Defesa & Geopolítica

Marinha da Rússia receberá novo míssil de cruzeiro “secreto”

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Nota:

Apesar das fontes citarem mísseis distintos, a suposição do Editor é que se trate do Míssil de cruzeiro KH-101, uma arma furtiva cujo alcance segundo algumas fontes fixa-se entre 2000 e 3500 km. O míssil possui duas variantes KH 101 e 102, sendo uma transportadora de uma ogiva nuclear, e outra um míssil de cruzeiro tático com ogiva de alto explosivo de 400kg.

Para saber mais sobre a arma, clique no link a seguir:

KH 101 o míssil de cruzeiro furtivo russo pode entrar no serviço operacional ainda em 2013

 

E.M.Pinto

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Aleksêi Ramm, especial para Gazeta Russa, 30/09/2014

O míssil de cruzeiro, cujas especificações técnicas estão sendo mantidas em segredo, passou nos testes estatais e em breve entrará em serviço nas Forças Armadas da Rússia. Especialistas militares acreditam ser um projeto completamente novo, mas também apontam para possibilidade de se tratar de uma arma aperfeiçoada com base nos já existentes Yakhont.

Os testes do mais novo míssil de cruzeiro desenvolvido pela NPO Mashinostroenie, que faz parte da corporação Taktitcheskoie Raketnoie Voorujenie, foram concluídos neste mês de setembro.  De acordo com o diretor-geral da empresa, Aleksandr Leonov, as provas do novo míssil projetado para a Marinha de Guerra, assim como de dois sistemas de base em mar e em terra, foram bem-sucedidos.

Embora ainda não se saiba o nome, o código e nem mesmo as características táticas e técnicas da nova arma, especialistas militares vêm fazendo inúmeros especulações sobre o míssil.

“Pode ser um equipamento fundamentalmente novo, talvez hipersônico. Não devemos esquecer que a NPO Mashinostroenie trabalha ativamente nessa área e não há muito tempo apareceram em exposições modelos do míssil supersônico Brahmos-2, de fabricação conjunta russo-indiana”, disse à Gazeta Russa o editor-chefe do projeto on-line “Military Russia”, Dmítri Kornev.

O especialista acredita, porém, que pode também se tratar da modernização de mísseis já existentes. Nesse caso, o mais provável é ter sido instalado um sistema de controle novo e mais preciso, criado com componentes modernos e algoritmos computacionais. “Não excluo a possibilidade de ter sido substituída a chamada cabeça de orientação automática”, sugeriu Kornev.

No caso de um “míssil renovado”, o mais provável é que seja o míssil P-800 Oniks, conhecido em sua designação de exportação como Yakhont. Este é o míssil supersônico mais famoso no mercado mundial desenvolvido pela NPO Mashinostroenie. Com base nele foram desenvolvidos também o Brahmos (míssil supersônico de fabricação conjunta russo-indiana) e o sistema de defesa costeiro Bastion.

EUA em alerta

Em entrevista à edição americana do “The Inquisitr”, o vice-almirante da Marinha dos EUA, Michael Connor, expressou preocupação em relação ao crescente potencial da frota de submarinos russa. O motivo de apreensão foi o teste do míssil balístico intercontinental Bulava, um dos lançamentos do qual foi executado com sucesso em setembro deste ano. Na época, o mais recente míssil balístico intercontinental foi lançado do mar Branco, atravessou milhares de quilômetros e atingiu com êxito o alvo em um campo de testes militares em Kura, no Extremo Oriente russo.

Segundo o especialista militar independente e um dos autores do livro “O Novo Exército Russo”, Dmítri Boltenkov, a Marinha Russa está desenvolvendo o chamado conceito de “forças combinadas”, isto é, quando as ações da frota são apoiadas não apenas pela aviação, mas também por grupos de forças terrestres.

“Os sistemas de mísseis marítimos e costeiros têm mm papel importante nessas forças combinadas. Eles são capazes de acertar em navios inimigos com ataques precisos e também destruir seus alvos terrestres”, disse Boltenkov à Gazeta Russa.

Exportando defesa

O sistema universal de mísseis da Rússia tem como missão fortalecer o poderio da Marinha nacional. No entanto, supõe-se também que novo míssil possa vir a ser o mais novo artigo militar de exportação do país.

Os sistemas russos de defesa que apresentam o míssil Yakhont, por exemplo, são adquiridos por vários países, em particular pelo Vietnã e Indonésia. Os Yakhont vietnamitas, integrados ao sistema de defesa costeiro Bastion, são, segundo alguns dados, capazes de atingir alvos tanto em mar, como em terra.

Além disso, antes do próprio Yakhon, os sistemas de mísseis costeiros soviéticos Sopka e Rubej já eram importados por mais de uma dúzia de países ao redor do mundo e chegaram a ser usados várias vezes em conflitos armados, como no árabe-israelense.

Fonte: Gazeta Russa 

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Exercício Vostok-2014: Força Aérea da Rússia realizou lançamentos de mísseis de cruzeiro

function.mil.ru

As tripulações dos bombardeiros estratégicos Tu-95M realizaram lançamentos bem sucedidos de mísseis de cruzeiro contra alvos terrestres.

As tripulações dos bombardeiros estratégicos, voando a partir do aeródromo Ukrainka, depois de um voo de 4 horas, lançaram os mísseis de cruzeiro na parte norte do Mar de Okhotsk. Todos os alvos foram destruídos com sucesso.

Além dos mísseis de cruzeiro contra alvos terrestres, os bombardeiros Tu-95M também lançaram mísseis de cruzeiro que imitavam misseis inimigos. Para interceptar esses mísseis a força aérea enviou o caça-interceptor MiG-31, que realizaram a busca, descoberta, captura, monitoramento de mísseis de cruzeiro e tiro ar-ar com mísseis.

Oficiais do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia realizaram uma análise aprofundada, confirmando a boa execução das missões de treinamento de combate, bem como as ações das tripulações das aeronaves e das estações de radar em terra, o que demonstra o mais alto nível de prontidão das tripulações da Força Aérea Russa.

Foto: Tu-95M lançando míssil de cruzeiro. (Imagem: function.mil.ru)

Fonte: function.mil.ru via Cavok 

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