Defesa & Geopolítica

Custos de sistema anti-míssil podem explicar operação em Gaza

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Sugesão: Roberto CR

Por Rogerio Maestri

Na história sempre temos pretextos para ações militares, desde pretextos reais que são maximizados para mobilizar a população, como o assassinato do o arquiduque Francisco Fernando herdeiro do Império Austro-Húngaro em 28 de junho de 1914 que levou a primeira Guerra Mundial, como pretextos fabricados intencionalmente, como o incidente do Golfo de Tonkin, fabricado intencionalmente pelo governo Norte-americano para justificar o começo da Guerra do Vietnam.

Todos estes pretextos têm por objetivo começar uma ação militar com fundo econômico. Se olharmos a invasão da faixa de Gaza como uma consequência do assassinato de três jovens Israelenses dentro de uma área dominada pelo governo Israelense e por consequência dentro da sua jurisdição de investigação e punição dos assassinos, vemos que mais uma vez estamos a frente de um incidente que foi maximizado.

Invadir a faixa de Gaza com as baixas previstas pelo eficiente exército de Israel, não faz sentido dentro da lógica de retaliação empregada sistematicamente por esse Estado, até o dia 17 de julho foram confirmada a morte de 27 soldados israelenses e mais de 100 feridos, número de mortes que será bem amis pesado à medida que o ritmo da ação se desenvolver.

Mas qual seriam os verdadeiros motivos da invasão, os famosos túneis que cruzam a fronteira e que com a tecnologia de prospecção do subsolo que existem hoje em dia são facilmente detectados ou os foguetes Qassam que são atirados pelo Hamas sobre Israel.

Pelo número de vítimas durante o período que os arcaicos foguetes Qassam estão sendo usados, não deveria ser a causa de tão arriscada invasão, pois em mais de 14 anos de lançamento destes foguetes morreram menos israelenses do que no início desta invasão, entretanto, como diz um bom policial, para achar um criminoso procure primeiro um motivo econômico e talvez esteja por aí o motivo da invasão da faixa de Gaza.

O foguete Qassam é um parente próximo aos grandes rojões empregados em espetáculos pirotécnicos. É um pequeno conduto de aço de 11,5 cm de diâmetro, propulsionado por uma mistura de açúcar e nitrato de potássio (fertilizante agrícola) que o estopim é constituído por um cartucho de arma de fogo acionado por um prego. A carga explosiva é composta de TNT e outro fertilizante o nitrato de ureia.

Como se pode ver o Qassam é uma arma extremamente rudimentar, ultrapassada e BARATA. Se formos pesquisar na Internet a estimativa de custo de cada Qassam é de R$3.000,00 a R$1.500,00, e se feito em massa este custo pode cair ainda mais.

Após o início do uso dos foguetes Qassam, Israel desenvolveu um sofisticado sistema de proteção contra estes foguetes que na prática derruba 100% deles, logo sobre o ponto de vista de sinistralidade o Qassam é mais uma lenda do que uma arma.

Apesar de toda a disparidade tecnológica há uma disparidade maior que justifica a invasão da faixa de Gaza, o custo da defesa contra estes foguetes primitivos. No início do lançamento dos Qassam Israel começou a desenvolver um sistema eficientíssimo para intercepta-los, o chamado “Iron Dome”. Este sistema possui várias partes desde radares e centros de controle até os fantásticos foguetes Tamir, é um sistema eficiente (bem melhor do que o Patriot norte-americano) e funciona perfeitamente, com um pequeno problema O CU$TO.

Cada sistema é composto por uma base que tem um custo de implantação do sistema foi previsto um custo de US$680 milhões para o ano fiscal de 2013, e o total já deve ter ultrapassado o custo de quase meia dezena de bilhões de dólares. Porém o custo de implantação não é o único, para cada míssil Qassam lançado deve-se lançar dois mísseis Tamir,e cada míssil Tamir custa entre US$60.000,00 ou US$100.000,00 (conforme as estimativas feitas).

Quanto às guerras dos mísseis podemos resumir o seguinte. A cada míssil Qassam (US$500,00) lançado com absoluta certeza que não vai atingir nada, devem ser lançados dois misseis Tamir (US$120.000,00 ou US$200.000,00) que deverão com certeza atingir o Qassam.

Por menos recursos que tenha Hamas o custo de um lançamento dos Tamir corresponde a 240 a 400 mísseis Qassam e se o Hamas gastar US$100.000,00 nos seus foguetes Israel deverá gastar US$24 a US$40 bilhões para intercepta-los.

Fonte: Luis Nassif

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