Defesa & Geopolítica

O BRASIL E SEU PODER NO MUNDO INTERNACIONAL

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Nadu Big Boss

O Brasil e o G20:

            Após a segunda guerra mundial o mundo foi dividido em três partes, primeiramente foram os vencedores, países que participaram ativamente da guerra, enviando muitas tropas ou com a guerra em seu território, como a França e outros. Em segundo foram os países derrotados, Alemanha, Itália e Japão. Por ultimo os países coadjuvantes que participaram de forma amena na guerra ou que foram neutros como Suécia, África do Sul, etc. Dos vencedores surgiu o Conselho de Segurança, o mais importante órgão internacional, porém com o decorrer da historia, vários países foram se desenvolvendo e enriquecendo, principalmente os países que perderam a guerra que após os anos 70 se tornaram extremamente ricos.

            No mundo de hoje, existem mais de 120 países porém, apenas 20 destes possuem 80% do mercado mundial e do lucro, estes países que comandam o mundo normalmente se reúnem em busca do interesse individual como guerra cambial, empréstimos do FMI, ajuda a instituições privadas e vários outros temas próprios. Nas reuniões do G20, vence quem gritar mais alto porém, ultimamente o Brasil vem sussurrando neste plenário, mas por quê?

            A resposta não é simples porém é explicável: como um país que não cumpre as próprias metas internas pode dizer o que deve ser feito no mundo externo?

Muitos dizem que não existe co-relação entre os fatos e que a única variável que importa é o poder econômico que o Brasil exerce no mundo externo. Logos vos digo, não temos poder nenhum, como exemplo deste fato, a própria Argentina (pais que compõem o acordo amigo chamado Mercosul) impõem taxas e complicações a vários produtos brasileiros, mesmo quando o Brasil não impõe nenhuma taxa a produtos oriundos da Argentina.

            Visto então, qual o papel do Brasil no mundo moderno dentro de um órgão internacional como o G20?

            Hoje a nossa pátria poderia ser a quinta maior economia do mundo, porém exercemos uma influência semelhante a de países como a áfrica do sul ou México. Primeiramente vem a questão óbvia que já foi exaurida neste blog pelos seus vários autores, a questão militar.

            Um país que, por causa de corte de gastos coloca o espaço aéreo mais importante do estado federativo, Brasília, sob a proteção de caças de 2º geração, como os velhos F-5, não merece ser levado a serio. Algumas pessoas podem afirmar que é mais importante o controle da inflação e do crescimento, porém este argumento não se sustenta mais em um pais que arrecada tanto.

            Segundo lugar, somos um país incapaz de cumprir com suas dívidas com outros aliados também ajuda no quesito tratado, por exemplo, como visto nas noticias anteriores, o nosso país irá dar o calote na França no programa de submarinos e de helicópteros (pelo menos é o que tudo indica).

            Por ultimo, podemos falar da fácil aceitação do nosso país com relação a vontade de terceiros, aceitamos com total alegria os embargos de tecnologia dos EUA, aceitamos o rótulo mundial do país da promiscuidade e da traição, aceitamos sermos rotulados como ladrões e enganadores aonde formos, sendo maltratados e ridicularizados. Aceitamos as coisas muito facilmente, como a corrupção que aflige nosso país.

            Agora que já sabemos do problema, como poderemos resolver?

Primeiramente, devemos levar o voto a sério, pois, nós, cidadãos, somos responsáveis pela maior parte dos problemas que existem no Brasil.

Porém, segundo O Dr. Benjamin Rabelo, ex-conselheiro da república do presidente Fernando Henrique, “O momento agora é do Brasil no cenário internacional, temos uma oportunidade nunca antes vista de sermos notados, ouvidos e levados a sério pela posição que exercemos com nossa economia e com a nossa culturas. O Brasil deve continuar a exercer o seu papel de componente em grupos internacionais como o G20, mantendo nossa opinião em todos os órgãos participantes.”

O cenário internacional está mudando, devemos manter-nos presentes em todos os órgãos de cúpula internacional, presentes na ONU, G20 e nas negociações diversas pois, nestas organizações é que podemos de melhor forma apresentar o nosso poder.

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