Defesa & Geopolítica

Marinha do Brasil (MB): Execuções Financeiras de Despesas do NAe São Paulo A12 de 2006 à 2012

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ct246_02NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: As Execuções Financeiras de Despesas do NAe São Paulo A12 traduz  os gastos programados dos reparos, quanto à manutenção e algumas atualizações e modernizações  do porta-aviões da Marinha do Brasil (MB) no período 2006-2012, totalizando R$ 146 milhões de reais, o equivalente a cerca de US$ 66 milhões de dólares americanos. A título de comparação, o porta-aviões, NAe Vikramaditya indiano, teve o seu o custo “original” estimado em US$ 947 milhões, chegando a um total de US$ 2,3 bilhões na reforma geral de um único navio.

Os indicativos, Alfa, Foxtrot e Tango do Período de Atualização (PA), e por que não, também de relativa Modernização (PA+M), indicam os diversos níveis de manutenção do navio no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Senhores Comentarista do Blog Plano Brasil, antes de sair atirando pedras no NAe São Paulo A12 e na Marinha do Brasil (MB), corrijam as suas elevações e conteiras e mirem na Ilha da Fantasia e com os seus canhões de proa e popa abram “fogo naval”, à vontade, no triunvirato do Poder Executivo: Presidente da República, Ministro da Fazenda e Ministro da Defesa. Essas autoridades, de fato, são os responsáveis direto pelo atual estado de coisas.

No Brasil o orçamento anual aprovado pelo Congresso Nacional não é impositivo e sim meramente autorizativo.O Poder Executivo faz o que quer, inclusive fatiar e contigenciar a Lei Orçamentária Anual (LOA), arrecadar e repassar para o BNDES para ajudar os companheiros bolivarianos da América Latina e Central, todo o Continente Africano, etc., a fundos perdidos!!!

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Segundo o Editor Chefe do Poder Naval, Alexandre Galante, “a Lei Orçamentária Anual de 2014 (LOA-2014) preve a destinação de R$ 72,8 bilhões (para às FFAA) – sendo 68,6% para despesas com pessoal – e, neste caso global, estabelece 42,1% para o Exército; 28% para a Marinha; 26,6% para a Aeronáutica; e 3,3% para Administração Central (MD). Por este volume financeiro, a Defesa ocupa a quarta posição representando 4,2% do orçamento da União. Já considerando despesas de custeio e investimento (R$ 19,5 bilhões), a Defesa passa para o sétimo lugar, com 1,8% do total entre os ministérios”.

Alardear que a maior parte dos gastos com as FFAA destinam-se à remuneração do pessoal, militar e civil, é de uma tremenda ignorância ou má fé.  Gasto militar, diz respeito, tão somente, ao custo de aquisição e manutenção da máquina bélica. Gastos diversos com pessoal, civil e militar, trata-se de uma outra rubrica. Ambos os gastos, pessoal civil e militar + máquina bélica, são conexos, somente quanto a alocação de recursos para o Ministério da Defesa. Trata-se de mera matemática contábil.

O Navio Aeródromo NAe A 12 nada tem a haver com isso. As autoridades navais sempre estiveram e estarão prontas para fazer o melhor para a Marinha do Brasil (MB), em aquisições de novos navios “zero bala”, ou em compras de ocasião e a melhor manutenção e atualização dos seus navios no “estado da arte”. Para isso, necessita-se de recursos. Faz todo o sentido, pois um país que queira brincar com brinquedos militares sofisticados, deve ter em mente que esse luxo não é para qualquer nação!

Manter uma belonave do calibre de um navio aeródromo (*) incorporada no Serviço Ativo da Marinha (SAM) , não é para qualquer nação, pois as realizações de manutenções periódicas tem nome e chama-se logística. Nesse quisito, às FFAA americanas são imbatíveis.

Recentemente tivemos a visita do Comandante da Quarta Frota da Marinha de Guerra dos Estados Unidos da América (US Navy). Pergunta: Quantas vezes as nossas autoridades dos poderes constituídos abriram espaços nas suas agendas para interagir e se fazerem interagir com os Comandantes Militares em visitas às unidades militares. Já que os representantes do POVO BRASILEIRO se eximem, pois militar “não dá voto”, há quem o faça, mesmo que seja um estrangeiro!

(*)  Causas do trincamento na camisa metálica de bronze e suas consequências na fadiga do material  no eixo de propulsão de boreste (BE) do NAe São Paulo A12;

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