Defesa & Geopolítica

Reintegração da Crimeia é resultado direto de graves erros da União Europeia

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© Foto: Rex Features

A reintegração da Crimeia à Rússia foi uma reação a uma política errônea da União Europeia, que havia contribuído para a crise na península e apoiado o golpe de Estado na Ucrânia, declarou a líder do partido Front Nacional (FN), Marine Le Pen, em entrevista ao canal CNBC.

“Considero que a integração da Crimeia foi um resultado direto de graves erros por parte da União Europeia”. Segundo ela, a UE apoiou o golpe que permitiu aos habitantes da Crimeia optar pela reintegração à Rússia, “já que a Crimeia, como se sabe, é russa”.

Na opinião de Marine Le Pen, não deve haver outras interpretações da reintegração da Crimeia com a Rússia.

“Acredito que a União Europeia não reconheceu o seu erro na questão da Crimeia, e agora, antes de cometer novos erros, chegou o momento de se conformar com essa leitura dos fatos.”

Marine Le Pen, que tem pretensões presidenciais, conseguiu com que o seu pai e um dos fundadores do Front Nacional, Jean-Marie Le Pen, desistisse de se candidatar nas próximas eleições na França.

Desde 2011, quando assumiu a direção do FN, ela tem atuado para mudar a percepção dos franceses sobre a legenda antissemita e anti imigração do partido e torná-la mais palpável ao eleitorado centrista. Le Pen, no entanto mantém um discurso eurocético e xenófobo. A estratégia vem dando certo nas urnas, e o FN tem conquistado pontos importantes em eleições locais e pesquisas de opinião.
A Crimeia e a cidade de Sebastopol adotaram declarações de independência em 11 de março de 2014. Cinco dias depois, realizaram um referendo no qual 96,77% dos habitantes da Crimeia e 95,6% dos eleitores de Sebastopol escolheram se separar da Ucrânia e se juntar à Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, assinou os acordos de reunificação em 18 de março do mesmo ano.

O ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou em diversas ocasiões que os habitantes da Crimeia escolheram o seu destino através de um pleito democrático realizado em conformidade com todas as normas do direito internacional e a Carta da Nações Unidas.

Kiev, por sua vez, continua considerando que a Crimeia como um território ucraniano temporariamente ocupado.

Fonte: Sputnik News Brasil

 

 

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