Defesa & Geopolítica

Grã-Bretanha justifica gastos militares com suposta ameaça argentina

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© flickr.com/ Gabriel Villena

A Grã-Bretanha aproveita certas notícias, tais como a provável compra por parte da Argentina de caças russos Sukhoi para justificar o seu elevado orçamento militar, disse o embaixador argentino na Rússia, Pablo A. Tettamanti, em entrevista exclusiva à Sputnik.

“O Reino Unido tem uma dificuldade de justificar internamente os seus gastos militares e este tipo de noticias vem a calhar para justificar um aumento das despesas nesta área”.

O embaixador disse que a Argentina “precisa de renovar algumas das suas aeronaves, não é segredo que está analisando as possibilidades que existem para renovar parte desse material em diferentes fornecedores.”

“Só que a imprensa britânica converteu isso numa espécie de notícia sensacionalista, acho que isso é bastante claro; o Reino Unido tem dificuldades em defender internamente os seus orçamentos militares e este tipo de notícias vem a calhar para justificar um aumento das despesas nesta área”, sublinhou o diplomata argentino.

Segundo Tettamanti, isto é algo que claramente não faz sentido, porque “as Forças Armadas da Argentina não são uma área em que o país esteja gastando grande percentagem do seu PIB, considerando razoável manter um mínimo de capacidade.”

“Não acho que esta situação vá mudar muito no futuro próximo, ou seja, a dimensão das nossas Forças Armadas é a dimensão que a Argentina acha adequada”, disse ele.
Por isso, sublinhou, “transformar a Argentina em um perigo militar é um disparate.”

O embaixador disse que o atual governo da Argentina não contempla a opção militar “visto que já passou pela experiência de uma ditadura militar que custou milhares de mortos e desaparecidos.”

“Temos dito ao Reino Unido para nos sentarmos e negociarmos; as desculpas que eles usam não são novas, são sempre as mesmas, mas isto é fácil de classificar como uma notícia sensacionalista, para além do que a Argentina possa ou não comprar aviões, sejam estes Sukhoi ou de outra origem”.

Fonte: Sputnik News Brasil

 

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