Avião que protege o Brasil é aposentado no último dia de 2013

MIRAGE 2000C2O Mirage 2000 chegou ao Brasil em 2006 e hoje teve a frota de 12 aviões aposentada pela FAB.

O último dia do ano foi também o último dia de trabalho dos caças Mirage, da Força Aérea Brasileira. Responsáveis pela segurança aérea, principalmente da capital, eles vão ser substituídos por aeronaves mais modernas.

O sonho dos pilotos da FAB: o avião cuja missão era proteger o estado brasileiro. O Mirage 2000 foi fabricado na década de 1980. Chegou ao Brasil em 2006. E no último dia do ano a frota de doze aviões foi desativada.

Os mecânicos, conhecidos como anjos da guarda dos céus, fizeram um último trabalho: desarmar o avião que chega a 2.300 km/h, duas vezes a velocidade do som. O caça é autorizado a abater outra aeronave em nome da segurança do país.

“365 dias por ano, 24 horas por dia, existe uma equipe composta por um piloto e os assessores deles, mecânicos, que ficam prontos pra serem acionados num caso de necessidade, pelo sistema de defesa aérea”, explica Capitão Augusto Ramalho, piloto.

O momento exato da aposentadoria do Mirage é quando o caça é desarmado e assim perde a função de fazer a defesa do espaço aéreo brasileiro. Quem assume é o F-5, um avião da década de 70, recentemente modernizado pela Embraer e que agora é o responsável pela segurança do espaço aéreo brasileiro.

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Mas isso até a chegada dos novos caças que o governo está comprando da Suécia. Os gripens entram em ação em 2018. Caças bem mais avançados do que os que estão sendo desativados.

“Seria mais ou menos trocar um carro da década de 80 por um carro atual, com toda parte eletrônica nos carros atuais, seria essa a comparação”, afirma Edimar Divino de Souza, mecânico.

Depois de quatro anos de trabalho, o piloto se prepara pra um último vôo. De Anápolis, Goiás, até o Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Onde a aeronave vai ficar em exposição num museu. E despedida é despedida. Deixa saudade.

“A gente fica um pouco triste que a aeronave tá parando. Mas fica feliz também que porque a missão foi cumprida”, diz Edimar Divino de Souza.

 

Fonte: G1/Jornal Nacional, Edição do dia 31/12/2013 

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