Defesa & Geopolítica

Separatistas avançam sobre o território Ucraniano e controlam mais de 500 km quadrados de novos territórios

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Ukrainian army in Donetsk area before New YearTradução e adaptação: E.M.Pinto

O governo central da Ucrânia acusou nesta terça-feira que os separatistas pró-Rússia estão se aproveitando do acordo de cessar-fogo assinado em setembro passado para invadir mais território no leste. O governo central de Kiev afirma que não negociará enquanto estas novas terras não forem desocupadas.

A acusação feita pelo ministro das Relações Exteriores Pavlo Klimkin de que os rebeldes tinham capturado mais de 500 quilômetros quadrados (194 milhas quadradas) para além das linhas de separação acordados anteriormente, desencadeou mais um ponto de discórdia com diplomacia Russa, que visa acabar com o conflito que já se alastra por nove meses.

Em negociações sob os auspícios dos observadores da OSCE na capital bielorrussa Minsk em setembro passado, firmou entre a Ucrânia,  Rússia e os líderes separatistas, um acordo que incluía um cessar-fogo e uma retirada de combatentes estrangeiros e equipamento militar do terreno.

As reuniões subsequentes estabeleceram as linhas de separação entre as forças governamentais e os separatistas, a quem o Ocidente e Kiev dizem, são armados pelos militares russos, uma acusação que Moscou nega.

Apesar do apelo de cessar-fogo, os militares de Kiev dizem que mais de 200 soldados ucranianos e centenas de civis foram mortos desde setembro.

Os separatistas tentaram desalojar as forças do governo do aeroporto internacional da cidade controlada pelos rebeldes de Donetsk, um símbolo importante para ambas as partes em um conflito que já matou mais de 4.800 pessoas.

Outras áreas em que os ucranianos dizem que perderam território para os rebeldes estão no sudeste em Mariupol, junto ao Mar de Azov, e em torno de Debaltseve, um complexo ferroviário ao nordeste de Donetsk.

Linha de Separação 

Klimkin, falando em Berlim na véspera de uma reunião com a Rússia, onde Sergei Lavrov, e os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e França, reafirmaram que a Ucrânia quer avançar com as negociações apenas com base nos acordos de Minsk.

“Aproveitando o fato de que nossas forças cumpriram com o cessar-fogo, os terroristas tomaram território muito substancial, mais de 500 quilômetros quadrados”, disse ele em entrevista coletiva.

Ele disse que a Ucrânia vai nas futuras reuniões do chamado “grupo de contacto” (que envolve líderes separatistas) procurar um “plano detalhado para retornar às linhas originais de separação.

“Mas essa linha é a linha fixa … de Minsk”, disse ele.

A Ucrânia usou o mesmo argumento para justificar que as suas forças lançaram uma contra-ofensiva no aeroporto de Donetsk, dizendo que eles estavam empurrando para trás os separatistas para as linhas de separação acordados previamente.

A Rússia criticou o movimento dos militares Kiev, classificando-os como um “erro estratégico”.

O Kremlin diz o presidente Vladimir Putin, em uma carta ao presidente ucraniano, Petro Poroshenko, colocou a ênfase na necessidade de retirar as armas de grosso calibre para fora da zona de conflito.

As autoridades ucranianas implicam que  Moscou está buscando evitar outras partes dos acordos Minsk – especificamente a da necessidade de retirar os combatentes estrangeiros e equipamento militar da Ucrânia.

Fonte: Reuters

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