Defesa & Geopolítica

Ministério da Defesa (MD) banca o Programa Mais Médicos do Govêrno Federal, enquanto às FFAA estão à míngua

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Em audiência pública para discutir e buscar soluções ao orçamento destinado às FFAA para o ano de 2014, o Deputado Federal Jair Bolsonaro pelo PP-RJ (http://pt.wikipedia.org/wiki/Jair_Bolsonaro) discorre sobre a baixa remuneração dos militares, a evasão e a desmotivação patrocinada pelo Governo Federal.
O Deputado Federal Jair Bolsonaro também fala do empenho do Ministro da Defesa, Celso Amorim, em aprovar a Comissão Nacional da Verdade (CNV) e do seu desinteresse em votar a MP 2215, entre outras verdades, sobre a real situação em que vivem os intergrantes das Forças Armadas.
Segundo o Deputado Federal Jair Bolsonaro, “em atenção ao Diário Oficial da União (DOU), dois integrantes da Comissão Nacional da Verdade (CNV) foram designados pelo Ditador Raul Castro ???, exemplo de Direitos Humanos em Cuba pelo Govêrno Federal ???
Também, em atenção ao Diário Oficial da União (DOU), sobre o Programa Mais Médicos, o Deputado Federal Jair Bolsonaro afirma que um dos três Ministérios que bancam o Programa Mais Médicos é o Ministério da Defesa (MD), e que 90% do que é destinado ao programa vão para os irmãos Castro. Os outros dois ministérios, são os Ministério da Educação e o Ministério da Saúde.
Enquanto isso os salários dos militares das FFAA é o mais baixo do Poder Executivo.”
DEFESA RESPONDE SOBRE REMUNERAÇÃO DE MILITARES
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Em tempo: Mais Brasil, menos Cuba

“A presidente Dilma Rousseff transformou em realidade ontem, em Cuba, o que no Brasil ainda não passa de discurso ou sonho distante. A “salvação” dos portos brasileiros foi anunciada em detalhes em 6 de dezembro de 2012.

Não foi o que aconteceu. Não houve até agora nada parecido com a boa vontade e a rapidez com que se viabilizou a aplicação do dinheiro do BNDES em Cuba.

Pelo contrário, os exportadores brasileiros de soja já se preparam em 2014 para mais uma safra de problemas, a partir das porteiras de suas lavouras.”

Correio Braziliense, 28/01/2014

A presidente Dilma Rousseff transformou em realidade ontem, em Cuba, o que no Brasil ainda não passa de discurso ou sonho distante. Ao inaugurar a primeira etapa do Porto de Mariel, a 45km de Havana, ela aumentou sua dívida com a dura verdade de atrasos e ineficiência do setor portuário brasileiro, um dos campeões mundiais em custos e falta de capacidade operacional.

O porto cubano, com moderno terminal de contêineres, custou US$ 957 milhões, dos quais nada menos do que US$ 683 milhões saíram de cofres brasileiros, financiados em condições favoráveis pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). E, segundo anunciou a presidente, para a segunda etapa do projeto, a ser implantada em seguida, não faltarão recursos: “Vamos financiar US$ 290 milhões para implantar zona especial de desenvolvimento”. Sem dúvida, é o sonho de muitas cidades brasileiras, portuárias ou não.

A inauguração do porto cubano ocorre pouco menos de um ano depois que a Sunrise, uma das maiores tradings chinesas importadoras de soja, comunicou ao exportadores brasileiros o cancelamento de uma encomenda de 2 milhões de toneladas do grão, em razão de atrasos inaceitáveis no Porto de Santos. A mercadoria deveria iniciar viagem para a China em fevereiro, mas, na melhor das hipóteses, seria acomodada a bordo em abril. Os chineses, que já haviam tido prejuízos com o atraso de dois embarques anteriores, preferiram abrir mão do preço do grão brasileiro em favor do melhor funcionamento dos despachos pela Argentina.

Pior:

na festa do Porto Mariel, não é certo que Dilma e sua alegre comitiva tenham se lembrado — menos ainda se constrangido — da distância que separa aquela celebração com a pompa e a circunstância que marcaram os primeiros dias de dezembro de 2012, quando foi lançado o até então ousado Programa de Investimentos em Logística (PIP). Somente para o setor portuário, estariam reservados R$ 54,2 bilhões.

A “salvação” dos portos brasileiros foi anunciada em detalhes em 6 de dezembro daquele ano. E a montanha de dinheiro não viria sozinha, pois obras de melhorias rodoviárias e ferroviárias dariam novo enredo ao escoamento da produção nacional, incluindo facilidades de acesso aos principais terminais portuários. Para isso, a iniciativa privada, que deixaria de ser vista como vilã, seria muito bem aceita.

Não foi o que aconteceu. Não houve até agora nada parecido com a boa vontade e a rapidez com que se viabilizou a aplicação do dinheiro do BNDES em Cuba. Pelo contrário, os exportadores brasileiros de soja já se preparam para mais uma safra de problemas a partir das porteiras de suas lavouras. Este ano, o Brasil vai colher mais uma supersafra de grãos (196,7 milhões de toneladas). Só a soja responderá por 90 milhões de toneladas, podendo superar, pela primeira vez, a colheita dos Estados Unidos.

A prioridade aos investimentos em infraestrutura, para destravar o crescimento da economia brasileira — que vai para o terceiro ano de taxas constrangedoras de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) —, foi uma das promessas da presidente aos investidores em Davos. O mundo, além dos brasileiros, está esperando que ela vá além do discurso e aplique mais no Brasil o dinheiro dos brasileiros e, com isso, recupere a confiança do capital internacional no país.

Fonte: Correio Braziliense via Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG)

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