Defesa & Geopolítica

Líderes do movimento de protesto na China foram treinados por serviços de inteligência americanos

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Foto: AP/Wally Santana

Líderes do movimento de protesto Occupy Central, que desde junho estão organizando atos maciços em Hong Kong, foram especialmente treinados por serviços de inteligência americanos. Este comunicado da mídia chinês poderia tornar-se sensacional, mas, em geral, não deixa chocado quase ninguém.

A Revolução das Rosas na Geórgia, a Revolução Laranja na Ucrânia, a Revolução das Tulipas no Quirguistão e a Revolução Árabe no Oriente Próxima… Os nomes mudam, mas a essência continua a mesma. Instrutores internacionais (com a participação de patrocinadores ricos) ensinam a jovens a tática de atos de protesto, a estratégia das conversações com as autoridades e o trabalho nas redes sociais, anunciando como objetivo a propagação dos valores democráticos. Na realidade, porém, dão lições de influenciar a situação interna no país e de instaurar uma nova regime social.

Segundo a mídia chinesa, o Occupy Central nasceu no America Center de Hong Kong. Em seminários especiais, estudantes ativistas foram instruídos a “contribuir para o aprofundamento da compreensão mútua entre chineses e americanos”. Foi exigido que jovens ativistas “façam avançar mudanças democráticas”, prometendo-lhes apoio de Washington, inclusive a possibilidade de estudar e viver na América.

Essas atividades foram frequentadas por funcionários do consulado geral dos EUA. O próprio dirigente do Centro, Morton Holbrook, que havia ocupado o cargo no ano passado, é um agente da inteligência americana com o tempo de serviço de 30 anos. Jornais chineses destacam também as relações próximas entre o diretor do centro, o magnate mediático Jimmy Lai, patrocinador da oposição, e o antigo ministro da Defesa dos EUA, Paul Wolfowitz. Anteriormente, nos anos de serviço na CIA, Wulfowitz foi um dos autores do relatório sobre a ameaça soviética. Agora, chegou a vez da ameaça chinesa.

Ativistas do movimento Occupy Cetral exigem que em 2017 em Hong Kong sejam realizadas eleições diretas do chefe da administração, que hoje é eleito por um colégio eleitoral. Sob a pressão de ativistas, as autoridades de Pequim já emendaram o sistema eleitoral, aprovando uma ordem de acordo com o qual os habitantes podem votar num dos candidatos propostos por colégio. Mas, pelo visto, receando que a situação se agrave, a China continental bloqueou a rede social de imagens Instagram, visando travar a difusão de fotografias e vídeos sobre os protestos.

Fonte: Voz da Rússia

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