Defesa & Geopolítica

Representante judaico do CONIB (Confederação Israelita do Brasil), diz ser “infeliz” resposta “jocosa” de Israel ao Brasil

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A posição brasileira confirma que Israel perdeu a guerra da opinião pública internacional e está cada vez mais isolado

Foto: Painel de votação no Conselho de Direitos Humanos da ONU, quarta-feira, 23/07/2014, em Genebra, Suiça

O Assessor Presidencial da Presidência da República Federativa do Brasil, Marco Aurélio Garcia, chamou o porta-voz da Chancelaria (israelense, Yigal Palmor), que ironizou o Brasil, de “sub do sub do sub do sub do sub do sub” (em Israel). (Fonte: O Globo, Primeira Página, Sábado, 26/07/2014)

Carta dos leitores de O Globo: “Anão diplomático”: “Sou anão e gostaria de saber se um anão não pode ser um grande diplomata. Isso é PRECONCEITO, … Devo lembrar que esse tipo de raciocínio “superior” levou ao Holocausto de judeus, ciganos, deficientes físicos, anões e agora, também, os palestinos.” Almyr Teixeira de Oliveira, Rio de Janeiro (Fonte: O Globo, Dos Leitores, Página 19, Sábado, 26/07/2014)

Segue Nota do Plano Brasil em 3 partes sobre o aloprado (*) Yigal Palmor, o “sub do sub do sub do sub do sub do sub” em Israel:

(*) Aloprado: Pessoa que age mediante uma ação excessivamente desproporcional com o emprego de palavras que beiram a intolerância (preconceito explícito), arrogância e estupidez. 

NOTA DO PLANO BRASIL, por Gérsio Mutti: Quem é YIGAL PALMOR, o “sub do sub do sub do sub do sub do sub” em Israel

PARTE 1: O Porta Voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, digo, o “sub do sub do sub do sub do sub do sub” em Israel,  Yigal Palmor, em tom provocativo ironizou o Brasil via o Itamaraty com uma série de adjetivos pejorativos.

Yigal Palmor, o “sub do sub do sub do sub do sub do sub” em Israel, tudo indica, vem a ser de fato o porta voz do Chanceler de Israel, Avigdor Liberman.

Para quem não sabe, Liberman, nasceu com o nome de Ivet em 1958 na Moldávia Comunista, mas que Graças ao Brasil com Voto de Minerva em 1947, a ONU concordou com a criação do Estado de Israel.

Liberman e Palmor, são dois sujeitos mequetrefes em assuntos internos do Brasil. Talvez não saibam que no Brasil a população judaica gira em torno de 150 mil pessoas, enquanto que a população árabe são cerca de 10 milhões ou mais.

Assim Palmor que faz o jogo de Liberman, integrante do Partido Religioso Yisrael Beitenu, presenteou, por assim dizer, o Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil com um possível ganho de talvez vários milhões de votos de eleitores de ascendência árabe no Brasil para a reeleição de Dilma Rousseff, em outubro de 2014, com vistas a um segundo mandato presidencial.

Resumo da história: Em uma semana, o Brasil do PT com o conhecimento de Washington, fez uma jogada de mestre em torno do termo “desproporcionalidade”. Primeiro, o Brasil via o Ministério das Relações Exteriores (MRE-Itamaraty) emitiu uma Nota Oficial de Número 159 (17/07/2014) abrangendo ambas as partes do Conflito entre Israel e Palestina. Passados alguns dias emitiu uma segunda Nota Oficial, bastante sucinta, de Número 169 (23/07/2014), conexa com a primeira de acordo com os preceitos da ONU. Por sua vez, a Chancelaria de Liberman, devido à total desinformação trocou os pés pelas mãos.

Fazendo um paralelo com o futebol ao estilo Palmor (PT 1 X 0 PSDB), Israel fez um gol contra os interesses da Comunidade Judaica no Brasil solidária ao PSDB.

PARTE 2: Brasil e Israel são países amigos e irmãos desde a fundação do Estado de Israel Moderno em 1947.

Espero que o “sub do sub do sub do sub do sub do sub” em Israel, Yigal Palmor, nunca venha a receber a “Concessão de agreement” do Governo Brasileiro para servir os interesses do Estado de Israel no Brasil, pois teve a empáfia de confundir “alhos com bugalhos” ao empregar o termo desproporcionalidade sobre a perda de vidas humanas com um jogo de futebol onde o Brasil perdeu da Alemanha por 7 X 1, onde, também, diga-se de passagem no final do jogo “todos saíram vivos”.

Que mal pergunte e a bem da verdade, quantas estrelas de campeão Israel tem em copas do mundo. Primeiro é preciso estar entre os competidores de uma copa do mundo, o que, diga-se de passagem, Israel participou só uma vez, em 1970, ano em que o Brasil sagrou-se Tri-Campeão Mundial, sendo eliminado na primeira fase, ficando em 12º lugar na classificação geral. Portanto não é qualquer pessoa, principalmente sendo um estrangeiro e que usa de ironia por mais de uma vez com os telespectadores brasileiros em pleno Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, Edição do dia 24/07/2014, que tem o cacife de falar do Brasil em matéria de Seleção Brasileira.

Quanto ao fato acerca da desproporcionalidade de ter perdido para a Alemanha por 7 X 1 numa copa do mundo, em matéria de futebol o Brasil é regulado pela CBF e FIFA, já nessa região do Oriente Médio , o que vigora é a Lei de Talião, “Olho por Olho e Dente por Dente!”, o que, venhamos e convenhamos, nunca se tratou de um pressuposto desse que  viesse algum dia a reger o Mundo Ocidental concebido pelos gregos de Atenas.

PARTE 3: Não existem vários “Brasis Nações”, mas tão somente um único “Brasil Nação”, POVO E GOVERNO, conforme consta no HINO NACIONAL BRASILEIRO desde a sua Independência em 07/09/1822. O Brasil do Itamaraty a que Israel se refere vem ser o Órgão Oficial do Governo Brasileiro que deu o Voto de Minerva para a constituição do Estado de Israel em 1947.

Pergunta que não quer calar: Onde o Itamaraty errou, agora em 2014 ao se dirigir a Israel no lugar apropriado, ou seja , na ONU, ou em 1947, ou em ambas as ocasiões. Se for em ambas ocasiões, seria um duplo erro diplomático patrocinado pelo mesmo Itamaraty(???). Certo!!!

Nota Oficial Nº 169 do Itamaraty, acerca do Conflito entre Israel e Palestina:

“O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças. O Governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes. Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada no dia de hoje. Além disso, o Embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.” Ministéro das Relações Exteriores (MRE-Itamaraty)

Atenção: Em nenhum momento o Governo Brasileiro faz proselitismo ao mencionar o nome Hamas.

Representante judaico diz ser infeliz” resposta jocosade Israel ao Brasil

Mônica Bergamo (*)

FOGO CRUZADO 1

Claudio Lottenberg, presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), telefonou ontem para Aloizio Mercadante, Ministro da Casa Civil, para lamentar a resposta “jocosa” da chancelaria de Israel à nota que condena “o uso desproporcional da força” no confronto com a Palestina.

“O porta-voz foi muito infeliz. O Brasil tem o direito de expor seu ponto de vista, e Israel, o de não gostar”, afirma o representante da comunidade judaica no país.

FOGO CRUZADO 2

Lottenberg diz que é brasileiro e ficou indignado com o fato de o porta-voz ter qualificado a nossa diplomacia de anã e ter dito que“desproporcional” é o 7 a 1 para a Alemanha na Copa. “Não é assim que se constroem relações entre pessoas e países.”

FOGO CRUZADO 3

O presidente da Conib, que reúne proeminentes empresários de origem judaica no Brasil, havia procurado Mercadante na quinta, 24/07/2014, para tratar da decisão do governo de convocar o embaixador brasileiro em Tel Aviv.

“É um sinal muito forte e ficamos preocupados, pois o governo sempre teve posição equilibrada em relação ao Oriente Médio.”

(*)Mônica Bergamo, jornalista, assina coluna diária com informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999.

Fonte: Folha de São Paulo, 26/07/2014

Leia também:

A posição brasileira confirma que Israel perdeu a guerra da opinião pública internacional e está cada vez mais isolado

O Ministro de Estado das Relações Exteriores (Itamaraty) da República Federativa do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, reafirmou que “O governo brasileiro não usa termos que desqualifiquem governo de países amigos. Posso dizer que o Brasil é um dos 11 países do mundo que têm relações diplomáticas com todos os membros das Nações Unidas. E quando falamos nas Nações Unidas somos ouvidos.”

“É o primeiro estágio (do Governo Brasileiro ao chamar o seu Embaixador em Israel) de uma repulsa a um determinado ato e foi adequada, até porque estamos vendo um protesto generalizado, inclusive da ONU.” Luiz Felipe Lampreia, ex-Ministro de Estado das Relações Exteriores (Itamaraty) da República Federativa do Brasil (1995-2001) no Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) Fonte: O Globo 2ª Edição, Mundo, Página 27, Sexta-Feira, 25/07/2014

“Anão diplomático”

Eliane Cantanhêde (*), Folha de São Paulo, 25/07/2014

BRASÍLIA – Depois de três anos e meio de uma política externa dorminhoca, o Brasil deu um pulo da cama, tomou-se de brios e partiu para cima de Israel.

Em sintonia fina com o Planalto e num mesmo dia, o Itamaraty votou a favor de uma resolução dura contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, soltou uma nota com zero firula, convocou o embaixador brasileiro em Tel Aviv e chamou o embaixador israelense em Brasília para dar um recado mal humorado.

A nota oficial, condena “energicamente o uso desproporcional da força” e foi recebida como uma declaração de guerra diplomática por Israel, que reagiu também de forma surpreendente e ácida, ora criticando a “irrelevância” da diplomacia brasileira, ora chamando o Brasil de “anão diplomático” . Planalto e Itamaraty bufaram.

As relações entre Brasil e Israel têm sido pautadas pelo pragmatismo, por exemplo, na área comercial, mas nunca foram de amor. Portanto, o Brasil se fingiu de desentendido na guerra civil síria, assistiu de camarote o desastre político no Egito e, pior, lavou as mãos quando os vorazes russos passaram a devorar nacos da Ucrânia. Mas o país se sentiu à vontade para condenar Israel. E com motivos inquestionáveis.

Mortes são dolorosas em quaisquer circunstâncias, mas mortes de militares em guerras e em situação de tensão são compreensíveis, como são agora as pouco mais de 30 mortes de soldados israelenses. Mas como não ver, não ouvir e não gritar diante de centenas de mortes de civis palestinos (e de onde quer que seja), ainda mais se grande parte delas são de mulheres e crianças? E como não ver, não ouvir e não gritar que caíram mais de 700 de um lado e menos de 5% disso no outro? Crime de guerra?

A posição brasileira, clara e dura, marca uma inflexão da política externa de Dilma, a meses do fim do governo, e confirma que Israel perdeu a guerra da opinião pública internacional e está cada vez mais isolado.

(A posição brasileira, …confirma que Israel perdeu a guerra da opinião pública internacional e está cada vez mais isolado.)

(*) Eliane Cantanhêde, jornalista, é colunista da Página 2 da versão impressa da Folha, onde escreve às terças, quintas, sextas e domingos. É também comentarista do telejornal ‘GloboNews em Pauta’e da Rádio Metrópole da Bahia.

Fonte: Folha de São Paulo 

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