Defesa & Geopolítica

US Navy do Littoral combat Ship para o Small Surface combattant, adequações para as novas realidades

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LCS2

Na imagem LCS-2 e LCS1, duras críticas ao program e readequações estão em pauta nas discussões sobre o futuro navio de superfície da US Navy.

E.M.Pinto

LITTORAL COMBAT SHIP

 

Sob a administração do Secretário de Defesa Norte Americano Chuck Hagel, o Departamento de Defesa impõe uma dura redução no número de navios do programa LCS (Littoral combat Ship). A medida parece ser descabida e para os observadores menos atentos, trata-se apenas de cortes orçamentários,  muito mais frequentes na administração do Presidente Barak Hussein Obama.

Entretanto, os cortes de fato não se referem apenas aos ajustes econômicos, mas sim a uma nova adequação e atualização da US Nany para um crescente cenário naval especialmente nos mares do Oriente.

Inicialmente planejado para 52 navios, o programa LCS foi limitado a apenas 32 embarcações. Segundo alegações o próprio secretário de Defesa, “os navios possuem a capacidade de proteção independente e poder de fogo e sobrevivência para um cenário de conflito moderno questionáveis”, bem como, ” são insuficientes para enfrentar as novas tecnologias emergentes, especialmente contra as renovadas forças navais da região da Ásia-Pacífico”.

Visby

Planejada para o cenário de negação de área em perímetro litorâneo a aposta Sueca nas corvetas Visby é tida como referência para a guerra de litoral.

Os navios do programa LCS foram planejados aproximadamente uma década depois do colapso da URSS, não haviam grandes marinhas capazes de desafiar o poder da US Navy em águas azuis e num curto período da história acreditou-se que esta potência hegemônica ditaria as regras e normas sobre o mar.

Entretanto, os analistas estavam equivocados, de lá pra cá muita coisa mudou, especialmente no Mar da China e litoral africano, novas ameaças forçaram uma reavaliação total das capacidade exigidas à USNavy no tocante a tão falada ” Guerra de Litoral”.

Numa análise mais aprofundada, o Mar da China, teatro operacional mais complexo do que se imagina, possui características sui generis, que requerem atenção e serão assim utilizados como base para esta explanação, até porque muito das reflexões que se aplicam aqui  se estendem a outros cenários.

O litoral da china é composto por  mares rasos e por um intrincado conjunto de ilhas que além disso é permeado por regiões de relevos acidentados fatigados por constantes mudanças climáticas que limitam as operações de frotas de super Destroyers e submarinos  Nucleares às regiões distantes do litoral.

uss-lcs-1-freedom-amphibious-assault-ship

Lockheed Martin LCS 1

Para este cenário (por exemplo) acreditava-se que os LCS seriam navios altamente capacitados a desempenhar patrulhas marítimas de rotina, operações anti-pirataria, contra minagem e resposta rápida às forças oponentes. Tal modelo em muito se assemelhava a  filosofia sueca de defesa de litoral, interpretada pelas modernas corvetas da classe Visby.

A doutrina de negação de litoral serve muito bem a uma nação com específicas caraterísticas geográficas e composta por forças de defesa integradas e plenamente operacionais em ambientes centrados em redes, capazes de fornecer a defesa necessária  dificultando “aventuras” numa hipotética incursão de um oponente.

Para os analistas militares de então, os US$ 275 milhões para cada navio LCS, representavam a “inteligência”, “racionamento de recursos”,”Pragmatismo” e manutenção do poder bélico dos Estados Unidos frente a qualquer possível ameaça, uma vez que dispunham de uma respeitável capacidade e forças oceânicas, capitaneadas pelos seus Super Porta aviões, Cruzadores e Destroyers lança mísseis, bem como, da formidável força de submarinos nucleares. Restava agora apenas se adequar a uma força de litoral moderna para garantir a continuidade de sua hegemonia nos mares.

LCS21

General dynimics LCS 2

Os  LCS poderiam assim cumprir os deveres de rotina em tempo de paz, nos litorais da África e América do Sul, cenários de baixa intensidade e assim liberariam as demais forças de superfície (Destroyers  Arleigh Burke e Cruzadores Ticonderoga) para as operações no pacífico ou outros mares.

Porém, o programa LCS teve inúmeros problemas, os custos dos programas elevaram-se para próximos a US $ 400 milhões o navio ( ainda sim muito abaixo dos US$ 1,8 bilhões pago por um DDG da classe Arleigh Burke).

Sucessivos “embaraços” tornaram-se públicos e o que parecia ser um “milagre tecnológico”, em pouco tempo passou a ser considerado uma “maldição” pelo DOD. O programa LCS que originalmente deveria ter um vencedor aceitou os dois competidores, isto porque nas palavras de um alto funcionário do pentágono, os navios não seriam capazes de executar a contento todas as funções que lhe foram destinadas, segundo ele, “ O que faltava para Romeu sobrava em Julieta… mas o problema é que a recíproca também era verdadeira”.

Seriam os navios incapazes de cumprir todas as funções que lhe seriam dedicadas?

Possivelmente não… ou ainda, a culpa talvez nem fosse dos projetos, mas sim, das ambições e considerações de centenas de analistas, projetistas e representantes das indústrias de defesa norte americanas, que passaram a acreditar em soluções “milagrosas” e sistemas integrados capazes de desempenhar inúmeras funções simultâneas. Algo a primeira vista inteligente, porém, dependente de inúmeras condições e tecnologias que por inúmeras razões tornariam o projeto inicial parcialmente inadequado e obsoleto em menos de uma década.

Desde os anos 90 o Pentágono coleciona fracassos e cancelamentos de programas de armas “milagrosas”, sistemas considerados “balas de Prata” tiveram igualmente fins melancólicos. Muitos projetos foram reavaliados e adequados aos multantes cenários da guerra moderna que nasceu especialmente após o 11 de Setembro.  Chegara a vez do projeto LCS  e era hora de por os pés no chão.

Photo released by LCDR Joel Stewart, SPAO for Standing NATO Maritime Group One (SNMG1). Contact at: stewartjo@ddg72.navy.mil or 757-443-8659

Insubstituíveis em específicas missões, as OHP sempre foram o foco das discussões sobre as características dos navios de superfície.

Porém nem de todo o programa LCS estava errado, apesar das considerações ao programa, este projeto em particular não pode ser considerado um fracasso total, pois produziram formidáveis navios, equipados com uma moderna suite de armamentos e sistemas e que ainda sim constituirá numa respeitável frota de 32 exemplares.

Número suficiente para manter a guarda e  liberar os DDG e Cruzadores para missões em regiões de conflitos de alta densidade. No entanto, era evidente que estes navios não poderiam cumprir a contento as funções de uma “Marinha e verdade” e o projeto precisava ser reavaliado, era evidente a necessidade de um navio de superfície armado com recursos e armas ao nível de um fragata, capaz de substituir sem perdas de capacidade as bem conceituadas fragatas da classe Oliver Hazard Perry, OHP.

Em muitos aspectos, os projetos LCS não substituem completamente as FFG Oliver Perrry, ressalta-se que estas não são integradas como parte de grupos de ataque chefiados pelos Porta Aviões.

As OHP foram concebidas como navios escoltas para comboios e o novo programa SSC baseia-se nessas capacidades, conferindo-lhe ainda uma capacidade de operação em nível global.

As OHP realizam funções de guerra anti-submarinos, ASW, 11 navios são dedicados a esta função em mar aberto, enquanto escoltam navios anfíbios e comboios em ambientes de baixo a moderada ameaça. Podem ainda fornecer limitada capacidade contra mísseis anti-navio especialmente aos modelos dos anos 70 e 80. e necessitam d eum navio mais adequado que os limitados LCS, navios que operam num perímetro muito restrito de mar, próximo ao litoral.

Neste contexto, o DOD nomeou uma comissão para avaliar as condições, termos e necessidades de adequação dos projetos originais dos LCS de modo a apresentar até Julho de 2014  (PROGRAMA SSC-PDF).

Os requisitos preliminares do programa que passou a ser chamado de SSC,  Small Surface Combatent, ( Pequeno navio de combate de superfície).

VÍDEO: SMALL SURFACE COMBATTANT

SMALL SURFACE COMBATTANT

 

Para o programa SSC, os analistas planejaram um navio capaz de  cumprir  o papel de escolta e patrulha tradicional atualmente executado pelas OHP, adicinalemnte vislumbra um navio capaz de  prover defesa à frota  operando em conjunto com os grupos de ataque chefiados pelos Porta aviões em cenários de  “anti-negação” e “negação de área”.

Para tal o novo navio deverá possuir a capacidade de Guerra Anti-Superfície (ASuW), Gerra Anti-submarino (ASW) e Guerra Anti-Aérea(AAW) capacitado a neutralizar navios de combate como as fragatas chinesas Type 054A, classe Jiangkai e corvetas Type 56, Jiangdao em ambiente de baixa e média intensidade .

Para tal presume-se que os  SSC devem possuir células VLS com capacidade  de lançamento de mísseis de anti-navio de longo alcance, tais como o inovador míssil NSM, mísseis táticos tipo Tomahawk, ou LRASM.

As células VLS poderão ser complementado com dois sistemas quádruplos de lançamento de mísseis anti navio Harpoon (alternativa de menor custo). Como arma principal, o navio deve ser equipado com um canhão 76 mm, padrão para navios desta tonelagem.

RIM-162 Evolved Sea Sparrow Missile

RIM-162 Evolved Sea Sparrow

Standart SM-2

Standart SM-2

Os navios devem ser equipados com radares SPY-1F  ou K e provavelmente integrarão os sistemas de armas com capacidade de guerra anti aérea (AAW).

Presumivelmente serão equipados com os  lançadores MK 41  que podem acomodar mísseis antiaéreas RIM-162 Evolved Sea Sparrow ou Standart SM-2. As células restantes podem ser preenchidas com mísseis anti-navio ou armas anti-submarino.

Helicópteros e VANTs armados com mísseis de ataque naval são uma ameaça igualmente consistentes, especialmente se estas aeronaves operarem a partir de ilhas e pequenos aeródromos remotos, encobertos pelo relevo e acidentes geográficos.

Para a defesa de ponto e completando a capacidade defensiva anti-aérea, os SSC devem receber sistemas de defesa SeaRAM e ou sistemas  CIWS Vulcan Phalanx, bem como chamarizes e sistemas de bloqueio para mísseis e armas stand-off.

Para a intrincada guerra de litoral, tendo como foco o Mar da china, os analista ressaltam que nos últimos anos, observou-se uma crescente capacidade defensiva de negação de Mar, especialmente por parte da China. As embarcações de combate litorâneos lança mísseis classe Houbei são um exemplo de como a capacidade de combate de litoral delegada aos LCS estava equivocada.

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Família de radares SPY e suas especificações.

Sea Ram

Sea Ram

Estas pequenas embarcações Type 022 são ágeis e transportam oito pesados mísseis capazes de inutilizar um Destroyer DDG 51.

A china investiu em navios silenciosos e furtivos,  considerados hoje pelo Pentágono como uma “pedra no sapato” para operações no recortado Mar completo por ilhotas e arquipélagos, profundidade rasa e relevo repleto de falésias, golfos e baías. Em suma, um “santuário” para operação destes pequenos navios e um “cemitério” para uma força de navios maiores e menos ágeis.

Type 022 Hobey

Type 022 Houbei

As pequenas Type 022 são navios ágeis, velozes e bem armados e consistem numa armadilha mortífera não só para as frotas de navios maiores, mas também para os atuais LCS, que desprovidos de defesa anti-aérea eficaz para esta ameça, seriam uma presa fácil para navios chineses. Ressalta-se que esta função de neutralizar embarcações rápidas lança mísseis nos perímetros litorâneos, era função delegada ao LCS.

 Type 032 Qing

Type 032 Qing

Para os analistas, as rasas águas dos Mares da China, do Mediterrâneo e do Mar do do Norte são santuários para os pequenos submarinos diesel elétricos equipados com sistemas de propulsão independente do ar (AIP).

Neste cenário tendo em vista questões diplomáticas e tecnológicas vigentes, a maior ameaça para as forças navais viria de baixo d´água, sendo os submarinos litorâneos lançadores de mísseis do novo projeto Type 032 Qing, armas a serem batidas por uma força neste perímetro territorial. Este s pequenos submarinos, são silenciosos, baratos e equipados com modernos sistemas eletrônicos e armas, difíceis de detectar e capazes de operar em regiões de profundidade superior a 20 metros.

Por seu lado, os submarinos nucleares são exímias armas no combate em águas azuis, porém em mares restritos e rasos a vantagem cai sobre os pequeninos submarinos diesel elétricos, silenciosos e manobráveis, estes navios, muito mais baratos, podem surpreender forças navais mais sofisticadas e fortemente armadas.

RUM-139 ASROC

RUM-139 ASROC

Atento a isto o programa SSC preparar-se para a Guerra Anti-submarino (ASW)  em contraponto a crescente capacidade da PLAN a qual permanece entre as mais graves ameaças para os grupos de ataque e comboios americanos no oeste do Pacífico. Evidentemente considerando-se um hipotético conflito na região.

É neste cenário que o SSC deverá complementar a frota de Destroyers e Cruzadores, exercendo o papel de plataforma ASW, com sonar rebocado e armas anti-submarino tais como os ssitemas RUM-139 ASROC lançados a partir de células verticais, bem como torpedos MK54.

Quanto a autonomia, uma vez que os novos papéis destinados ao pequeno navio de combate de superfície estendem-se além dos perímetros litorâneos, os navios deverão possuir autonomia entre 2 a 3 vezes superior aos atuais LCS.

Por último o projeto deverá ser modular, tendo em conta margens de crescimento e atualizações ao longo de uma vida de 30 anos de serviço. Idealmente, o casco do navio deverá acomodar um maior volume e capacidade de deslocamento, bem como fazer frente as novas necessidades tais como, novos geradores de energia, novos sistemas eletrônicos e no futuro armas lasers de estado sólido, opto eltrônicos e radares mais poderosos.

DCNS GOWIND

DCNS GOWIND

Em alguns forum de defesa reesalta-se que embora o grupo de trabalho do programa SSC tenha avaliado inúmeros projetos inclusivamente navios da família DCNs Gowind entre outros programas estrangeiros como as corvetas DAMEN holandesas, as Alemãs da classe MEKO, Fragatas da NAVANTIA entre outros, os analistas veem como provável a escolha de um projeto genuinamente americano.

Para alguns especialistas o novo navio SSC será provavelmente um navio oriundo do reprojeto dos próprios LCS ou ainda um projeto de navio adaptado dos Cutters destinados a Guarda Costeira Americana.

Segundo os especialistas o congresso Norte Americano é relutante em aprovar um projeto estrangeiro as apostas são depositadas nos programas da Lockheed Martin, General Dynamics e da Huntington Ingalls. Para eles estes navios serão derivados dos projetos já existentes, porém com deslocamentos entre 3,6 a 4,8 mil ton.

PROVÁVEIS CANDIDATOS AO PROGRAMA SSC

 

GENERAL DYNIMICS-AUSTAL (INTERNATIONAL INDEPENDENCE).

Na medida em que os recursos necessários supra mencionados estão em causa, a variante International Independence da General Dynimics possui um armamento substancialmente melhorado. A variante internacional tem sido apresentada em várias configurações diferentes, mas muitos incluem 2×8 lançadores VLS, MK 41, 2×4 lançadores para mísseis Harpoon, lançadores de torpedos e uma arma de calibre médio de 57 ou 76 mm.

Uma grande vantagem das embarcações dessa classe reside na existência de uma área para módulo missão mais ampla, que por sua vez, pode ser usado para abrigar mais equipamentos e armamentos. No entanto, a grande limitação da variante doméstica classe Independência ainda está presente na variante internacional, seu casco de alumínio.

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Proposta de navio de combate de superfície da General Dynimics

O conceito original para programa LCS-2 era o de um navio cuja  resistência ao ataque por armas poderia salvar a tripulação, mas não o navio.  O projeto atual estendeu a capacidade de sobrevivência do navio mas sem uma significativa e efetiva capacidade de resistência.

Porém os projetistas alegam que os incidentes com o  HMS Sheffield  e USS Stark  provam que até mesmo navios de guerra de aço, destinados a continuar lutando depois de um ataque por mísseis, não resistem a contento aos efeitos destas armas. O argumento de que os LCS não precisam de alta capacidade de sobrevivência para cumprir suas missões é legítimo,  se a General Dynamics e a Austal EUA pretendem comercializar a variante International em um papel tradicional de fragata este navio pode enfrentar alguns problemas no programa SSC.

 

HUNTINGTON INGALLS  (PATROL FRIGATE PF 4501 & 4921).

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Patrol Frigate a proposta da Ingalls para conversão dos NSC

O grupo Huntington Ingalls apresenta versões modificadas do seu National Security Cutter, NSC para o programa SSC da Marinha.

A base do NSC foi construída atendendo a 90% das normas militares e  tem um custo unitário de cerca de US$ 638 milhões, possui como arma principal um canhão 57 mm. Duas variantes modificadas do NSC foram oferecidos e são denominadas Patrol Frigate  PF 4501 e PF 4921.

Os navios  do projeto PF possuem um modelo maior denominado PF 4501 cujo alcance é de 12.000 milhas náuticas e uma autonomia de 60 dias. Basta lembrar que o alcance dos LCS são 3500 e 4000 milhas náuticas e apenas 21 dias de autonomia.

Os requisitos de projeto para o policiamento de longo alcance e autonomia tornam o navio adequado para a travessia entre EUA e as distantes instalações aliadas no Pacífico. A filosofia de projeto por trás do PF 4501, limita custos e sistemas de armas para apenas uma arma principal de 57 mm, com metralhadoras e armas defensivas. As limitações do armamento do projeto PF de 4501 limita em grande parte as suas perspectivas como um candidato viável ao SSC.

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Huntington Ingalls National Security Cutter da Guarda Costeira em operação.

Já o projeto PF 4921, sacrifica 4.000 milhas náuticas em prol do aumento significativo no armamento. A PF 4921 é uma fragata leve destinada a executar a defesa anti-aérea, anti-superfície e guerra anti-submarino. O armamento principal é um canhão 76 mm e uma unidade de lançamento vertical para o sistema Evolved Sea Sparrow Missile  (ESSM), um sistema CIWS, Vulcan Phalanx ou SeaRAM  disposto sobre o hangar, bem como metralhadoras operadas remotamente.

O navio é equipado ainda com dois lançadores quádruplos para mísseis Harpoon  lançadores de torpedo triplos. Os sensores mostrados no navio conceito incluem um radar CEAFAR, um sonar de casco  e outro rebocado.

Huntington Ingalls Patrulha Fragata 4501

Huntington Ingalls Patrol frigate

As fontes divergem no número de células VLS transportadas pelo  PF4921, elas variam entre 12 ou 16. A combinação dos sistemas de armas e sensores  referidos em conjunto com um alcance de 8000 milhas náuticas e 60 dias de autonomia tornam este projeto mais indicado ao programa SSC.

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Cutters em operação, o projeto da Ingalls é para alguns um concorrente que corre por fora no projeto SSC.

 

LOCKHEED MARTIN (MULTIMISSION SURFACE COMBATANTE).

 

A Lockheed Martin propôs uma série de  alternativas ao LCS, baseadas no casco do navio da classe LCS  Freedom como parte do navio de combate de superfície multi-missão SSC. As propostas vão desde a variante atual de 118 metros a um navio de 150 metros, equipados com um radar SPY-1F, 48 células VLS, e sistemas Aegis com capacidade de defesa contra mísseis balísticos (BMD).

A variante de ponta do SSC é  superior as fragatas FFG dos EUA e semelhante as fragatas europeias de tonelagens maiores.  Os navios custariam perto de US $ 1 bilhão cada, inviáveis ​​no ambiente fiscal atual.

No entanto, uma variante intermediária com 16 ou 32 células VLS MK 45, dois lançadores quádruplos para mísseis Harpoon e  uma arma principal 76 mm, equipada com radares SPY-1F e lançadores de torpedos, seria suficiente para atender adequadamente as necessidades ASW e ASuW seu custo é ligeiramente menor situado entre 600 e US$ 750 milhões. Porém, tal como no projeto da General Dynimics a vulnerabilidade contra ataques de mísseis ainda persiste como uma deficiência nestes navios.

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Concepção da Família de navios da Lockheed Martin para o Programa SSC.

O LCS- 1 classe Freedom usa uma combinação de aço e alumínio, em oposição ao casco inteiramente de alumínio  do LCS-2 classe Independency, de todos os navios ele provavelmente seja o único a possuir capacidade de proteção Nível II e III embora ainda não tenha recebido classificação Nível I + os demais candidatos são classificados nos Nível II e III.

Ressalta-se que as fragatas classe Oliver Perry possuem capacidade de proteção Nível II e segundo a Lockheed Martin, seus navios superam estas fragatas o que destaca as potencialidades destes navios no programa SSC.

CONCLUSÃO

Operação de escolta em conjunto com grupos de ataque e capacidade de defesa autônoma, estes serão os pilares do programa SSC.

 

Não há dúvidas que o programa SSC vem de encontro as deficiências dos projetos LCS, sanando as suas maiores deficiências. Porém para os críticos dos LCS, esta medida ainda é vista com ligeira ressalva, uma vez que os custos dos programas podem elevar-se tendo em conta os sistemas de armas adequados para o cumprimento das missões a que se destinam.

Para alguns o ideal seria o projeto de um navio completamente novo e realmente planejado desde o início para tais funções, algo improvável de acontecer frente as restrições orçamentárias. Para outros analistas a idéia de usar o casco comum dos atuais LCS é uma saída interessante e atende as necessidades. Ambas as visões não são consenso nem mesmo dentro da Marinha dos Estados Unidos.

Além da questão dos Níveis de proteção e armamentos dos navios outro ponto a ser analisado é o do alcance e autonomia, fator que atinge diretamente aos projetos da Lockheed Martin e General Dynimics, é evidente que estes navios terão que adotar sistemas de propulsão tradicionais, abandonando os atuais Waterjet, abdicando do fator velocidade em prol de alcance  de autonomia, provavelmente estes programas considerarão as turbinas LM-2550 e um sistema de propulsão CODOG – Turbina a gás ou motor a Diesel. 

Esta saída terá que ser bem avaliada especialmente no projeto da Lockkeed em função das dimensões do casco e restrições para ampliação de área para praças de máquina e baterias auxiliares.

Entretanto, se  SCS adotar um padrão de sobrevivência equivalente às OHP, o projeto da Lockheed pode sair em vantagem devido ao seu design flexível, armamento significativo, sensores capazes e o baixo risco de desenvolvimento e comunalidade com navios da classe Freedom existentes.

O conceito da Huntting Ingalls sofre o preconceito por ser um navio adaptado de um Cutter e os construtores os navios. Pesa contra ele o fato de ser um navio totalmente novo no inventário da US Navy seus sistemas e equipamentos não possuem comunalidade com demais navios em operação como o caso dos seus concorrentes.

Já o projeto da General Dynimics, apesar de ser o mais modular e flexível, possui restrições em mares mais agitados devido a sua configuração de casco e o nível de proteção são fatores que pesam contra o projeto.

Fontes:

American Inovation

Defense News

Chuck Hill’s CG Blog

Secret Projects

 

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