Defesa & Geopolítica

EUA aproximam-se cada vez mais da Rússia – Sistema de defesa antimíssil (DAM) “AEGIS em terra” na Romênia

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Imagem conceitual das instalações “AEGIS em terra” na Romênia

Ultimamente, a OTAN afirma que o Pentágono tenciona reforçar a presença militar dos EUA em várias regiões do mundo. Além disso, como se afirma em Bruxelas e Washington, o mais importante hoje é dinamizar a cooperação defensiva entre os aliados. Os Estados Unidos tentam convencer os moradores da Europa de que eles pensam na segurança energética do velho continente e em como proteger rotas de trânsito e estruturas vitalmente importantes.

Está claro que a situação geográfica da Europa é extremamente importante para apoiar as ações dos EUA na África, no Oriente Médio e na Ásia Central. Não se deve esquecer também o fator principal – a via comercial através do Atlântico garante aos americanos 4 triliões de dólares. Pelo visto, esta é a causa mais importante da vontade dos americanos de se fixarem na Europa uma vez e para sempre.

Atualmente, graças à extensão, a OTAN transformou-se no maior bloco militar global no mundo. Nos últimos quinze anos, a aliança fez três guerras de plena envergadura em três continentes: na Europa (Iugoslávia, 1999), na Ásia (Afeganistão) e na África (Líbia, 2011). Após a operação Anjo Misericordioso, na OTAN entraram a Eslovênia (2004) e, posteriormente, a Croácia e Albânia (2009).

Logo depois da desintegração do Pacto de Varsóvia, o Pentágono aproveitou rapidamente o “momento oportuno”. No período da Guerra Fria, uma das melhores infraestruturas militares foi criada na Europa de Leste – aeródromos, polígonos, bases navais, sistema de comunicações etc. Os americanos decidiram apoderar-se de tudo isso. De graça, os Estados Unidos receberam aquilo em que os antigos países socialistas haviam investido várias centenas de bilhões de dólares.

Instalações militares em Deveselu/Roménia recebendo os componentes do sistema de radar “AEGIS em terra”

Uma transação bastante vantajosa… A Romênia foi a primeira a oferecer seus serviços. Ainda no início das ações militares no Iraque e no Afeganistão, as autoridades romenas entregaram o aeródromo Mihail Kogalniceanu à Força Aérea dos Estados Unidos. O presidente romeno Traian Basescu declarou em 2005: “Temos esperado os americanos mais de 60 anos”.

Imagem conceitual dos lançadores do sistema  “AEGIS em terra”

Posteriormente, a Romênia cedeu à “gestão” americana mais três polígonos – Babadag, Cincu e Smardan. No início de fevereiro de 2010, o Conselho Supremo de Defesa (CSAT) da Romênia, a mais alta estrutura do país, que responde pela segurança e defesa nacional, aprovou a proposta dos EUA sobre a instalação de elementos do futuro sistema global de defesa antimíssil (DAM) no território romeno. A DAM americana na vila de Deveselu custará 400 milhões de dólares e entrará em serviço em 2015. Serão instalações terrestres com foguetes de interceção SM-3 da classe Bloks 1B. Na Romênia, porém, não haverá radares.

Em geral, a Romênia não será agora um simples Estado na fronteira entra a UE e a Rússia e não um simples membro da OTAN. Em opinião de Bucareste, o grande empresariado com bilhões de dólares terá também a vontade de dedicar-se a investimentos estratégicos. Washington calculou perfeitamente todos os pormenores do “ajuste romeno” – através de Bucareste, os americanos aproximam-se cada vez mais perto da Rússia.

Fonte: Voz da Rússia

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