Defesa & Geopolítica

Obama adia planos de retirar tropas americanas do Afeganistão

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Ashraf  Ghani pediu a Obama que adiasse retirada de tropas do Afeganistão

Obama adia planos de retirar metade das tropas americanas do Afeganistão após encontro com presidente afegão. Redução no número de soldados no país será decidida no final de 2015.

Após encontro em Washington com o presidente afegão, Ashraf Ghani, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira (24/03) que irá manter os atuais 9,8 mil soldados no Afeganistão até o fim de 2015.

Obama reconheceu que o Afeganistão continua sendo “um lugar perigoso”, mas insistiu que a decisão de manter um elevado número de tropas no país por mais tempo não significa uma mudança na política de retirada de soldados.

“É importante lembrar que o prazo para a retirada das tropas em troca de uma presença centrada numa embaixada, a normalização da nossa presença no Afeganistão, continua sendo o fim de 2016. Isso não mudou, a nossa transição para um papel não-combatente não mudou”, ressaltou Obama.

O presidente americano acrescentou que a quantidade de militares que permanecerá estacionada no Afeganistão em 2016 será decidida no final deste ano.

Durante a visita oficial, Ghani pediu a Obama que adiasse o plano de redução das tropas americanas no país. O afegão afirmou que os conflitos na região devem ser duros nos próximos meses e também lembrou que o grupo extremista “Estado Islâmico” (EI) está recrutando cada vez mais combatentes no Afeganistão.

Washington pretendia até o final de 2015 reduzir em quase pela metade sua presença militar em solo afegão.

CN/lusa/ap/afp

Fonte: DW.DE

Para sempre e um pouco mais: EUA vão continuar no Afeganistão

© AP Photo/ Mindaugas Kulbis

O presidente afegão, Ashraf Ghani, pediu para manter mais tropas norte-americanas no país do que fora planejado anteriormente. A Casa Branca satisfez o pedido, e os EUA deixarão ficar o dobro dos militares, 10 mil em vez de 5.500.

Muitos afegãos podem não ser a favor da notícia. O presidente Ghani fez o pedido na terça-feira (24), sem considerar o fato de que a campanha militar, que parece eterna, colocou um enorme peso sobre o povo afegão.

A decisão da Casa Branca não aborda a promessa do presidente Obama de retirar as tropas até o final de seu mandato, em 2017. O comunicado da Casa Branca, estabelece apenas que “o calendário  específico de retirada das tropas norte-americanas em 2016 será definido mais tarde, durante este ano, para permitir aos EUA consolidar as tropas na missão baseada em Cabul até o final de 2016.”

Na terça-feira (24) os presidentes Obama e Ghani realizaram uma conferência de imprensa conjunta no âmbito da visita oficial de Ghani aos EUA.

“Essa flexibilidade reflete a revitalização de nossa relação com o Afeganistão. A América continuará sendo seu parceiro para promover os direitos de todos os afegãos, incluindo mulheres e crianças”, disse Obama.

“A tragédia nos aproximou, e agora os interesses nos unem”, acrescentou Ghani.

Após mais de uma década de guerra, 20 mil civis afegãos perderam a vida. A campanha militar dos Estados Unidos era destinada a erradicar o movimento Taliban mas a verdade é que o movimento ainda existe.

As estatísticas oficiais divulgadas pelo comando dos EUA-OTAN revelaram que 1.500 civis foram mortos durante os ataques realizados em apenas dez meses entre 2010 e 2011. Muitas vítimas mortais eram crianças, mas a maioria eram homens adultos confundidos com militantes. De notar que é fácil confundi-los, uma vez que as armas são um meio comum de autodefesa no Afeganistão. Os homens, entrando em suas casas, muitas vezes ficam assustados com o súbito aparecimento de assaltantes armados e levam armas para proteger a sua família. Só que isso lhes pode ser fatal: são mortos pelos norte-americanos.

Um relatório publicado pela ONU no mês passado revelou que o ano 2014 foi um dos anos mais violentos da guerra no Afeganistão, porque 3.699 civis foram mortos, 714 deles crianças.

A visita do presidente Ghani é primeira aos Estados Unidos desde que tomou posse em meados do ano passado e teve como pano de fundo a guerra que, no passado, foi qualificada por Obama como “necessária”.

Fonte: Sputnik

 

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