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Brasil Geopolítica Opinião

“Crítica ao Brics como organização fraca não tem fundamento”- Vadim Lukov

As críticas ao grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) como sendo uma “organização fraca”, que corre o risco de se transformar em um bloco político militar, não tem fundamento, segundo declaração do embaixador itinerante do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Vadim Lukov.

“Muitas vezes ouvimos que os países dos Brics têm interesses diferentes, de modo que a organização terá uma vida curta”, disse Lukov em um fórum de jovens líderes do Brics no Instituto Estatal de Relações Internacionais, em Moscou.

“Mas as relações entre esses países são construídas por meio de quatro princípios básicos: interesse comum dos países em reformas do sistema monetário e financeiro, compromisso com o direito internacional, cooperação econômica para estimular o crescimento econômico e a necessidade urgente de modernização. E um sistema que se baseia em quatro pilares me parece muito estável.”

Ele disse não compartilhar da opinião de que os países dos Brics vêm enfrentando dificuldades em termos de desenvolvimento econômico. “As taxas de crescimento realmente diminuíram”, admitiu, “mas, no entanto, a média de taxas de crescimento agregadas desses países será de 4,2% este ano, enquanto o sistema financeiro do grupo dos sete vai apresentar uma média de crescimento agregado de apenas 1,2%”.

“Outro argumento que ouvimos é que os Brics podem se transformar em um bloco político militar”, continuou Lukov. Segundo ele, o fato de que os países se manifestaram a favor da Rússia após as recentes sanções representa “uma posição política nobre”. “A Rússia aprecia essa posição e somos gratos aos nossos parceiros por isso”, finalizou.

Publicado originalmente pela agência Itar-Tass

Fonte: Gazeta Rússa

 

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Conflitos Destaques Geopolítica

Aumenta tensão entre Rússia e Ucrânia

O presidente interino da Ucrânia, Olexandr Turchinov, acusou a Rússia neste domingo (13/04) de “conduzir uma guerra” contra os ucranianos. O discurso feito à nação ocorreu um dia após uma série de ataques de grupos armados pró-russos no leste do país. Ele garantiu que Kiev não deixará “a Rússia repetir o cenário da Crimeia nas regiões do leste”, referindo-se à anexação da península ucraniana no Mar Negro pelo governo em Moscou.

“Sangue foi derramado na guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia”, afirmou Turtchinov. “E o agressor não para e continua organizando tumultos no leste do país.” O presidente destacou ainda o lançamento de “uma grande operação antiterrorismo” para acabar com os confrontos no país.

Diante do aumento da tensão na região, Moscou pediu na noite deste domingo uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU para discutir a crise no leste da Ucrânia. Segundo o porta-voz do governo russo, o país levará a questão também à Organização para Segurança e Cooperação na Europa. O Ministério russo do Exterior considera as ações do governo em Kiev uma “guerra contra seu próprio povo”.

Confrontos deixam vítimas

A “operação antiterrorismo” da polícia ucraniana contra grupos pró-russos fez vítimas de ambos os lados neste domingo na cidade de Slavyansk. Segundo o ministro ucraniano do Interior, Arsen Avakov, um agente do serviço secreto foi morto e cinco policiais ficaram feridos.

O número de vítimas entre os separatistas, porém, é desconhecido. Avakov os acusa de haver empregado “escudos humanos” e de atirar “para matar” contra as forças especiais. Os moradores da cidade no leste da Ucrânia foram instados a não deixar suas casas e a se manter longe das janelas.

Pela manhã, o ministro ordenara uma “luta antiterror” contra os militantes pró-russos que haviam tomado o controle sobre Slavyansk na noite de sábado. Sob os brados de “Rússia! Rússia!” dos numerosos espectadores, 20 homens em uniformes camuflados haviam invadido o quartel-general da polícia um dia antes, no sábado.

De acordo com Avakov, a intenção principal do grupo era se apossar das 20 metralhadoras e 400 pistolas guardadas na unidade e “distribuí-las entre os manifestantes”. Em seguida, os militantes atacaram a sede do serviço de inteligência SBU e um prédio administrativo. Na prefeitura, içaram a bandeira russa, e ergueram barricadas nas estradas de acesso à cidade de 100 mil habitantes.

“Agressão russa”

Na capital regional Donetsk, cerca de 100 quilômetros de Slavyansk, 200 pró-russos armados de bastões invadiram a sede da polícia, cujo chefe cedeu à pressão dos ativistas.

Avakov ainda informou que na cidade de Kramatorsk, a 95 quilômetros da fronteira da Ucrânia com a Rússia, cerca de 20 homens tomaram o quartel-general da polícia, após troca de tiros. Há também notícias de choques em Krasnyi Lyman (na província de Donetsk Oblast), onde “combatentes armados” atacaram a polícia com fuzis kalashnikov que, nas palavras do ministro do Interior, “só existem nas Forças Armadas russas”.

Em sua página no Facebook, o ministro Avakov declarou que “as autoridades da Ucrânia encaram os eventos de hoje como uma demonstração de agressão por parte da Federação Russa”.

Os ativistas exigem de Kiev um referendo sobre a independência do leste no país. Devido à crise na região, o presidente Oleksander Turchinov convocou o Conselho de Segurança Nacional neste domingo.

Potências ocidentais: ameaças e mediação

Em resposta aos últimos acontecimentos na Ucrânia, os Estados Unidos dirigiram novas ameaças a Moscou. Em telefonema com seu homólogo russo, Serguei Lavrov, o secretário de Estado americano, John Kerry, aludiu a operações “coordenadas” no leste ucraniano, realizadas por militantes equipados com armas especiais russas.

Kerry traçou paralelos da atual situação com os acontecimentos recentes na Crimeia, que antecederam a anexação da península pela Rússia, e ameaçou Moscou com “mais consequências”, caso não tome medidas para uma distensão no leste do país vizinho.

Lavrov voltou a rechaçar as acusações de Washington. Segundo ele, a crise teria sido causada pelo governo “inepto” em Kiev, conforme divulgou agência de notícias Itar-Tass, citando o ministro. Ainda para ele, a liderança ucraniana ignora os direitos dos cidadãos de idioma russo.

Em 22 de abril, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, viaja para a capital ucraniana, onde conversará com representantes do governo. De acordo com um comunicado da Casa Branca, durante a visita ele pretende enfatizar a “o forte apoio americano a uma Ucrânia democrática unida, que decide sobre seus próprios caminhos futuros”.

Para a próxima quinta-feira, em Genebra, está programado o primeiro encontro direto entre a Rússia, EUA, Ucrânia e União Europeia. Segundo o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, a primeira meta será a “desescalada” da tensão. A longo prazo, os negociadores pretendem “evitar o colapso político e econômico da Ucrânia e cuidar para que ela permaneça coesa, enquanto país”. “Isso é mais difícil do que muitos creem”, afirmou Steinmeier.

AV/afp/dpa/rtr/lusa

 

Fonte: DW.DE

Bandeira russa erguida sobre ocupações em Slavyansk e em outras cidades no leste da Ucrãnia

EUA alertam que Rússia está por trás dos ataques na Ucrânia

Os ataques de grupos armados pró-russos nas cidades do leste da Ucrânia têm sinais de um envolvimento de Moscou, alertou neste domingo a embaixadora americana ante a ONU, Samantha Power.

“Tem todos os sinais do que vimos na Crimeia, é profissional, está coordenado, não há nada local. Em cada uma das seis ou sete cidades onde estão ativos (os ataques), as forças fazem exatamente a mesma coisa. Assim, que não há dúvidas de que isso possui sinais de envolvimento de Moscou”, afirmou Power à rede ABC.

A União Europeia também pediu neste domingo que a Rússia “cesse com todas as tentativas de desestabilização da Ucrânia”.

O governo de Kiev enfrenta focos de insurreição armados pró-russos no leste do país.

Esses confrontos provocaram mortos e feridos nos dois lados, segundo o ministro ucraniano do Interior, Arsen Avakov.

 

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica

Ucrânia anuncia ofensiva de “grande escala” contra rebeldes

KIEV, 13 Abr (Reuters) – As Forças Armadas da Ucrânia pretendem lançar uma operação de “grande escala” contra o terrorismo para combater militantes separatistas pró-Rússia, disse no domingo o presidente em exercício Oleksander Turchinov, elevando o risco de um confronto militar com Moscou.

Enfurecido com a morte de um oficial de segurança do Estado e pelos ferimentos causados em outros dois membros de órgãos de ordem pública em um confronto na cidade de Slaviansk, Turchinov deu prazo até segunda-feira a rebeldes que ocupam prédios públicos para que deponham as armas.

Turchinov acusou a Rússia, que se opôs ao levante pró-Europa que forçou a saída do poder do ex-presidente ucraniano Viktor Yanukovich, apoiado pela Rússia, de estar por trás da série de levantes em cidades, cujo idioma que falam é o russo, na região leste da Ucrânia.

“O sangue de heróis ucranianos foi derramado na guerra que a Federação Russa está travando contra a Ucrânia”, disse o presidente em um pronunciamento à nação.

“O agressor não parou e segue disseminando desordem no leste do país.”

O Ministério de Relações Exteriores russo chamou a operação militar planejada pela Ucrânia de “ordem criminosa” e afirmou que o Ocidente deve manter sob controle seus aliados no governo da Ucrânia.

“Agora é responsabilidade do Ocidente evitar uma guerra civil na Ucrânia”, disse em comunicado o ministério.

A nota afirma ainda que colocará na pauta do Conselho de Segurança da ONU uma discussão urgente sobre a situação no leste ucraniano.

Apesar de militares da Ucrânia não terem resistido com força à anexação russa da península ucraniana da Crimeia, Turchinov ameaçou com uma ação robusta contra rebeldes no leste.

Vídeo: Melicianos pró federalização da Ucrânia na região próxima a Donetski, tomam o posto da polícia após confrontos, segundo relatado não houve feridos…

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Fonte: Reuters

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Defesa Mísseis Sistemas de Armas Sistemas Navais

Submarinos recebem novo míssil balístico

Novo míssil balístico Liner incorporado à Marinha russa representa versão atualizada de seus antecessores.

Submarinos recebem novo míssil balístico
De acordo com os representantes da Marinha, os mísseis Liner são necessários para que as Forças Navais Estratégicas da Rússia mantenham-se no nível atual Foto: PhotoXPress

Os submarinos estratégicos do projeto “Delfin” (Golfinho) que integram a Frota Norte serão equipados com os mísseis Liner, o que permitirá ao Agrupamento Noroeste de Submarinos Nucleares manter um alto nível de prontidão de combate até, no mínimo, 2025.

 

Raio-X: Liner

Comprimento: 15 metros

Diâmetro: 1,9 metros

Massa de lançamento: superior a 40 toneladas.

Movimento em profundidade: até 55 metros

Velocidade: 7 nós

O programa de testes de voo do Liner foi concluído em outubro de 2011. No total, foram realizados dois lançamentos de teste do míssil. Espera-se que como parte integrante do armamento dos submarinos do projeto “Delfin”, os novos instrumentos sejam utilizados alternadamente com os mísseis balísticos modernizados Sineva.

Embora tenha se originado do Sineva e mantenha as mesmas características de voo, o Liner é dotado de sistemas mais avançados de superação das defesas antimísseis e maior alcance. Além disso, o novo míssil proporciona a possibilidade de combinar a carga útil e é capaz de transportar de 9 até 12 ogivas de baixa potência.

De acordo com os representantes da Marinha, os mísseis Liner são necessários para que as Forças Navais Estratégicas da Rússia mantenham-se no nível atual, enquanto os submarinos da próxima geração, que fazem parte do projeto 955 “Borei”, com mísseis Bulava, estão sendo construídos e integrados ao armamento. Até agora, dois submarinos do “Borei” foram incorporados, o terceiro está sendo submetidos a testes, e o quarto permanece em construção.

Apesar das vantagens oferecidas pelo Liner, as autoridades adiantam que futuramente não se planeja desenvolver mísseis do tipo Liner, já que o foco serão os mísseis balísticos marítimos que utilizam combustíveis sólidos, por serem menos perigosos no manuseio.

Fonte: Gazeta Russa

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Defesa Tecnologia Vídeo

Vídeo: Defexpo Índia 2014, novos sistemas para MBT e IFV

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Sugetsão: Leonardo Rastelli

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Defesa Sistemas de Armas

Rússia investe trilhões de rublos no reequipamento das Forças Armadas

MBTA Rússia vai investir 20 trilhões de rublos, isto é, mais de 400 bilhões de euros, no programa de rearmamento do exército e da marinha, de forma a ter em 2020 um exército munido de armas inteligentes – informou hoje o vice-presidente do governo da Federação Russa, Dmitri Rogozin.

Isto quer dizer que 30% de todo o equipamento das forças armadas será renovado até o ano de 2015 e que em 2020 70% do armamento do exército e da marinha será o mais moderno – disse Rogozin.

O alto responsável revelou ainda que será investida uma soma complementar de três trilhões de rublos, isto é, mais de 60 bilhões de euros, no reequipamento técnico das empresas do setor.

Fonte: Voz da Rússia

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Conflitos Geopolítica Inteligência

Donetsk: polícia passa para o lado dos manifestantes

Ucrânia, crise, política, Berkut

Foto: unian.net

As forças especiais da polícia ucraniana (antigo Berkut) que chegaram para negociações ao prédio do Departamento Regional de Donetsk, bloqueado pelos apoiantes da federalização da Ucrânia, anunciaram que apoiam os manifestantes e se recusam a obedecer ao comando em Kiev.

Além disso, os militares das forças especiais se recusaram a partir da cidade de Donetsk em direção a Slavyansk, onde outro grupo de manifestantes ocupou o prédio da administração local, relata a mídia.

“Nós não vamos dispersar os civis, porque não queremos que eles sejam tratados como os ativistas do movimento pró-europeu Euromaidan”, disse um dos soldados. “Nós deixamos de obedecer a Kiev, porque não percebemos quem é legítimo”, acrescentou ele.

Fonte: Voz da Rússia

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Brasil Negócios e serviços Vídeo

Vídeo: Renault Sherpa versão civil – Para os amantes do 4X4

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Geopolítica História Opinião

12 de abril de 1945: Morre Franklin Delano Roosevelt

Franklin D. Roosevelt

Desde sua quarta reeleição, em 1944, Franklin Delano Roosevelt era um homem doente, sofrendo de hipertensão e sérios problemas cardíacos. Contudo, a notícia de sua morte paralisou a nação norte-americana, que enfrentava os últimos combates na Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos acabavam de perder o único homem que ocupou a presidência do país durante 12 anos.

Sucesso em época de crise econômica

Sua primeira vitória eleitoral fora em novembro de 1932, contra Herbert Hoover, então em exercício. A crise econômica mundial grassava, 14 milhões de norte-americanos estavam desempregados, centenas de milhares amargavam miséria.

Roosevelt agiu rapidamente. O New Deal (Novo acordo) englobava medidas como um programa de ocupação profissional, créditos a juros baixos e a implementação da seguridade social que existe até hoje. Esses esforços foram bem-sucedidos e recompensados com a esmagadora vitória de Roosevelt nas eleições presidenciais de 1936.

Atuação no cenário internacional

Agora o quadro era outro, pois a política norte-americana estava sob crescente influência dos acontecimentos na Europa. Os ditadores à frente da Alemanha e da Itália não eram exatamente amantes da paz. Roosevelt classificou a situação como uma epidemia de imoralidade e criminalidade, convocando a comunidade mundial para combatê-la.

Mas somente em 11 de dezembro de 1941, quatro dias após o ataque japonês em Pearl Harbour, veio a decisão de declarar guerra ao Japão, Alemanha e Itália. Ele atravessou quase quatro anos dessa guerra e as negociações sobre o futuro, porém não viveu o suficiente para vê-las tornarem-se realidade.

Do ponto de vista histórico, Roosevelt é uma personagem controvertida. Isso não impediu que durante muito tempo sua política continuasse sendo admirada. Quando presidente dos EUA, Bill Clinton evocou seu nome ao anunciar a reforma do sistema de saúde. Porém nenhum outro repetirá a façanha de ocupar quatro mandatos seguidos: desde a morte de Franklin Roosevelt, a lei limita em oito anos a permanência máxima do presidente norte-americano no cargo.

 

Fonte: DW.DE

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América Latina Conflitos Geopolítica Opinião

Malvinas: Argentina denuncia manobras militares britânicas

Imagem meramente ilustrativa

O governo da Argentina denunciou nesta sexta-feira como “um novo ato de agressão colonial” os exercícios militares do Exército britânico nas Ilhas Malvinas, que têm sua soberania reivindicada por Buenos Aires.

Os exercícios militares programados para acontecer entre 14 e 27 de abril são “provocações e atos hostis contra a Argentina por parte de uma potência nuclear”, declarou o chanceler argentino, Héctor Timerman.

O vice-chanceler argentino, Eduardo Zuain, convocou o embaixador britânico em Buenos Aires para entregar “uma nota de forte protesto contra esta nova demonstração de força em uma zona de paz”, segundo declaração lida por Timerman.

As autoridades argentinas compararam os mísseis que serão lançados a partir das Ilhas Malvinas durante os exercícios com aqueles usados pelas forças britânicas no Afeganistão.

Em 2010, a Argentina já havia protestado contra exercícios militares britânicos nas águas territoriais do arquipélago das Malvinas.

De acordo com a declaração, nas Malvinas, onde a população é de 2.500 habitantes, há um militar para cada dois civis.

Na semana passada, a presidente argentina, Cristina Kirchner, denunciou a existência de uma base nuclear britânica nas ilhas, em ocasião do 32º aniversário da Guerra das Malvinas.

O Reino Unido rejeitou as acusações como “totalmente falsas” e garantiu que a sua presença militar na área havia sido reduzida ao “mínimo necessário para defender as ilhas”, localizadas a mais de 13.000 km de Londres.

A Argentina, derrotada militarmente pelo Reino Unido em 1982, ainda reivindica a soberania sobre estas ilhas localizadas a 500 km da sua costa e ocupadas pelos britânicos desde 1833.

A Guerra das Malvinas, declarada pelo governo da Argentina, provocou a morte de 649 argentinos e de 255 britânicos. A derrota da Argentina precipitou a queda da ditadura no país.

AFP

 

Fonte: Terra

Governo britânico nega estar militarizando as Malvinas

Complexo militar britânico Mount Pleasant nas Malvinas

Grã-Bretanha negou neste sábado que está militarizando a zona das Malvinas e assegurou que os exercícios militares programados entre 14 e 27 de abril são de rotina, um dia depois que a Argentina denunciou um “novo ato de agressão colonial”. “As afirmações da Argentina de que estamos ‘militarizando’ o Atlântico Sul são completamente falsas”, dissse porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

“O número das forcas britânicas diminuiu ao mínimo necessário para defender as ilhas”, assegurou o funcionário da chancelaria britânica. “A insinuação argentina de que o Reino Unido está tentando ameaçar militarmente Argentina ou a região em seu conjunto são totalmente sem fundamento, assim como a insinuação de que colocamos armas nucleares na região”, acrescentou.

Na véspera, o governo da Argentina denunciou como “um novo ato de agressão colonial” os exercícios militares do Exército britânico nas Ilhas Malvinas, que têm sua soberania reivindicada por Buenos Aires. “Os exercícios militares são “provocações e atos hostis contra a Argentina por parte de uma potência nuclear”, declarou o chanceler argentino, Héctor Timerman.

O vice-chanceler argentino, Eduardo Zuain, convocou o embaixador britânico em Buenos Aires para entregar “uma nota de forte protesto contra esta nova demonstração de força em uma zona de paz”, segundo declaração lida por Timerman.

As autoridades argentinas compararam os mísseis que serão lançados a partir das Ilhas Malvinas durante os exercícios com aqueles usados pelas forças britânicas no Afeganistão. Em 2010, a Argentina já havia protestado contra exercícios militares britânicos nas águas territoriais do arquipélago das Malvinas.

De acordo com a declaração, nas Malvinas, onde a população é de 2,5 mil habitantes, há um militar para cada dois civis. Na semana passada, a presidente argentina, Cristina Kirchner, denunciou a existência de uma base nuclear britânica nas ilhas, em ocasião do aniversário de 32 anos da Guerra das Malvinas.

A Argentina, derrotada militarmente pelo Reino Unido em 1982, ainda reivindica a soberania sobre estas ilhas localizadas a 500 km da sua costa e ocupadas pelos britânicos desde 1833.

A Guerra das Malvinas, declarada pelo governo da Argentina, provocou a morte de 649 argentinos e de 255 britânicos. A derrota da Argentina precipitou a queda da ditadura no país.

AFP

 

Fonte: Terra

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Conflitos Geopolítica

Ucrânia acusa Rússia de “ato de agressão” após ataques de separatistas

A Ucrânia considerou os ataques de separatistas pró-Rússia no leste do país neste sábado (12) como um “ato de agressão da Rússia”, disse o ministro do Interior, Arsen Avakov.

“Unidades dos ministérios do Interior e da Defesa estão implementando um plano de resposta operacional”, disse em comunicado publicado em sua página do Facebook.

Militantes pró-russos fincaram suas bandeiras em prédios oficiais em duas cidades do leste da Ucrânia neste sábado, ampliando o impasse com Moscou, enquanto Kiev alertou que a crise está levando a Europa para uma “guerra do gás” que poderá interromper o fornecimento no continente.

Ao menos 20 homens armados com pistolas e rifles ocuparam a delegacia de polícia e os prédios dos serviços de segurança em Slaviansk, a cerca de 150 km da fronteira com a Rússia.

Autoridades disseram que os homens apreenderam centenas de pistolas dos arsenais dos edifícios. Os militantes substituíram a bandeira ucraniana de um dos prédios pela bandeira vermelha, branca e azul da Rússia.

Alguns moradores ajudaram os militantes a construir barricadas com pneus, esperando que a polícia tentará forçar a retirada deles, presenciou um repórter da Reuters. Mas não estava claro como as autoridades retirariam os militantes depois que o chefe da polícia da região anunciou ter deixado o cargo.

Kostyantyn Pozhydayev saiu do prédio para falar com os manifestantes pró-Rússia na capital regional, Donetsk, e disse que estava renunciado “de acordo com suas demandas”. Alguns de seus funcionários deixaram o edifício.

Os manifestantes estavam ocupando o primeiro andar dos prédios da polícia de Donetsk e a bandeira preta e laranja adotada por separatistas pró-russos foi colocada no topo do edifício, substituindo a bandeira ucraniana, disse um repórter da Reuters.

As ocupações são importantes porque se os manifestantes forem mortos ou feridos por forças ucranianas, isso pode levar o Kremlin a intervir para proteger a população russa local, um cenário já visto na Crimeia.

Moscou nega qualquer plano de enviar tropas para dividir a Ucrânia, mas autoridades de Kiev acreditam que a Rússia está tentando criar um precedente para intervir novamente. A Otan disse que as forças russas estão mobilizadas na fronteira com a Ucrânia, mas Moscou afirma se tratar de manobras rotineiras.

O ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Deshchytsia, disse ter conversado por telefone com o chanceler russo, Sergei Lavrov, e pediu que Moscou interrompa o que chamou de “ações de provocação” por seus agentes no leste da Ucrânia.

A Rússia e a Ucrânia têm se confrontado desde que protestos em Kiev forçaram o presidente pró-Rússia a deixar o cargo, e o Kremlin enviou tropas para a Crimeia.

Alerta da Rússia

A Rússia alertou os Estados Unidos neste sábado que qualquer ação armada por parte das autoridades ucranianas no leste da Ucrânia frustraria esforços por uma solução diplomática para o conflito e colocaria em risco negociações de paz.

O Ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, fez o alerta por telefonema ao Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, que mostrou preocupação com o fato da Rússia estar “incitando” conflitos no leste da Ucrânia, disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado.

Separatistas pró-Rússia têm ocupado prédios oficiais em cidades do leste da Ucrânia nos últimos dias.

Lavrov disse que a Ucrânia está “demonstrando sua falta de capacidade de se responsabilizar pelo futuro do país”.

Ele afirmou ainda que qualquer uso de força contra os separatistas russos no leste ucraniano irá “minar o potencial de cooperação… incluindo as negociações pela paz entre as quatro partes em Genebra” em 17 de abril entre Rússia, Ucrânia, Estados Unidos e União Europeia.

REUTERS

 

Fonte: UOL

Kerry ameaça Rússia com mais consequências por Ucrânia

Secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, ameaçou neste sábado seu colega russo, Sergei Lavrov, com “consequências adicionais” se a Rússia não agir para diminuir a tensão no leste da Ucrânia, depois que os ativistas pró-russos tomaram três delegacias e um prédio oficial nessa região.

Durante uma conversa por telefone no sábado à tarde, Kerry “deixou claro que se a Rússia não der passos para diminuir a tensão no leste da Ucrânia e retirar suas tropas da fronteira da Ucrânia, haverá consequências adicionais”, informou a jornalistas uma fonte do Departamento de Estado.

“Kerry expressou sua grande preocupação que os ataques de hoje por parte de militantes armados no leste da Ucrânia tenham sido orquestrados e sincronizados, de forma similar a ataques anteriores no leste da Ucrânia e na Crimeia”, disse a fonte em comunicado.

“Os militantes estavam equipados com armas especializadas russas e com os mesmos uniformes que as forças russas que invadiram a Crimeia vestiam”, acrescentou.

Os ativistas pró-russos exibiram este sábado sua força frente a Kiev ao tomar a sede regional do Ministério do Interior e também as delegacias da Polícia em três cidades da região de Donetsk, no sudeste de fala russo da Ucrânia.

Os agentes que estavam no prédio ministerial deixaram entrar sem opor resistência um grupo de ativistas da chamada República Popular de Donetsk (RPD), alguns vestidos com uniformes de camuflagem, armados com tacos de beisebol e com o rosto escondido.

Pouco depois, os ativistas saíram do edifício para deixá-lo em mãos de um grupo de agentes da Polícia antidistúrbios “Berkut”, contrários ao governo interino em Kiev, que entraram na sede governamental uniformizados e armados com fuzis de assalto Kalashnikov.

O governo dos EUA ordenou uma série de sanções, as últimas ratificadas na semana passada pelo Congresso, contra pessoas e entidades tanto russas como ucranianas por seu apoio ao Kremlin na anexação da Crimeia.

EFE

 

Fonte: Terra

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Conflitos Economia Geopolítica Negócios e serviços Opinião

Por que a União Europeia não pode rejeitar o gás russo

Em Bruxelas, a Comissão Europeia está novamente discutindo a questão do abastecimento com  gás russo. Estão em pauta a confiabilidade, a base contratual e as formas de limitar a dependência. Enquanto isso, os EUA incitam a Europa a rejeitar o combustível russo. Em troca, o Canadá anuncia a intenção de exportar gás liquefeito (GNL), e a Ucrânia fala em reverter gás da Eslováquia.

Além das declarações de cunho político, não existe qualquer premissa de ordem econômica por trás dessas conversações. Mais que isso, ao contrário dos outros fornecedores, a Rússia continua sendo o único país capaz de aumentar o fornecimento de gás natural para a Europa.

Segundo o diretor-geral do Instituto da Energia Nacional, Serguêi Pravosudov, esse cenário fantasioso no qual o gás russo seria rejeitado poderá se concretizar somente se, em algum lugar do mundo, conseguirem descobrir como produzir energia barata através de fusão termonuclear, em escala industrial.

Cabe, então, analisar as perspectivas futuras do mercado de gás europeu com base nos volumes de combustível direcionados para a Europa ou que poderão surgir lá em um futuro próximo. Atualmente, o gás segue para a UE a partir de cinco grandes fornecedores. A Rússia ocupa o primeiro lugar, seguida pela Noruega, Argélia, Holanda e Qatar. “No ano passado, apenas dois fornecedores aumentaram o suprimento: Rússia e Holanda”, diz Pravosudov.

Além disso, a exportação de gás russo atingiu o volume recorde de 161,5 bilhões de metros cúbicos de gás, em comparação com 2012 (138,8 bilhões de metros cúbicos). O preço do produto foi reduzido, em média, em 5,5% e chegou a 380 dólares por 1000 metros cúbicos. A Holanda, por sua vez, declarou que futuramente irá reduzir o fornecimento em 20%, já que seus antigos depósitos estão se esgotando.

A Noruega também não promete um crescimento significativo e, a partir de 2020, reduzirá os gastos com prospecção de novas jazidas para aumentar a produção. Na Argélia, o consumo interno de gás está crescendo e, assim como o Qatar, está aumentando o fornecimento de GNL para a China, Coreia, Japão, onde o gás é muito mais caro. Desse modo, não sobra quase nada para a Europa.

Outra questão importante é a construção de terminais de recebimento de gás natural liquefeito na UE. As conversas sobre o recebimento de GNL já se prolongam há dez anos na Europa. Tanques especiais foram construídos, por exemplo, na Espanha, onde estão sendo preenchidos em até 30% de sua capacidade e os seus proprietários estão incorrendo em prejuízos.

Nesse contexto, Pravosudov acredita que a questão mais importante é se a América do Norte conseguirá lançar no mercado da UE o volume de gás natural liquefeito necessário, conforme prometido, e para isso aumentar a sua produção interna. A resposta é não, de acordo com a análise  do capital investido pelos EUA em exploração e perfuração de novos poços. Em 2013, a quantidade de perfurações foi a menor dos últimos 15 anos. Em comparação com 2008, diminuiu três vezes.

A queda abrupta da quantidade de perfurações, e paralelamente da produção de GNL, é explicada pelo crescente interesse dos americanos voltado à produção de gás de xisto e agora também ao petróleo de xisto, cujo custo nos EUA é de 70 dólares por barril. Apesar de ser muito difícil extraí-lo de rochas em grandes profundidades, os EUA conseguiram progressos nesse tipo de produção. Entretanto, a demanda interna por GLN, por parte dos motoristas e da indústria de energia, está crescendo no país.

Os especialistas afirmam que, nos próximos anos, os EUA não só não começarão a exportar GNL em grande escala, devido à diminuição da produção e do crescimento dos preços no mercado interno, como serão obrigados a aumentar a quantidade disponível desse produto, recorrendo ao vizinho Canadá – para quem os EUA serão prioridade.

Houve um tempo quando na UE elaboravam ‘roteiros’ e gráficos com prazos para redução potencial da quantidade de gás russo até 2050. O cálculo incluía a premissa de que até 2020, na Austrália, no Mediterrâneo Oriental e na Nova Guiné surgirá uma nova geração de usinas de gás natural liquefeito e parte da produção irá para a UE, concorrendo com o combustível russo”, explica o presidente do Instituto de Energia e Finanças, Vladímir Feiguin. “Por um lado, isso não é um processo rápido, por outro, as estimativas no plano econômico não foram concluídas. De modo geral, permanece como um problema estratégico.

 

Fonte: Gazeta Russa