Defesa & Geopolítica

Óbvio para alguns, irracional para outros: Merkel é contra a instalação de bases da OTAN na Europa Central

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MerkelTradução e adapta~ção: E.M.Pinto

A chanceler alemã Angela Merkel se opôs à implantação de bases fixas da OTAN na Europa Central e Oriental. Ela reconheceu, porém, que, a fim de garantir a segurança dos países do Báltico é necessário elevar a prontidão das forças de combate da Aliança do Atlântico Norte.

Em uma matéria divulgada pela agência de notícia Reuters escreve, a chanceler alemã manifestou-se contrária a instalação de bases  na Lituânia, Letônia, Estônia e a expansão de forças polonesas em bases permanentes da OTAN. Angela Merkel assegurou, no entanto, que os países da região do Mar Báltico podem contar com as garantias de segurança, devido ao Tratado do Atlântico Norte. Ela afirmou  que a OTAN no entanto deve intensificar os esforços para garantir a capacidade de resposta às ameaças “de forma rápida e sem hesitação.”

Angela Merkel tem apoiado, entre outras coisas, aumentar a intensidade dos exercícios conjuntos e o desenvolvimento de infra-estrutura, precisamente para permitir que as forças da Aliança do Atlântico Norte possam responder imediatamente às ameaças. O Primeiro-ministro da Letônia, por sua vez, disse durante uma conferência de imprensa conjunta com Angela Merkel que os acontecimentos na Ucrânia resultou é uma mudança “fundamental” no ambiente de segurança na Europa.

No contexto do discurso do chefe do governo letão é difícil não se referir ao tratado firmado entre OTAN e Rússia em 1997. De acordo com o seu conteúdo a Aliança do Atlântico Norte se comprometeu a não implantar forças militares significativas permanentemente no território dos novos Estados-Membros.  A Chanceler Merkel, no entanto afirma que ainda não há a necessidade de reconhecer as ações da Rússia como mudanças “fundamentais” no ambiente de segurança na Europa, tal como reforçam as autoridades Polonesas.

Por outro lado, Angela Merkel optou por intensificar os preparativos para a OTAN em operar sob um sistema de defesa coletiva, à luz da evolução dos fatos na Ucrânia. Deve-se notar uma mudança na reação das autoridades alemãs sobre as ações da Rússia.

Fonte: Defense 24

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