Defesa & Geopolítica

Santos=Dumont X Wright Brothers

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Dumont-x-Wright-img-destacadaSugestão: Mauro Lima.

Miguel Junior.

Desde garoto, me encantei com o vôo mecânico e logo ouvi falar do “Pai da Aviação”, o brasileiro Santos=Dumont.

Tal foi sua trejatória na História da Navegação Aérea que foi o único dos pioneiros da Aviação a ter os quatrobrevets”existentes na época: o primeiro de balonista livre, o segundo com seu invento, o balão Nº 9, o Baladeuse, com dirigibilidade prática absoluta que lhe permitia voar entre predios, árvores, em alta ou baixa alturas, levando-o a um café ou restaurante, a uma praça, jardim ou a casa de um amigo no centro ou arredores de Paris, amarrando seu Nº9 como se fosse um cavalo, o terceiro como inventor do 1º avião, o biplano 14BIS, que foi o avião a ser homologado em todo o mundo, publicamente e por uma Entidade Científica Oficial reconhecida em todo o mundo, o Aéro-Club de France e o quarto com o seu monoplano, o ultraleve mais conhecido e fabricado no mundo até os anos 20, oDemoiselle.

Como sou crítico da “História Oficial”, que é sempre escrita e manipulada pelos dominadores geopolíticos, tive a idéia de escrever um livro sobre os fatos que levaram e ainda levam a crer, na maioria dos países, que foram os Wright os inventores da máquina voadora controlada. Comecei a pesquisar não só as fontes primárias, como jornais da época, publicações voltadas a navegação aérea, etc, mas, sobretudo as ações subliminares e as que se fazem furtivamente, de maneira desleal e ilícita e que são realizadas para o embuste histórico com o fim da eleição de suposta inquestionabilidade sobre a superioridade tecnológica e mesmo moral desse Império. Tal prática tem sucesso pela omissão, restrição, dirtorção, factoidismo e a simples e descarada mentira. Neste livro eu iria comentar sites, enciclopédias, museus e livros onde esses métodos do engano escondem fatos perfeitamente comprováveis mediante uma simples conferência em registros disponíveis… só bastando a vontade do Conhecimento, para que se chegue ao Saber.

Dentre as farsas históricas, a suposta primazia do vôo de um “artefato mais pesado que o ar”, atribuida aos irmãos Wright, era a que mais me incomodava porque haviam corroborações não por ignorantes, inocentes úteis ou pessoas de conhecimento superficial, mas pela subserviência captulacionista assumida por articulistas em “publicações especializadas” e escritores brasileiros que nunca, sequer, se detiveram ou se aprofundaram nos pontos mais polêmicos de uma querela tão antiga…e/ou que, no mínimo, os levaria a dúvida

Consequência disto foi a ampla saudação descuidada, no Brasil, do livro “Asas da Loucura”, do historiador ianque, Paul Hoffman, que usa a técnica da destruição de imagem pelo falso elogio, pela deturpação dos fatos, pela suspeição moral, pelas invencionices factoidistas que, ao fim, inflige ao leitor um Santos=Dumont que não existiu.

Porém, desisti deste projeto quando li o brilhante livro de Adriano Batista Dias: “Santos=Dumont: O Inovador”, Vieira & Lent casa editorial, Rio de Janeiro, 2006.

Adriano Batista Dias diz, entre tanto mais, tudo o que eu gostaria de ter escrito sobre a polêmica da primazia do 1º vôo do “mais pesado que o ar”.

O Pai da Aviação, the “Father of Aviation”, foi jogado muito além do segundo plano na História da Conquista do Vôo Mecãnico, foi jogado fora das enciclopédias, dos sites oficiosos e museus do mundo todo, por intermédio daquelas práticas vis… e isso precisa ser conhecido por todos e ensinado aos jovens.

Recomendo, também, o excelente livro do físico e escritor Henrique Lins de Barros: “Santos=Dumont e a Invenção do Vôo”, Zahar editora, Rio de Janeiro, 2003.E que está disponível na Internet, no site:

Porém, comecei a escrever um livro de ficção em cima de fatos ocorridos na vida de Santos=Dumont.

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