 caças até o ano fiscal de 2025.

A Korea Aerospace Industries (KAI) iniciou oficialmente o projeto em março de 2015, baseando-se num plano de garantia de assistência tecnológica da gigante de defesa dos EUA Lokheed Martin. O Tot (transferência de Tecnologia) foi garantido ao DAPA no ato de assinatura em setembro de 2014 da compra de 40 caças F-35 para a Coréia do Sul, em questão as compensações comerciais abrangiam a cedência pela Lockheed Martin de 25 tecnologias sensíveis presentes no projeto F-35.

No centro das discussões estão no entanto as quatro principais tecnologias das quais o grupo liderado pela KAI não possuem. São elas:

  • Active electronically scanned array (AESA) radar,
  • Infrared search and track (IRST),
  • Electronic optics targeting pod (EOTGP),
  • Radio Frequency jammer.

KFX2Para se ter uma ideia, representantes do setor industrial Sul Coreano embasados pela declaração de um militar de alta patente envolvido no programa alertam que dependem do desempenho do radar, mas que desenvolver um radar AESA pode demorar cerca de 20 a 30 anos.

A DAPA afirma que as tecnologias podem ser  desenvolvidas com base os avanços nos programas KT-1, KT-50 e KUH, mas que faz-se necessário adotar medidas para garantia da transferência de tecnologia por parte dos parceiros americanos é imprescindíveis para o programa.

Parlamentares e especialistas críticos do programa, destacam que mesmo que a Coréia Do Sul venha a desenvolver as tecnologias chaves, haveria um problema de incompatibilidade com as demais 21 tecnologias de origem norte americana. Por seu lado, Observadores da defesa ressaltam que o possível problema de interoperabilidade também se aplica se a nação receber tecnologias de outras empresas e parceiros estrangeiros.

Eles acrescentam ainda que quando a Coreia concluir o desenvolvimento das quatro tecnologias, restarão mais dúvidas quanto à forma de integrá-los ao sistema de guerra eletrônica, armas, gestão ECM dos aviões.

A negativa americana em ceder estas tecnologias poderia desferir um revés para o projeto KF-X, afirmou Hong Sung-pyo, comentarista de Defesa da rede KBS News que espera que este tema seja resolvido na próxima Cimeira de Seul-Washington, ou programa como um todo pode ser comprometido.

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