Defesa & Geopolítica

Ucranianos e Árabes juntos no programa AN-132

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AntonovTradução e adaptação: E.M.Pinto

A empresa ucraniana Antonov e a Árabe  KACST assinaram um acordo de desenvolvimento conjunto e de produção de aviões de transporte para a Arábia Saudita. A aeronave que recebeu a designação An-132 estará pronta em dois anos.

O acordo destina-se a satisfazer as necessidades do Reino Árabe no campo da aeronaves de transporte de pequeno porte para os setores civis e militares, bem como pretende modernizar a frota atual, cujas tarefas incluem tanto os equipamentos, tropas e evacuações médicas.

De acordo com a empresa Antonov, o contrato abrange a modernização e produção do avião de transporte conhecido An-32. A seleção deste projeto foi baseada na análise das necessidades das forças armadas sauditas e da situação no mercado mundial de aeronaves deste tipo. No âmbito do programa, a documentação técnica deve estar de acordo com o contrato da Arábia Saudita, o avião vai ser modernizado e adaptado às necessidades modernas. A produção será realizada pela Antonov e a empresa saudita Taqnia Aeronáutica. O acordo preliminar prevê a produção de pelo menos, oito aeronaves para as forças armadas da Arábia Saudita.

A nova versão, que ostenta a marcação de An-132, caracteriza-se por possuir duas vezes o alcance, maior carga útil, decolagem curta e pouso em aeródromos não pavimentados. O avião receberá muitos componentes de produção ocidental, que certamente afetarão a sua competitividade. Os motores serão fornecidos pela empresa canadense Pratt & Whitney e aviônicos pela Honeywell. O programa pressupõe uma reformulação completa da cabine do piloto a fim de aumentar a capacidade operacional e o conforto da tripulação.

O An-32 é um turboélice popular, de asa alta desenvolvido para o transporte na década de setenta e é operado em todo o mundo. Foram construídos mais de 360 ​​exemplares, dos quais mais de 300 estão ainda em serviço ativo. A aeronave continua a ser oferecida pela empresa Antonov em muitas versões, incluindo para o transporte e variantes especiais, como combate a incêndio. As empresas ucranianas oferecem variantes melhoradas, tal como o An-32B-300 impulsionados por motores Rolls-Royce AE 2100.

Fonte: Defence 24

9 Comments

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  2. RobertoCR says:

    É acordo estranho.

    A Arábia Saudita está gastando bilhões comprando armamento de todo tipo dos EUA, França e Alemanha com o claro objetivo de ganhar apoio em sua política externa.

    E tudo de primeira linha.

    Para que eles querer atualizar 8 vetustos An-32, mesmo que seja através de parceria com a indústria local?

    Eles tem dinheiro de sobra para uma compra tão pequena como essa e para esse tipo de equipamento e irão fazer um acordo justamente com a Antonov, em um país no meio de uma guerra civil?

    Para mim este acordo é apenas uma forma de transferir dinheiro para a Ucrânia.

    Segue vídeo com a decolagem de um An-32 no meio de um lamaçal. Coisa de doido
    https://www.youtube.com/watch?v=SnS-C_oyEd0

    • Acho esse vídeo “espetacular”. Mostra a qualidade com que o bicho foi construído!

      Certamente nossos exército e aeronáutica poderiam fazer ótimo uso com aeronaves dessa capacidade nesse Brasil sem fim!

      Eu realmente gostaria que desenvolvêssemos alguma parceria com a Anthonov… teríamos muito a lucrar em desenvolvimento, e eles estão precisando de parcerias econômicas mesmo pra segurar a barra econômica que estão passando!

  3. ,..Claro q é, faz parte do acordo de apoio dos iankss, França/otan p ajudar KIeV, e ficar bem c o ocidente, vide às ações deles no Iêmen , onde td leva a crer ele vão precisar do veto destas potencias no CS. Afinal O TPI está atrelado a ONU..Pode até ñ dar em nada. Quem viver verá. Sds. 😉

  4. ,..Real/ é um sr. avião.Assisti ao video. E bom ñ eskecer q o msm tem “tecnologia” da ex-URSS, logo Do Urso, daí essa rustici// e resistência; características dos ekipa/ Russos..Sds. 😉

  5. tiosam says:

    Será quase um novo projeto?

    A nova versão, que ostenta a marcação de An-132, caracteriza-se por possuir duas vezes o alcance, maior carga útil, decolagem curta e pouso em aeródromos não pavimentados. O avião receberá muitos componentes de produção ocidental, que certamente afetarão a sua competitividade. Os motores serão fornecidos pela empresa canadense Pratt & Whitney e aviônicos pela Honeywell. O programa pressupõe uma reformulação completa da cabine do piloto a fim de aumentar a capacidade operacional e o conforto da tripulação.

  6. ,..Sputinyk:Exercícios sino-russos no Mediterrâneo são um sinal para os EUA
    © AP Photo/ Pool/ Guang Niu
    Defesa
    09:44 12.05.2015URL curta
    4710
    As Marinhas de Guerra russa e chinesa começaram exercícios navais conjuntos no Mediterrâneo na segunda-feira. As manobras são um sinal de fortalecimento das relações entre os dois países.

    Os exercícios navais, incluindo exercícios de tiro neste mar estratégico que liga a Europa, a África e o Oriente Médio, são vistos pela mídia ocidental como um sinal para Washington e uma forma de mostrar que uma nova e poderosa aliança surge “no próprio quintal da Europa Ocidental.””Mesmo sendo apenas dois navios de guerra chineses, tal reflete o desejo da China de ajudar a Rússia a fazer frente ao poder americano”, escreveu a revista National Preview, sediada em Nova York. “A inimizade que definiu as relações sino-russas durante boa parte da Guerra Fria desapareceu há muito tempo. Agora é uma aliança forte que se levanta contra a política militar dos EUA no mundo. Essa aliança tem seu próprio componente de segurança muito profundo.

    Fragata chinesa Linyi
    © Foto: US Navy / Johans Chavarro
    China e Rússia farão exercícios conjuntos no Mediterrâneo
    The Los Angeles Times também comentou essa notícia nas suas páginas: “Uma nova e poderosa aliança dos gigantes orientais está mostrando sua força no próprio quintal da Europa Ocidental.”

    O jornal suíço Tages Anzeiger escreveu que a amizade entre Moscou e Pequim vai muito além das considerações apenas políticas e econômicas. “Eles estão criando uma aliança também no campo militar como um contrapeso para os EUA e seus aliados europeus e asiáticos”, escreveu o jornal.

    “É um sinal de crescimento dos laços militares entre Pequim e Moscou e uma demonstração de que os horizontes marítimos da China estão se alargando”, disse a BBC.”

    O que está acontecendo no Mediterrâneo é uma prova de poder militar dirigido contra Washington”, escreveu Der Spiegel alemão, acrescentando que a Rússia e a China se uniram para enfrentar o inimigo comum.

    Os exercícios conjuntos da Rússia e da China decorrerão até 21 de maio de 2015. Um total de nove navios de ambos os lados estão tomando parte nos exercícios, que são inéditos no Mediterrâneo. As manobras têm como objetivo o aprofundamento da cooperação entre a China e a Rússia e também o reforço da sua capacidade de combate para repelir ameaças navais.
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    Mais:
    ‘Rússia e China: o coração da Eurásia’

    Tags:
    exercício naval, Mar Mediterrâneo, China, Rússia
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    ,.. Estão avisados…Sds. 😉

  7. ,..Sputnik: A OTAN reconhece que a Ucrânia também precisa fazer algo para contribuir ao processo da paz na Ucrânia. A respetiva declaração foi feita durante o primeiro dia da cúpula da aliança na Turquia.
    Pyotr Poroshenko, presidente da Ucrânia, ao lado de Humvees blindados americanos no aeroporto Boryspil, Kiev, Ucrânia
    © AP Photo/ Efrem Lukatsky
    Pyotr Poroshenko chama Acordos de Minsk de ‘pseudotrégua’
    Na véspera da cúpula, durante o encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, em Sochi, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que Kiev deveria cumprir os Acordos de Minsk e abster-se de novas ações militares para impedir a escalação do conflito.

    Já na quarta-feira (13), na cúpula da OTAN, o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, disse o seguinte:

    “Nós exortamos firmemente o governo da Ucrânia a continuar os seus esforços a toda velocidade”.

    Jens Stoltenberg durante a cúpula da OTAN em Antalya (Turquia) em 13 de maio de 2015.
    © AFP 2015/ OZAN KOSE
    Jens Stoltenberg durante a cúpula da OTAN em Antalya (Turquia) em 13 de maio de 2015.

    No resto, os chanceleres da OTAN, reunidos na cúpula, criticaram a Rússia pela sua suposta ajuda aos “separatistas” do Leste da Ucrânia e pela “desestabilização” da situação em Donbass.

    General John Campbell abre a bandeira da missão Resolute Support, da OTAN, em dezembro de 2014, marcando o fim da operação do ISAF.
    © AFP 2015/ SHAH MARAI
    Afeganistão fica com militares dos EUA e da OTAN
    Contudo, Stoltenberg não deixou de destacar o papel dos Acordos de Minsk, cumpridos estritamente pela Rússia.

    A atitude da Ucrânia para com os Acordos de Minsk parece, no entanto, bastante polêmica. Em uma declaração à imprensa alemã, o presidente Pyotr Poroshenko disse que o documento promove uma “pseudo-tranquilidade” e que as tropas ucranianas iriam continuar os combates.

    No final da sua declaração, o chefe da OTAN frisou que a Aliança iria organizar exercícios militares no território da Ucrânia mais tarde neste ano.

    Tal declaração foi divulgada pouco depois de Stoltenberg anunciar a prorrogação, sem prazo definido, da presença militar e cívica da OTAN no Afeganistão.
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    Mais:

    Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo/20150514/1019094.html#ixzz3a8Ztx4EF
    ,.. Sds. 😉

  8. Pingback: Antonov revela mais detalhes sobre os planos de produção do futuro An-132

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