Defesa & Geopolítica

Caças F-5EM no Exercício Salitre 2014: 95% de disponibilidade

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Foram realizadas mais de 30 missões de combate simulado no Chile

“O índice (de 95% de disponibilidade alcançado pelos caças F-5EM da FAB no Exercício Salitre 2014, Chile,) é muito bom.

Os vendedores de caças talvez precisem entender que é necessário no mercado algo como o F-5M, J7, JL-9, A-4AR e Kfirs B60: A praticidade e baixos custos da manutenção da terceira geração mais aviônicos e armamentos de ponta.

Por estas razões, talvez a compra do projeto do F-5 pela Embraer como caça leve e treinador avançado (biplace) fosse uma boa aposta no mercado, se o preço ficasse acessível nos padrões do Mike.” Iväny Junior

Os quatro caças F-5EM da Força Aérea Brasileira tiveram 95% de disponibilidade no exercício Salitre 2014, que se encerra hoje (17/10/2014) no Chile. Das mais de 30 missões de combate simulado realizadas, somente duas foram canceladas.

O resultado é comemorado pelos 25 militares responsáveis pela manutenção e suprimentos das aeronaves. “Nós somos o grupo que, nos bastidores, estamos fazendo o F-5 decolar e voar com segurança”, diz o Sargento Davi Machado, do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1°GAvCa).

Mas para isso foi necessário adotar uma rotina exigente. Antes e depois de cada voo, os mecânicos precisavam checar os sistemas das aeronaves e cuidar de detalhes como os capacetes dos pilotos e a dobragem dos paraquedas de frenagem.

Como os F-5EM cumpriram até duas missões por dia, com decolagens por volta das 11h e às 15h, as equipes de manutenção começavam a trabalhar horas antes e terminavam só muito depois do último motor ser desativado.

“Foi só a manutenção preventiva mesmo. Fluiu bem a manobra”, comemora o Suboficial Fernando Miranda. Segundo ele, antes de vir para o Chile, o Esquadrão preparou uma série de itens de manutenção para viagem, o que incluiu até um motor extra. Mas pouca coisa foi usada. “Nosso consumo ficou abaixo do planejado. Nós fizemos uma previsão um pouco acima justamente para não faltar”, explica.

Já o Suboficial Paulo Ricardo Ferreira lembra que os Esquadrões da FAB estão acostumados a deslocamentos, como o realizado para o Chile. “A gente se adapta muito bem ao clima devido às missões que nós fazemos durante o ano”, conta. Ele cita deslocamentos constantes para locais como Anápolis, em Goiás, e a Serra do Cachimbo, no Sul do Pará.

Fonte: Força Aérea Brasileira (FAB) 

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