Defesa & Geopolítica

Voo MH17 foi abatido durante manobras de unidades de defesa antiaérea das Forças Armadas da Ucrânia

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No dia da catástrofe do avião malaio na Ucrânia as unidades de defesa antiaérea das Forças Armadas da Ucrânia treinavam a simulação de desbloqueio do sistema de lançamento de mísseis. Uma situação extraordinária no decurso deste treino podia ser a causa da tragédia do avião Boeing.

A agência RIA obteve esta informação de uma fonte ligada a Forças Armadas da Ucrânia.

Em 17 de julho o comandante do regimento 156 de mísseis antiaéreos, aquartelado num dos arrabaldes de Donetsk, recebeu a ordem de treinar a simulação de cobertura de uma tropa terrestre mediante a utilização do míssil Buk. O lançamento real do míssil não foi previsto. Deste treino participaram dois aviões Su-25 que deveriam simular a operação de reconhecimento.

“Depois da entrada de um dos aviões na zona de alcance do complexo de mísseis antiaéreos Buk, o seu voo passou a ser acompanhado pela guarnição da bateria de mísseis. A julgar por tudo, devido a uma casualidade trágica os trajetos do Boeing e do Su-25 coincidiram, apesar da diferença dos escalões aéreos, o que resultou fatal para o avião civil, pois no momento de coincidência dos alvos num só azimute o sistema readapta-se automaticamente para o alvo que tem área maior”, revelou a fonte.

Todavia, ela não pôde explicar a causa do disparo não sancionado do míssil.

Em 2001, no decurso de treinos do sistema ucraniano de defesa antiaérea foi abatido com um míssil do complexo C-200 o avião de passageiros russo Tu-154 que fazia voo Tel Aviv – Novosibirsk. Nesta catástrofe pereceram 78 pessoas. Depois desta tragédia, foram proibidos todos os treinos práticos com a participação de mísseis Buk.

 

Fonte: Voz da Rússia

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