Defesa & Geopolítica

Kiev viola cessar-fogo com bombardeios e artilharia de foguetes na linha de contato

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© REUTERS/ Alexei Chernyshev

O Exército ucraniano continua a bombardear o território da autoproclamada República Popular de Donetsk (RPD) e trouxe de volta equipamentos de artilharia pesada para a linha de contato em Donbass, segundo informou o porta-voz do Ministério da Defesa da região independentista, Eduard Basurin, em briefing nesta quinta-feira (30).

Ao longo das últimas 24 horas, segundo ele, as forças ucranianas bombardearam Donetsk 34 vezes, incluindo quatro vezes com artilharia pesada e 15 vezes com morteiros.

“As forças ucranianas também continuam abrindo fogo contra nossos assentamentos perto da linha de contato a partir de tanques e veículos de combate de infantaria, bem como com armas de fogo. Os comandantes ucranianos continuam secretamente trazendo sistemas de artilharia de foguetes para posições ao longo da linha de contato”, acrescentou.

A vigilância da RPD registrou seis sistemas de lançadores múltiplos de foguetes Grad perto do assentamento de Semigorye, 50 km a nordeste de Donetsk, e quatro sistemas Uragan perto da cidade de Yasnoborodovka, 10 km a noroeste de Donetsk.

“Esses tipos de equipamentos estão sujeitos à retirada da linha de contato, e posicioná-los nos locais anteriormente mencionados contradiz os acordos de Minsk”, ressaltou Basurin.

O cessar-fogo no leste da Ucrânia é um dos pontos-chave dos acordos de Minsk para a resolução da crise. Outros pontos incluem a retirada do armamento pesado da linha de contato entre as forças independentistas e as tropas de Kiev, troca de prisioneiros, eleições locais em Donbass e reforma constitucional na Ucrânia.

Os acordos foram assinados em Minsk em 12 de fevereiro, após quase 14 horas de negociações no chamado formato da Normandia. Participaram das conversações o presidente russo, Vladimir Putin, o presidente francês, François Hollande, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko. Simultaneamente, uma reunião do Grupo de Contato para a resolução da crise ucraniana também foi realizada na capital bielorrussa.

Apesar das acusações mútuas de violação, o instável cessar-fogo continua vigente, sendo amplamente considerado pelas partes envolvidas e pelos mediadores internacionais como indispensável para apaziguar a região. Segundo dados da ONU, mais de 6 mil pessoas já morreram em decorrência do conflito no leste da Ucrânia desde que Kiev deu início à operação militar para sufocar os movimentos de independência de Donbass, que não reconhecem a legitimidade do governo que subiu ao poder após um golpe de Estado em fevereiro de 2014.

Fonte: Sputnik News Brasil

Poroshenko: Guerra continuará até a Ucrânia recuperar Crimeia e Donbass

O presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, declarou nesta quinta-feira que a guerra no leste do país vai continuar até que Kiev recupere a Crimeia e Donbass.

“A guerra só terminará quando a Ucrânia recuperar Donbass e a Crimeia. E se prolongará pelo tempo que for necessário”, disse o líder ucraniano, segundo a agência de notícias do país UNN.

Poroshenko disse ainda que alguns países passam muito tempo vivendo em clima de guerra, mas ao mesmo tempo reconheceu que a solução ideal para a Ucrânia é dar fim às hostilidades e recuperar Donbass por meios pacíficos.

Os habitantes das províncias de Donetsk e Lugansk, descontentes com a mudança de governo efetuada em Kiev, em fevereiro de 2014, promoveram protestos e ocuparam edifícios governamentais em abril. Em seguida, se autoproclamaram repúblicas populares que decretaram sua secessão do território ucraniano.

Kiev, que não reconhece as repúblicas autoproclamadas,iniciou, então,uma operação militar que provocou o conflito armado no leste da Ucrânia. Mais de 6.100 pessoas já morreram nos combates, segundo a ONU.

Em fevereiro deste ano, o Quarteto da Normandia, formado pelos líderes de Rússia, Alemanha, França e Ucrânia, se reuniu em Minsk, na Bielorrússia, e chegou a um acordo por um cessar-fogo entre Kiev e as repúblicas de Donetsk e Lugansk.

Fonte: Sputnik Sews Brasil

 

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