Defesa & Geopolítica

Gasoduto South Stream será construido apesar das dificuldades

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O projeto para a construção do gasoduto South Stream, que irá atravessar o mar Negro, não está parado e será realizado apesar das dificuldades, declarou aos jornalistas em Kaliningrado o ministro da Energia da Rússia Alexander Novak.

“O projeto não está parado, os acordos jurídicos internacionais assinados continuam em vigor, ninguém os cancelou. Existem determinados problemas decorrentes de o grupo de trabalho da União Europeia ter temporariamente suspendido a elaboração dos mecanismos para a exploração do gasoduto, por isso nós esperamos que, com a formação da nova Comissão Europeia e a nomeação de um novo responsável, retomaremos os trabalhos”, disse Novak.

A Gazprom está executando o projeto para a construção do gasoduto que irá atravessar o mar Negro com destino aos países da Europa Central e do Sul para diversificar os percursos dos fornecimentos de exportação. O primeiro gás para a Europa, usando o novo gasoduto, deverá ser fornecido em finais de 2015.

 Fonte: Voz da Rússia

Irã não tem gás natural suficiente para substituir a Rússia

No caso do levantamento das sanções, o Irã não está pronto para substituir a Rússia como o principal fornecedor de gás, declarou o presidente iraniano, Hassan Rohani, em uma entrevista à televisão russa Rossiya 1.

“Como todos sabem, o Irã possui as maiores reservas de gás natural. Mas, quanto à produção de gás, ficamos para trás, e pensamos primeiro sobre as necessidades internas de nosso país”, disse ele.

“De vez em quando, no inverno, temos problemas, mas temos um monte de clientes, clientes em torno de nós, no leste e no oeste. Todos os nossos vizinhos orientais, no ocidente e no sul querem comprar nosso gás que ainda não está extraído”, disse Rohani.

Portanto, segundo ele, “hoje não existem essas condições, para que, como todos pensavam, se amanhã a Rússia deixar de fornecer gás, ele será fornecido pelo Irã”. “Nossa produção ainda está longe disso”, disse o presidente.

 Fonte: Voz da Rússia

Japão e China competem por gás russo

O Japão tenciona impulsionar a cooperação com a Rússia na área da energia. Os planos mais próximos incluem a construção de uma refinaria perto de Vladivostok e a instalação, no fundo do mar do Japão, de um gasoduto ligando Sacalina a Tóquio.

A refinaria, a ser construída totalmente com dinheiro japonês, poderá surgir perto da cidade russa de Vladivostok (região de Primorie). Essa informação foi divulgada por Akira Shinoda, prefeito da cidade japonesa de Niigata. Entretanto, o porto da prefeitura de Niigata será o principal local de transbordo da produção da nova refinaria. Segundo o prefeito Shinoda, o projeto já está pronto e foi inclusivamente autorizado pela administração de Primorie. Agora falta discuti-lo a nível intergovernamental.

Se existir a refinaria, também haverá a compra de quantidades adicionais de petróleo russo. Além disso, os japoneses estão dispostos a pagar um bom preço de mercado, e não o preço spot que paga a China. Mas mesmo neste caso os japoneses vêm sua vantagem: serão substancialmente reduzidos os custos de tempo e financeiros com o transporte, porque neste momento Tóquio importa 85% de seu petróleo a partir do golfo Pérsico, refere o orientalista Valeri Kistanov:

“As importações japonesas de hidrocarbonetos dependem sobretudo do Oriente Médio e Próximo, mas aí ocorrem frequentes problemas de instabilidade política e de insegurança, essa região é explosiva. Nós vemos o que está passando neste momento no Iraque, na Síria e na Líbia. Além disso, os hidrocarbonetos dessa região têm de ser transportados por petroleiros, atravessando meio mundo. Isso tem seus próprios perigos como, por exemplo, a pirataria marítima. E depois o trajeto passa pelo mar da China Oriental, onde o Japão tem uma relação difícil com a China.”

Mas a Rússia está mesmo ao lado. Um petroleiro que parta de Sacalina chegará em 2-3 dias. Já a construção de um gasoduto passando pelo fundo do mar do Japão será mesmo um salto qualitativo. Com essa solução, o Japão poderá receber gás natural em vez do gás liquefeito.

Depois da tragédia ocorrida na usina nuclear de Fukushima 1, em 2011, a indústria energética nuclear da Terra do Sol Nascente foi praticamente encerrada. Para o desenvolvimento da indústria e para o consumo doméstico os japoneses necessitam de maiores volumes de petróleo, de gás e de carvão. Os recursos do Extremo Oriente russo podem satisfazer com segurança as necessidades do Japão.

Mas recentemente Tóquio obteve um sério concorrente nessa área: Pequim. Isso também influenciou a vontade dos japoneses em acelerar a cooperação na área dos hidrocarbonetos, considera o orientalista Valeri Kistanov:

“O Japão está muito preocupado com o fato de as relações entre a China e a Rússia na área energética estarem em franco desenvolvimento. Recentemente foi assinado um contrato histórico sobre o gás. Os japoneses também tentam não perder a oportunidade e não deixar totalmente à disposição da China o Extremo Oriente russo quanto à área da energia. Por isso eles tanto admitem construir uma refinaria, como apresentam o projeto para a instalação de um gasoduto.”

Segundo alguns dados, a questão da instalação de um gasoduto de Sacalina a Tóquio já terá sido incluída na agenda da visita do presidente russo Vladimir Putin ao Japão. Contudo, neste momento ainda não há uma certeza quanto à visita em si. Anteriormente ela esteve planejada para o outono. Mas depois da imprensa surgiram informações que Tóquio, pressionado por Washington, tencionava adiar os prazos dessa reunião intergovernamental. Em vez disso, os líderes dos dois países irão se encontrar na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Pequim. Nem o lado russo, nem o lado japonês, confirmaram ainda oficialmente essa informação.

 Fonte: Voz da Rússia

 

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