Defesa & Geopolítica

Radar Active Electronically Scanned Array (AESA) para a frota de F/A-18 A, B, C e D

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Em pouco tempo os caças de 3ª++ geração deverão contar com uma tecnologia cada vez mais vital para a arena do combate ar-ar e ar-superfície – os radares de varredura eletrônica ativa (AESA), que apresentam maior eficiência, alcance e podem engajar e disparar mísseis contra um maior número de alvos, simultaneamente.

Antes uma ferramenta restrita a alguns modelos de caças de 4ª e 5ª geração, além de aviões de comando, controle, alerta antecipado e inteligência, o fato é que os fabricantes de radares e de aviões estão trabalhando em conjunto para oferecer essa tecnologia para modelos que ainda contam o sistema convencional.

A Raytheon, por exemplo, testou recentemente em voo o APG-79(V)X, sistema pouco inferior ao radar APG-79 que equipa os Boeing F/A-18 E/F Super Hornet, mas que em breve poderá ser utilizado na frota de F/A-18 A, B, C e D em serviço na Austrália, Canadá, Finlândia, Kuwait, Malásia, Espanha, Suíça e EUA, totalizando pouco mais de 1.000 exemplares em serviço.

A Northrop, por sua vez, está trabalhando com o scaleable agile beam radar (SABR), que possui um controle de tiro e as funções dos radares AESA por um custo de aquisição e operação mais baixo. Seu projeto foi feito para modernizar parte da forta de F-16 em serviço nos EUA e Taiwan, sem a necessidade de modificar qualquer sistema elétrico, estrutura ou eletrônica da aeronave. O SABR pode ser adaptado nos F/A-18, trazendo as vantagens deum caça de 5ª geração para um de 3ª++.

Até o momento os pacotes de modernizações mais recentes lançados no mercado estavam voltados para os Super Hornet, justamente para a frota que é quase a metade dos F/A-18 Hornet hoje em serviço.

O US Marine Corps (USMC, Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA) prolongou a retirada de serviço dos seus Hornet para 2030, indicando a necessidade de uma modernização para que as suas aeronaves sejam capazes de se contraporem as ameaças encontradas na moderna arena de combate. A Suíça também é um potencial cliente para os novos radares, uma vez que o seu programa de substituição dos F/A-18 Hornet for cancelado depois que o referendo popular votou contra a forma de financiamento para a aquisição dos 22 JAS-39 Gripen E/F.

Além dos radares, alguns operadores também consideram modernizar o sistema de missão e alguns sensores das aeronaves, como o radar watrning receiver (RWR, alerta de detecção de radar).

Fonte: C&R

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