Defesa & Geopolítica

Rússia e China juntas contra o ISIS?

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Latakia (2)

Imagens publicadas pela Jane’s apresentam o reforço aéreo da base Aérea Síria de Latakia agora composto por 4 caças Su-27SM, 12 aeronaves de ataque Su 25 e outros 12 caça-bombardeiros  SU 24 de versões não definidas (guerra eletrônica e ataque).

 

E.M.Pinto

Nas últimas horas são confirmadas as operações Russas em pelo menos mais duas bases aéreas Síria, o que levanta a suspeita de que o efetivo no Russo no país será ainda maior. Imagens atualizadas da Base aérea de Latakia (recentemente ampliada), agora dotada de pelo menos 28 caças russos, confirmam as informações de que as operações russas não se limitarão à apoiar o regime de Assad na luta contra o ISIS, mas também, de que eles vão operar ativamente na luta contra o Estado Islamico provendo suporte aéreo.

Novas imagens revelam também a ampliação de pistas em pelo menos duas  outras bases aéreas que devem ser usadas para apoio as operações. Agregado a isso tudo, a notícia de que um contingente chinês dotado de aeronaves e tropas e da chegada de um navio de bandeira chinesa ao porto de Tartus, reforçam a tese de que uma coalizão liderada pela Rússia se configura para combater o ISIS na Síria.

As repercussões desta coalizão no âmbito global podem trazer novas interpretações ao conflito, que claramente recebe apoio de nações e potencias ocidentais. Qual papel efetivo tem tido a atual coalizão liderada pelos EUA no conflito? qual será o destino de Assad? quão eficiente será esta coalizão frente a incapacidade do ocidente de frear o ISIS, que a cada dia se expande mais no Iraque e que conquista nas últimas semanas, pontos chave ao largo da fronteira Sírio Iraquiana?

Nitidamente este conflito ganahará outras dimensões…

Militares chineses chegam à Síria nas próximas semanas

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

A chegada recente do fuzileiros navais e paraquedistas russos à cidade Síria de Tartus gerou um significativo de interesse ao redor do mundo acerca da possibilidade de intervenção militar direta da Rússia com o ponto focal da guerra contra o ISIS (Estado Islâmico do Iraque e Al-Sham).

Se os russos desencadearem as operações militares na Síria, qual papel terá ou qual realmente teve os EUA e a sua coalizão “Anti-ISIS” na luta contra o grupo terrorista? Será que eles (EUA- Rússia) cooperarão um com o outro? Será que eles evitarão um ao outro?

Parece que ambos os lados têm a sua própria estratégia de combate ao ISIS, mas os EUA tem tido muito mais experiência lutando contra o grupo terrorista, apesar de seu sucesso mínimo em obstruir o seu crescimento e avanço na Síria e no Iraque.

A Rússia parece prestes a tomar uma abordagem semelhante à dos EUA que levou a formação de uma Coalizão; no entanto, eles não estão buscando o apoio dos países árabes vizinhos para combater o grupo terrorista. Em vez disso, os russos parecem ter uma contingência que envolve uma outra potência mundial que estava ausente da lista feita pelos EUA, a China.

Na terça-feira de manhã, uma embarcação naval chinesa teria viajado através do Canal de Suez no Egito para entrar no Mar Mediterrâneo; seu destino não foi confirmado. No entanto, de acordo com um oficial superior do Exército Árabe Sírio (SAA), que está estacionado no interior da cidade costeira Síria de Latakia, os militares chineses e meios aéreos estão programados para chegar nas próximas semanas (6 semanas) exatamente no porto da cidade de Tartus, porém esta fonte não pode fornecer mais detalhes.

A Rússia deixou muito claro que eles estão tendo um papel ativo neste conflito, mas a presença de militares chineses n Síria fornece mais detalhes sobre sua contingência.

Parece que a Rússia não vai combater a ISIS seu plano é semelhante à ideia dos EUA “de uma coalizão “de forças aéreas, mas muito mais envolvidos no terreno; isso é algo que os EUA e seus aliados têm evitado desde o início de sua guerra contra ISIS.

Apesar de tudo isto, a Rússia e os EUA parecem estar em acordo; e este, não é no entanto, um espaço para, ou uma corrida armamentista, eles estão ativamente flexionando seus músculos através de seus proxies (EUA: rebeldes e Rússia: Exército Sírio).

 

Fonte: Almasdarnews

Fuzileiros russos em solo Síro, Chineses estão à caminho

Há certas coisas que todos Corpo de Fuzileiros têm em comum, independentemente da nacionalidade. O caso em questão seria uma das funções oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais americano: “Eles estão à serviço da frota na tomada ou defesa de bases navais avançadas …” Com uma enxurrada de artigos que saem do Mediterrâneo oriental escritos pelas agências de notícias neste momento, todos referem que certamente os  fuzileiros navais russos estão lá para cumprir os mesmos deveres que os seus homólogos americanos.

Embora tenha sido uma pequena instalação naval russa na cidade portuária síria de Tarus, conforme relatado tanto pela CBS News  pelo correspondente segurança nacional David Martin, como também por Jamie Crawford, Produtor de Segurança Nacional para a CNN, em 10  setembro de 2015, ao menos 100 oepracionais de elite de infantaria da marinha da “Mãe Rússia” (vulgarmente conhecida simplesmente como Russian Marines: Морская пехота) estão no terreno, na cidade costeira de Latakia. A apenas à 30 milhas ao sul da fronteira de nosso aliado na OTAN, a Turquia, e com numerosas milícias jihadistas islâmicos dominantes no leste, os fuzileiros navais russos já estariam fornecendo segurança à base para pelo menos quatro dos enormes jatos de transporte AN-124 Condor da Rússia possam descarregar sistemas de armas avançadas.

Com os 100 fuzileiros navais, possivelmente, apenas um contingente avançado, o Aeroporto Internacional de Latakia já implantou habitações para mais de 1.000 soldados. Há espaço suficiente para um regimento Naval de infantaria e os trabalhadores também estão construindo alojamentos adicionais na pista de pouso. Conhecido por seu nome de guerra de Black Death, os fuzileiros navais russos também foram vistos em Tartus onde dois navios de assalto anfíbios russos procederam o desembarque de carga e veículos de combate.

Com o homem forte da Síria, Bashar al-Assad um antigo aliado de Moscou, especialistas russos estão no país para treinar tropas legalistas do governo a equipá-los com armas mais recentes. O regime de Assad tem lutado por 4,5 anos consecutivos num conflito que nada mais é qua a combinação de guerra civil e insurgência jihadista islâmica no país.

Enquanto os militares americanos vão sendo reduzidos aos trancos e barrancos durante os anos Obama, verificou-se que os russos não são os únicos que flexiona seus músculos militares no Mar Mediterrâneo, que já foi apelidado de um “lago norte-americano.” Conforme relatado pelo serviço de notícias chinês Sina.com e também no site oficial do Ministério da Defesa de Pequim, a Marinha e fuzileiros navais da China também estão preenchendo o vazio criado pela ausência dos militares americanos no OM.

A China 20th Escort Taskforce, que consiste de um Destroyer de mísseis guiados Ji’nan, uma fragata de mísseis guiados Yiyang e um navio de abastecimento Qiandaohu acabaram de concluir os exercícios navais conjuntos com as Forças Armadas egípcias (uma vez aliados dos americanos). Conforme relatado, o 20Th Escort Taskforce lançou recentemente suas âncoras em Alexandria, Egito para uma visita de 5 dias.”

A administração de Obama tem cortado significativamente a cooperação militar com o governo egípcio desde a revolução liderada pelos militares em 2013 a qual derrubou o governo da Irmandade Muçulmana de Mohamed Morsi.  Abdel al-Sisi liderou a revolta em 2013 e desde então foi eleito presidente. Com o governo dos EUA desdenhando o governo de Al-Sisi, o líder da nação abertamente tem cortejada tanto a Rússia quanto a China, exclusivamente no que se refere à assistência militar e econômica.

Fonte: Examiner

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