Defesa & Geopolítica

Seria o vazamento sobre o míssil estratégico DF-41chinês para a mídia uma ação planejada?

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Míssil DF-26C – (Foto de arquivo/ topwar.ru)


Recentemente, a página do Centro de Monitorização do Meio Ambiente da Província de Shaanxi publicou uma informação sobre a realização de monitorização da situação ligada ao lançamento da segunda fase da criação do míssil estratégico DF-41.

O material original sobre o míssil foi rapidamente retirado, mas muitas mídia tiveram tempo de copiá-lo. Esta foi a primeira confirmação oficial da existência do projeto de míssil DF-41. Anteriormente, sabia-se apenas que, no início de 2012, na China iniciaram-se testes de voo de um novo tipo de mísseis balísticos intercontinentais. É claro que este tipo de míssil difere dos mísseis móveis DF-31A de que os chineses já dispõem, que também estão sendo aperfeiçoados. Nomeadamente, hoje está sendo testado um modelo que capaz de portar mísseis com ogivas separáveis.

Teria a fuga de informação sobre o míssil para a mídia uma ação planejada? Claro que não se pode excluir isso, mas semelhante versão é pouco provável. As circunstâncias da publicação dos dados são muito naturais. O Instituto de Investigação Científico (IIC) da Quarta Academia da Corporação Espacial e de Mísseis da corporação CASC, citado na informação, encontra-se no centro administrativo de Shaanxi, na cidade de Xian. Isso não é apenas um centro científico, mas também uma área produtiva importante. O IIC 43 participa em numerosos programas de produção de mísseis e tecnologia espacial.

A esfera de responsabilidade do instituto são compositos especiais, utilizados na fabricação de motores de mísseis a combustível sólido. O IIC cria e fabrica produtos como estruturas compositas dos motores de mísseis a combustível sólido para mísseis e aparelhos espaciais, bocais de motores, bem como estruturas dos contentores de transporte para o lançamento dos mísseis. Em 2013, no IIC trabalhavam mais de 1.800 pessoas, a área total dos edifícios era superior a 90 mil metros quadrados. Ou seja, trata-se de uma grande produção e quimicamente perigosa, por isso não é de se admirar que seja objeto de monitorização ecológica atenta.

Por outro lado, sabemos que o DF-41 já realiza testes de voo. No documento fala-se de uma segunda etapa dos trabalhos com vista a fabricação desse míssil. Parece tratar-se da preparação para a sua produção em série. Claro que isso pressupõe maiores capacidades produtivas. É provável que trabalhos análogos decorram também noutras empresas envolvidas na cooperação do projeto DF-41.

No que diz respeito às caraterísticas técnicas do míssil, é pouca a informação fidedigna sobre esta questão. Parece mais tratar-se de um míssil balístico intercontinental pesado a combustível sólido com uma massa até 100 toneladas, capaz de portar até 10 ogivas. Ele substituirá os mísseis DF-5A a combustível líquido que estão ao serviço da Segunda Artilharia das Forças Armadas da China.

Semelhante abordagem corresponde à estratégia chinesa de organização das forças nucleares. Inicialmente, a China não pretendeu à paridade nuclear com os EUA, concentrando a principal atenção na manutenção de um pequeno grupo de tropas de mísseis, capaz de resistir ao primeiro ataque e conseguir responder. Hoje, semelhante abordagem sofreu alterações: já é evidente que a China terá de aumentar o número tanto de mísseis balísticos nos submarinos, como de mísseis balísticos intercontinentais.

Fonte: Voz da Rússia

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