Defesa & Geopolítica

Suíça em golpe à SAAB rejeita compra de 3,5$ bilhões do Gripen

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Tradução: Luiz Medeiros

Os eleitores suíços rejeitaram o pedido de 3,1 bilhões de francos (3,5 bilhões de doláres) para que os caças Gripen, um revés para a defesa da empresa sueca Saab AB. (SAABB)

O contrato de 22 aeronaves, que foi vencido na Suíça à quase 2 anos, foi contestado por 53,4% dos eleitores, o governo em Berna anunciou em seu site hoje. O resultado está de acordo com a última pesquisa antes da votação, que apresentou cerca de 51% das pessoas entrevistadas se opondo à transação.

“As pessoas falaram”, disse Susanne Leutenegger Oberholzer, membro social-democrata do parlamento. “Nós certamente não temos o dinheiro para tais aquisições desnecessárias.”

Adversários do Gripen haviam argumentado que os aviões custariam 10 bilhões de francos sobre sua vida , dinheiro que poderia ser implantado em outro lugar. Os partidários do avião de combate alegaram que a neutra Suíça precisa do Gripen para defender seu espaço aéreo. Essa afirmação foi prejudicada em Fevereiro com o pouso forçado de um avião da Ethiopian Airlines em Genebra. O avião sequestrado teve que ser escoltado por jatos franceses e italianos devido a Força Aérea Suíça não operar para proteger o espaço aéreo do país fora do horário comercial.

O resultado é “negativo para a Saab, mas não exatamente inesperado dadas as pesquisas de opinião”, Mats Liss, analista do Swedbank AB em Estocolmo, disse em um e-mail de resposta a perguntas hoje. Enquanto a ordem do Brasil é mais importante do que a Suíça, a rejeição pelos eleitores suíços significa que haverá “um período de incerteza até o pedido do Brasil estar finalizado”, disse ele.

‘NÃO É O FIM’

“O resultado de hoje requer uma análise aprofundada”, disse o ministro da Defesa Ueli Maurer a repórteres em Berna, hoje, sem dizer qual a solução para a proteção do espaço aéreo da Suíça será no futuro. “Uma inicial, esta noite seria prematura.” O Ministério da Defesa da Suíça, que iniciou a compra do Gripen, tem dito repetidamente que irá honrar os resultados da votação.

O CEO Marcus Wallenberg disse a Tages-Anzeiger da Suíça, no início desta semana, que a rejeição do acordo Gripen pelos eleitores suíços “não vai significar o fim do desenvolvimento do Gripen.”

A Agência de Exportação Sueca para Defesa e Segurança FXM, que é responsável pelas negociações do Gripen com a Suíça, anunciou que o que acontece em seguida é uma questão para o governo suíço.

ENGENHARIA SUECA

“A avaliação que precedeu o referendo era em si um testemunho das excelentes habilidades de engenharia do suecos e da indústria sueca”, disse o diretor-geral da FXM Ulf Hammarstroem em um comunicado no site da agência hoje. “Tivemos muito boa cooperação com a Suíça durante os mais de dois anos de negociações, e estou certo de que a nossa estreita cooperação continuará em muitas áreas.”

De acordo com o grupo de mecânica e comércio de engenharia elétrica Swissmem, o voto no “Não” vai privar a economia suíça de 2 bilhões de francos em ordens. As ofertas de remuneração atrelados ao contrato Gripen “teria garantido empregos em empresas suíças”, disse a Swissmem.

A Saab derrotou a Boeing Co. no ano passado para desenvolver caças para Força Aérea do Brasil em um negócio no valor de 4,5 bilhões dólares até 2023. Saab está empurrando o Gripen contra ofertas rivais de empresas incluindo Lockheed Martin Corp (LMT:EUA), a maior empresa de defesa do mundo, assim como os gastos militares se tornam mais apertados e pedidos americanos e europeus passam ser mais difíceis.

REFORMULAÇÃO POUCO PROVÁVEL

Pretende-se vender cerca de 400 Gripens nos próximos 20 anos, disse Lennart Sindahl, chefe da unidade de Aeronáutica da Saab. Saab está em “negociações sérias” com 10 nações que poderiam render acordos no curto prazo e “um país muito significativo” recentemente fez uma abordagem, disse ele.

Suíça e Brasil são as primeiras nações depois da Suécia a escolher Gripen E da nova geração, cujo desenvolvimento contingenciou uma ordem de exportação de pelo menos 20 aeronaves. Tailândia e África do Sul operam os modelos C antigos feitos pelo fabricante do Gripen, que é a palavra sueca para Grifo.

Sindahl disse em 8 de maio que, enquanto o negócio suíço é “uma grande oportunidade”, e que a perda seria “muito infeliz”, a entrega de 60 Gripen E de a Suécia e 36 para o Brasil ainda representariam “um começo muito bem sucedido” para o desenvolvimento programa.

Sindahl afirmou que um acordo reformulado com a Suíça é improvável se os eleitores rejeitassem o negócio. “Isso é com os suíços para responder, mas eu não consigo ver isso acontecendo”, disse ele.

A compra suíça foi colocada e, um plebiscito depois dos opositores terem recolhido as 50.000 assinaturas necessárias para um referendo nacional para cancelar uma lei recentemente aprovada. O comparecimento às urnas foi de cerca de 40 por cento, embora, por vezes, seja maior para as medidas controversas.

Os eleitores suíços hoje também rejeitaram o maior salário mínimo nacional do mundo, derrubando uma proposta de um mínimo por hora de 22 de francos (US$ 25).

Fonte: BusinessWeek

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