Defesa & Geopolítica

Minsk na Bielorrússia: Integração política e econômica no espaço pós-soviético

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Minsk, na Bielorrússia, foi durante o dia 10 de outubro a capital da integração política e econômica no espaço pós-soviético.

Primeiro aqui decorreu a cúpula de chefes de Estado dos países da Comunidade de Estados Independentes (CEI), a qual se transformou gradualmente em uma reunião consultiva para a criação da nova União Econômica Euroasiática (UEEA). A partir de 1 de janeiro de 2015 a união irá substituir a Comunidade Econômica Euroasiática criada ainda em 2000. Em Minsk à União, que já incluía a Rússia, a Bielorrússia e o Cazaquistão, se juntou a Armênia. Também o Quirguistão confirmou sua intenção de aderir.

A cúpula de líderes da CEI representou a parte política mais importante dos encontros de Minsk em 10 de outubro. Como é natural, também foi abordada a crise ucraniana. O presidente da Ucrânia Piotr Poroshenko não viajou para Minsk, mas enviou o embaixador da Ucrânia na Bielorrússia.

Segundo declarou a esse respeito o presidente do Uzbequistão Islam Karimov, ele estranhou o fato de Kiev não tentar procurar ajuda para uma resolução da crise na Ucrânia junto de seus verdadeiros amigos.

É necessário pôr um fim à guerra no centro da Europa e as partes em confronto no sudeste da Ucrânia devem não apenas encontrar pontos de contato, mas acabar com o derramamento de sangue e cumprir escrupulosamente os acordos de Minsk sobre o cessar-fogo, declarou o presidente da Bielorrússia Alexander Lukashenko:

“É inadmissível que questões tão prementes, que atingem um país como a Ucrânia, sejam resolvidos tão longe. Seja em Berlim ou em Milão.”

Alexander Lukashenko referiu Milão por nessa cidade se realizar em 16-17 de outubro o fórum Ásia-Europa com participação da liderança da União Europeia. Nos bastidores da cúpula de Minsk foi divulgado que existe a possibilidade de o presidente russo Vladimir Putin se encontrar com Piotr Poroshenko à margem da conferência de Milão.

Os líderes dos países da CEI assinaram em Minsk um pacote de documentos na área do controle de fronteiras, da migração, do combate ao narcotráfico e ao tráfico de pessoas, assim como documentos relativos à espionagem financeira. Todos eles aceitaram o convite de Vladimir Putin para participarem no próximo ano nas comemorações do 70º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial. A próxima cúpula dos países-membros da CEI irá decorrer em Astana em setembro-outubro de 2015.

Com a adesão da Armênia à União Econômica Euroasiática, essa organização irá ocupar, pelo seu PIB, o quinto lugar entre as associações econômicas regionais do tipo da UE ou da NAFTA. Ela será a maior associação econômica integrada e o maior mercado do espaço pós-soviético com uma população total superior a 190 milhões de habitantes.

Já em termos de superfície, com quase 20,5 milhões de quilômetros quadrados, ela não terá igual. O subsolo da UEEA concentra quase 8 por cento das reservas mundiais de petróleo, 22 por cento do gás e 22 por cento do carvão. Pelas suas reservas de urânio, diamantes, platinoides, ouro, prata e outros metais raros, a UEEA ocupa o primeiro lugar no mundo.

Atualmente já foram elaborados acordos para a criação de uma zona de comércio livre entre a UEEA e o Vietnã, Israel, a Índia e o Egito.

A UEEA será em muito um análogo da União Europeia, mas ocupando espaços muito mais alargados. Todos os participantes da UEEA se comprometem a garantir a livre circulação de mercadorias, serviços, capitais e mão de obra. Assim como a executar uma política concertada nas áreas-chave da economia: o comércio, a energia, a indústria, a agricultura e os transportes. Moscou não exclui que a UEEA possa igualmente adotar uma moeda comum.

Fonte: Voz da Rússia

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