Defesa & Geopolítica

Tupolev segue desenvolvendo a nova geração de bombardeiros estratégicos da Rússia

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Concepção artística de uma provável configuração do Bombardeiro Nuclear Russo do Programa PAK DA

Concepção artística de uma provável configuração do Bombardeiro Nuclear Russo do Programa PAK DA

Red Dragon (Taiwan)

Tradução e adaptação: E.M.Pinto

Após a assinatura do contrato do Ministério da Defesa e o escritório de design da Tupolev, os trabalhos de desenvolvimento do bombardeiro  estratégico de nova geração estão em prosseguimento conforme as previsões.

A Tupolev informou em meados de fevereiro deste ano que havia definido o Setup da aeronave do programa PAK DA. Nos termos do contrato, a Tupolev vai desenvolver o projeto da aeronave e em paralelo estão sendo desenvolvidos diversos sistemas que serão embarcados na aeronave.

Segundo as informações do consórcio que desenvolverá e produzirá a aeronave, uma nova suite de contra medidas eletrônicas e sistemas eletrônicos será desenvolvida para a aeronave que entre outras capacidades, será integrada ao amplo sistema de defesa via data link e comunicações por satélites.

As informações dão conta de que a aeronave pode ter uma autonomia superior a dos atuais bombardeiros Tu-160 Black Jack, algo entre 18 e 25 mil km, graças a configuração de seus motores e de seu perfil de voo subsônico, massa total e capacidade de transporte de combustíveis.

Não há informações ainda sobre a motorização a ser utilizada, mas acredita-se que o bombardeiro poderá ser equipado com uma nova versão militar de motores civis.  Outras fontes apontam para o desenvolvimento de uma motorização completamente nova a qual por enquanto, não se tem informações e procedências.

O bombardeiro poderá voar com apenas 2 tripulantes, mas poderá transportar até 4 em missões de longa duração. Para isto a aeronave será equipada com um habitáculo que consiste em dormitório cozinha e banheiros para os tripulantes.Kh-101

A carga de armas da aeronave é prevista para ser aproximadamente a mesma de um bombardeiro Tu -160 Black Jack, situando-se entre 36  e 45 toneladas. A aeronave poderá ser integrada à sistemas não tripulados de armas, podendo inclusive vetorar ataques com aeronaves e mísseis de novas gerações.

É sabido que o bombardeiro poderá transportar uma ampla gama de armas inteligentes, mas as suas armas principais, serão baseadas em mísseis de cruzeiro stealth como o recém desenvolvido Kh-101 de longo raio e mísseis hipersônicos atualmente em desenvolvimento.

A produção do primeiro protótipo é prevista para ser iniciada em 2016 e o protótipo 01 deve voar em meados de 2018. A força Aérea russa programa-se para ter a sua primeira unidade equipada com cerca de 16 Bombardeiros já em 2025. Espera-se que o primeiro regimento esteja plenamente operacional já no ano seguinte, em 2026.

Atualmente os regimentos de bombardeiros estratégicos da Força Aérea Russa estão alocados em três bases, sendo elas Engels, Ukrainka  e Belaya, porém informações recentes dão conta da criação de mais uma nova base  que alocará mais um regimento a ser criado a partir de 2025.

Os primeiros regimentos de bombardeiros pesados a serem equipados com o novo Bombardeiro serão provavelmente os atualmente locados na Base Aérea de Engels, equipados com aeronaves Tu -160 e Tu-95MS, respectivamente.  É sabido que as unidades Tu-160 poderão operar ainda além de 2030, sendo provavelmente alocadas em regimentos de outras bases aéreas.

A força Aérea Russa opera cerca 181 bombardeiros, sendo eles 107 dos três modelos da Família Tu-22, 58 do modelo Tu-95 e 16 do modelo Tu-160 Black Jack. O comando de aviação de longo raio da força Aérea Russa prepara-se para se equipar com pelo menos 80 aeronaves deste modelo, que  vão substituir os demais atualmente em operação.

Supõe-se que pelo menos quatro regimentos seriam equipados com os bombardeiros, porém, o número pode ser superior atingido cerca de 120 aeronaves para a Força Aérea e ainda maior, na eventualidade da recriação dos regimentos de bombardeiros de longo raio da Marinha Russa que recentemente voltaram a discussão, em se confirmando a recriação das unidades da Marinha,  seriam necessários pelo menos outras  40 aeronaves equipando-se assim a Marinha com pelo menos 2 regimentos de bombardeiros estratégicos.

O número de bombardeiros poderá chegar a pouco mais de uma centena e meia de vetores, dependendo das circunstâncias econômicas, políticas e estratégicas da virada dos anos 30 deste século.

Ao contrário do que se vem especulando a Rússia não pretende desenvolver o bombardeiro em parceria com nenhuma nação, nem muito menos fornecê-lo a potenciais clientes, como chegou-se aventar recentemente de um possível interesse indiano e outro Chinês, numa parceria com a Rússia.

O escritório de projetos trata o programa PAK DA como um dos sistemas de armas mais estratégicos da Rússia, posicionando-o lado a lado coma  defesa Aeroespacial, e cibernética, a força de submarinos lançadores e mísseis balísticos intercontinentais que fazem parte do arsenal de dissuasão nuclear da Rússia, não havendo assim possibilidade de cooperação com eventuais parceiros.

Outro setor pouco falado na mídia e que igualmente é de fundamental importância para o comando de aeronaves de longo raio da Força Aérea russa, é das aeronaves de apoio aos bombardeiros.

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A Rússia discute a possibilidade de desenvolvimento de uma aeronave reabastecedora para suprir as necessidades dos comandos estratégicos uma vez que o número de reabastecedores Il-76 é ínfimo e insuficiente para dotar os regimentos de longo raio da capacidade de permanência por longos períodos em patrulhas distantes. A força Aérea Russa terá que investir na aquisição de cerca de outros 80 reabastecedores para dotar assim estas unidade com aeronaves desta função, garantindo assim a  operacionalidade dos comandos estratégicos na virada dos anos 30 deste século.

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