Defesa & Geopolítica

China substituirá EUA no fornecimento de componentes eletrônicos para industria de defesa da Rússia

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Nos próximos 12 meses, a indústria militar e o setor espacial da Rússia preveem comprar equipamentos eletrônicos da China no valor de quase US$ 1 bilhão. Além disso, o volume dessas importações deve ser multiplicado nos próximos dois ou três anos, conforme relata a edição desta quarta-feira, 6, do jornal Izvestia.

Os componentes eletrônicos que a China fornecerá devem substituir os produtos similares de fabricação norte-americana que as empresas russas pararam de receber por causa das sanções ocidentais, segundo explicou uma fonte da Agência Espacial Russa (Roskosmos).

Citado pelo jornal, o funcionário disse que a Rússia está trabalhando com a Corporação de Tecnologia e Ciência Aeroespacial da China (CASC), que, segundo ele, já apresentou dezenas de itens que são idênticos ou muito semelhantes aos componentes que o país eslavo deixará de poder comprar devido às sanções de Washington.

Ainda de acordo com a fonte da Roskosmos, 12 centros da CASC envolvidos no processo de desenho e fabricação de componentes eletrônicos participarão de um fórum especializado que acontecerá em 18 de agosto na capital russa. Mais tarde, um evento similar será realizado em São Petersburgo.

Atualmente, o setor espacial e a indústria militar da Rússia ainda não compram materiais eletrônicos da China, mas começaram a estudar esta possibilidade depois que os norte-americanos se recusaram a fornecer componentes para o satélite geodésico russo Geo-IK-2 no ano passado.

Até recentemente, as importações russas de itens eletrônicos dos Estados Unidos totalizavam quase US$ 2 bilhões por ano. Para o analista-chefe do sistema russo de navegação por satélite Glonass, Andrei Ionin, esse dinheiro pode agora beneficiar Pequim por causa das restrições impostas pelo Ocidente contra Moscou, e a cooperação com os fabricantes chineses pode ser um primeiro passo para a aliança tecnológica dos países que compõe o BRICS, além de Rússia e China, Brasil, Índia e África do Sul.

Fonte: Diário da Rússia


 

 

 

 

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