Defesa & Geopolítica

O drama Budista e a Geopolítica da China

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DCom o fim da Guerra Civil Chinesa, Mao tratou de garantir o controle de regiões estratégicas chinesas que pudessem consolidar o domínio maoista sobre a China. Devido a incapacidade de capturar Taiwan e extirpar os nacionalistas liderados por Chiang Kaiskhek, a parte sul e sudoeste da China permanecia como uma perigosa porta de entrada para forças eventualmente hostis.

Para tanto, o controle da região do Tibete, fora fundamental para a segurança da China continental, ao servir de proteção para evitar ataques ao seu núcleo central. Servindo acima de tudo como forma de contenção Indiana sobre a parte Sul da Àsia. Porém, desde o começo tal ocupação provocou atos de insatisfação entre os tibetanos e a ingerência comunista na região. Insatisfações que iam desde os aspectos religiosos a até questões fiscais, como impostos e taxas, além de recrutamento forçado.

Esta insatisfação religiosa tem como ápice em 1959, no momento em que tibetanos, após boatos, cercam a casa do Dalai Lama e o ajudam em sua fuga para a Índia. Sendo verdade ou não, o fato é que o governo chinês promove uma série de extermínios contra a população tibetana em Lhasa. Consequentemente, o 14º Dalai Lama vive atualmente Dharamsala, na Índia, aonde se juntou a uma comunidade tibetana local. Formando o governo tibetano no exílio, um símbolo de resistência pacífica em resposta a ocupação chinesa. Resistência esta apoiada pela Índia e pelos Estados Unidos.

Desde então, o governo chinês tem intensificado sua presença na região tanto através da presença militar, como com investimentos em infraestrutura e também com incentivos a imigração de chineses Han ao local. Apesar de alguns protestos, como por exemplo o de 2008, o governo chinês sempre tem atuado de forma enérgica e rápida para evitar maiores levantes. Essas repressões em geral tem sido criticadas pela comunidade internacional, tal como grupo Human Right Watch, que alega violações aos direitos humanos.

Essa questão contudo é bastante complicada, pois a lógica de uma ideia de países vizinhos como potenciais inimigos  dificulta a forma de convivência pacífica dos povos da região, contibuindi para tensões sem fim e imprevisibilidade no cenário internacional.

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