Defesa & Geopolítica

Há brasileiros entre os membros da Al Qaeda mortos no Iêmen, diz governo do país

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Sugestão: Roberto CR & Caio Henrique

Itamaraty não confirma; declaração do presidente vem no mesmo dia de reunião de doadores e parceiros do país

O governo do Iêmen diz que há terroristas brasileiros entre os 12 supostos integrantes mortos na última terça-feira (30/04) após uma ofensiva militar contra a Al Qaeda. O presidente iemenita, Abd Rabbu Mansur Hadi, não informou os nomes nem quantos seriam os brasileiros mortos na ação. O Itamaraty disse hoje que, até o momento, ainda não conseguiu averiguar a veracidade das informações.

O presidente iemenita foi enfático ao dizer que 70% dos combatentes da organização terrorista no Iêmen são estrangeiros. “Quem estiver em dúvida sobre isso deve ir aos necrotérios e ver os corpos. Eles são do Brasil, Holanda, Austrália, França e outros países”, disse Hadi, em cerimônia de graduação na academia de polícia de Sanaa, capital do país.

Agência Efe

Para combater braço da Al Qaeda no país, governo do Iêmen deu início à maior operação antiterror desde 2012

A declaração do presidente foi feita no mesmo dia da reunião da entidade Friends of Yemen (“Amigos do Iêmen”), instituição que reúne potenciais doadores internacionais e parceiros do país iemenita, o mais pobre da Península Arábica. Na conferência, o chanceler britânico, William Hague, pediu que os doadores apoiassem os esforços do Iêmen no combate à Al Qaeda.

O tema da segurança no Iêmen foi outro importante tópico abordado pelo presidente Hadi em sua fala ontem. “A maioria das empresas internacionais demonstrou disposição em investir no país, mas com a exigência de que sejam garantidas as condições adequadas de segurança”,afirmou Hadi, segundo noticiado pela agência estatal de notícias Saba. E completou: “A segurança é fundamental para a estabilidade e os investimentos”.

Agência Efe

“Segurança é fundamental para estabilidade e investimentos”, disse o Hadi ao enfatizar a presença de terroristas estrangeiros

Ao chamar a atenção para a quantidade de integrantes estrangeiros na organização terrorista, o presidente iemenita tenta apontar ao país e à comunidade internacional que a agenda da Al Qaeda não é essencialmente iemenita.

Apesar de ser compreensível a presença de não-iemenitas na organização — já que seu surgimento ocorreu após a união das células da Arábia Saudita e Iêmen —, autoridades do país têm relatado o aumento da entrada de extremistas sauditas.

Maior ofensiva desde 2012

Apoiadas pela Força Aérea e por membros de grupos armados locais, as tropas do Exército iemenita levaram a cabo a operação militar nas zonas montanhosas da região sul do país, onde acredita-se haver um campo de treinamento do grupo. Além da morte de 12 supostos integrantes do braço da organização terrorista no Iêmen (a Al Qaeda na Península Arábica), autoridades informaram que houve diversas baixas nas ações: 18 soldados iemenitas morreram, 10 ficaram feridos e 15 foram capturados pelos islamitas.

A operação terrestre foi realizada dez dias após uma bateria de ataques aéreos “sem precedentes” — empreendida com o apoio de drones dos Estados Unidos — ter executado cerca de 60 pessoas na região de Shabwa. Um dia antes, outro bombardeio aéreo havia atingido 10 supostos membros da Al Qaeda, além de 3 civis, na província de Bayda.

Por meio de sua aliança com o Iêmen, os EUA oferecem extensa assistência na operação antiterror iemenita. Embora o Pentágono negue envolvimento, uma fonte militar disse à CNN que soldados das tropas de Operações Especiais norte-americanas acompanharam os iemenitas na ofensiva de dez dias atrás.

Os EUA afirmam que a Al Qaeda na Península Arábaica, cuja atuação se estende também à Arábia Saudita, é o braço mais poderoso da organização terrorista. O grupo jihadista ganhou força desde 2011, aproveitando-se do levante popular que afastou do poder o então presidente, Ali Abdullah Saleh.

Fonte: Opera Mundi

Iêmen afirma ter matado brasileiros em ofensiva contra a al-Qaeda

  • Segundo o presidente, há corpos de combatentes de várias nacionalidades, como brasileiros, franceses, holandeses, alemães e árabes

O GLOBO

COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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A cidade de Mukalla, onde um ataque contra al-Qaeda deixou 18 mortos
Foto: Fawaz Al-Haidari/AFP

A cidade de Mukalla, onde um ataque contra al-Qaeda deixou 18 mortos Fawaz Al-Haidari/AFP

SANAA — Uma ofensiva do Exército no sul do Iêmen esta terça-feira terminou com a morte de 18 militares e 12 supostos integrantes da Al-Qaeda. De acordo com autoridades locais, há brasileiros entre os mortos em operações contra o grupo. Ao falar sobre o resultado do ataque, o presidente iemenita, Abd Rabbo Mansur Hadi, afirmou que há corpos de combatentes de várias nacionalidades, como brasileiros, franceses, holandeses, alemães e árabes. Hadi disse ainda que os governos dos países em questão não se interessaram em recuperá-los.

— Quase 70% dos membros da Al-Qaeda no Iêmen são estrangeiros— destacou o presidente, durante uma cerimônia de promoção de oficiais na capital Sanaa, sem detalhar em qual ataque os brasileiros teria sido mortos. Segundo um comandante militar, os soldados, com a ajuda de milicianos locais, realizaram uma ofensiva em quatro eixos, nas províncias de Shabwa e Abyan, onde a Al-Qaeda na Península Arábica mantém forte presença.

O Ministério das Relações Exteriores afimou vai averiguar a “veracidade das alegações” do governo iemenita.

A operação foi realizada dez dias depois de um ataque aéreo que matou 60 insurgentes, e começou na segunda-feira à noite. Os confrontos também deixaram dez soldados feridos.

As províncias de Shabwa e Abyan também foram cenário de ataques contra as forças de segurança. Na primeira, 15 militares morreram em uma emboscada. Já em Abyan, outros três morreram quando o veículo militar em que estavam foi atacado. Poucas horas depois, uma reunião de “Amigos do Iêmen” foi realizada em Londres para arrecadar fundos destinados ao país árabe.

O presidente iemenita anunciou um reforço nas medidas de segurança para combater eventuais novos ataques da rede extremista. O ministro da Defesa, Mohamed Naser Ahmed, está no sul do país para supervisionar a ofensiva.”Existe uma decisão oficial de expulsar a Al-Qaeda das províncias de Shabwa e Abyan”, explicou à AFP Husein al-Wuhayshi, chefe dos comitês de defesa popular, milícia que participa dos confrontos.

Os insurgentes se refugiaram em localidades montanhosas dessas províncias depois de o governo tê-las expulsado das maiores cidades de Abyan.Nos dias 19 e 20 de abril o Exército lançou uma ofensiva aérea, com apoio de aviões não-tripulados americanos, contra campos de treinamento da Al-Qaeda, deixando 60 mortos. Apesar das baixas recentes, o braço da organização no Iêmen é considerado pelos Estados Unidos o mais perigoso e ativo.

Os jihadistas aproveitaram o enfraquecimento do poder central, causado pela saída do presidente Ali Abdullah Saleh em 2011, para reforçar sua presença no país.

Fonte O Globo

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