Defesa & Geopolítica

Brasil terá de lidar com dados ruins da economia brasileira no primeiro trimestre de 2014

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Dilma-e-a-Inflação-por-Gilson“O que a presidente tem de fazer não é apresentar compromissos, mas um plano para controlar os gastos e um consistente programa de concessões. O investidor não quer mais promessas.” Jankiel Santos, economista-chefe do Banco Espírito Santo (BES)

RAPIDINHAS DO PLANO BRASIL:

1) Nota do Plano Brasil: “Somente o Bolsa Família custa ao contribuinte brasileiro US$ 24 bi/ano”

O Bolsa Família anual custa ao contribuinte brasileiro US$ 24 bi (US$ 2 bi/mês X 12 meses) = US$ 24 bi/ano. Acrescente mais o montante anual em dolar americano referente ao somatório de todas as outras bolsas e chegamos a conclusão, que para manter o governo atual no poder está custando muito caro para a classe média brasileira. Diga-se de passagem, que os políticos contribuem com zero!

Acessar fonte e ler também comentários (*): 

(*) Alguns comentários:

C.Bolão comentou em 27/12/13 at 15:30

O (des)governo está se debatendo para tentar manter a inflação num nível menos catastrófico. Mas estão apenas represando a catástrofe: para não deixar quebrar a Petrobrás, vão precisar elevar o preço dos combustíveis, o que leva ao aumento de todos os demais produtos… Chega de tentar fazer mágicas. Vocês são apenas aprendizes de feiticeiros.

edson comentou em 27/12/13 at 15:35

Não esta acreditando em prejuizo – o país tem muita reserva para queimar, é assim !!!?? – adiciona os 24bi de prejuizo que a Petrobras teve num único dia, maior que os 15 bi do bônus de libra e vai adicionando tudo que vier….acho que vai refazer este conceito sobre prejuizo!!

John Smith comentou em 27/12/13 at 15:37

Esperem passar as eleições, quem viver verá.

Wilbert comentou em 27/12/13 at 17:39

É uma minoria que vende para o exterior, e precisamos de máquinas e implementos que vem de fora, fora os alimentos como o trigo entre outros. O dolar a 1,95 estava satisfazendo a todos, mas o governo dos empresários não pensa assimO povo que se lasque para aguentar a inflação e futuras greves dos servidores públicos, porque estes não vão aceitar ficar sem as correções inflacionárias.

2) “Receita extra transforma déficit do Tesouro em saldo recorde de R$ 28,8 bilhões”

Ainda que alcance neste mês de dezembro de 2013 o número desejado, a equipe econômica da presidente Dilma Rousseff não conseguirá aplacar a desconfiança de analistas e investidores na solidez da política fiscal.

Primeiro, porque as despesas -principalmente as de caráter permanente, na área social- estão em expansão contínua, em ritmo muito superior ao do crescimento da economia.

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3) “Governo aumenta IOF para saques e gastos à vista no Exterior”

Em pleno período de férias, o governo elevou de 0,38% para 6,38% a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras(IOF) para cartões de débito no Exterior, compras de cheques de viagem (traveller checks) e saques de moeda estrangeira feitos fora do país.

A medida começa a valer neste sábado, 28/12/2013, anunciou o Ministério da Fazenda. Decreto com a medida será publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU).

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4) “Arrecadação federal tem recorde para novembro de 2013 e soma R$ 112,5 bi

Alta foi de 27% em relação a igual mês do ano passado; no ano, total já ultrapassa R$ 1 tri. Receita estima que arrecadação de dezembro de 2013 deve superar o registrado no mesmo mês do ano passado.

O montante é recorde para o mês e representa um crescimento real de 27,08% em relação a 2012. No ano de 2013, o total desembolsado em tributos pela sociedade brasileira bateu, pela primeira vez, a marca de R$ 1 trilhão. O total arrecadado entre janeiro e novembro foi de R$ 1,019 trilhão, uma alta de 3,63% sobre o ano passado.

Nota do Plano Brasil: Onde está o retorno para essa mesma sociedade brasileira, leia-se, classe média brasileira,  afinal de contas o slogan oficial  é que o Brasil é um País de todos!…, ou será de tolos

!

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5) “Pau no lombo da classe média brasileira: “Tabela do IR é corrigida abaixo da inflação pela 18ª vez””

“Tabela do IR é corrigida abaixo da inflação pela 18ª vez”

A tendência pode ser observada desde 1996, quando houve o congelamento da tabela do IR, que durou até 2001

Pelo 18º ano seguido, a tabela do Imposto de Renda (IR) será corrigida abaixo da inflação em 2014. A defasagem, que deverá fechar este ano próxima de 66%, faz que o Fisco chegue ao bolso de cada vez mais brasileiros, consumindo os novos rendimentos. Essa discrepância ainda se soma ao aumento do salário mínimo, também superior à correção da tabela. No próximo ano, o mínimo será elevado para R$$ 724, uma alta de 6,78% ante os R$$ 678 atuais.

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Dilma vai a Davos para melhorar imagem do Brasil

Presidente participa pela primeira vez de Fórum Econômico Mundial e quer ampliar peso do país no evento

GABRIELA VALENTE 

BRASÍLIA – Desde que assumiu o governo, em 2011, pela primeira vez, a presidente Dilma Rousseff chefiará a comitiva brasileira que participará do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, no dia 24 de janeiro.Segundo fontes da equipe econômica, ela decidiu ir a Davos, porque quer ampliar o peso da participação do Brasil no fórum e influenciar as expectativas em relação ao país. O desafio é dissipar a má impressão causada pelas manobras contábeis, resistência da inflação e pelo baixo crescimento brasileiro. Tudo isso pode levar as agências de avaliação de risco a diminuírem a nota do Brasil, o que prejudicaria ainda mais a atração de investimentos.

– A presença da presidente no fórum ajudará a melhorar a imagem do Brasil, porque ela vai mostrar que não tem descaso com o investidor ou com o mercado financeiro – afirmou uma fonte da equipe econômica.

A decisão da presidente foi tomada num momento estratégico. Além da ameaça das agência internacionais, o Brasil terá de lidar com dados ruins da economia brasileira no primeiro trimestre de 2014, que promete ser complicado, ainda mais depois que os Estados Unidos decidiram começar a retirar os estímulos à economia. Isso deve afetar os fluxos de capital no mundo. O Brasil não está imune às turbulências e já sente a saída intensa de dólares.

No último ano da gestão, Dilma seguirá o exemplo do ex-presidente Lula, que sempre marcou presença no fórum. E, com isso, conseguiu melhorar a imagem do país lá fora. Nos três primeiros anos de gestão, a presidente privilegiou o Fórum Social em Porto Alegre e delegou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, a missão de chefiar a delegação brasileira em Davos.

Para o economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, a presidente não pode repetir em Davos o que fez nas Organizações das Nações Unidas (ONU) e falar apenas que cumprirá contratos, pois isso é o mínimo que espera um investidor estrangeiro:

– Tem de mostrar aos investidores que, de fato, o Brasil avançou e tem condição e planos para melhorar alguns fatores como o endividamento público.

Já o economista-chefe do Banco Espírito Santo (BES), Jankiel Santos, disse não acreditar que a presidente possa recuperar a imagem do governo brasileiro com discurso. Para Santos, o Brasil está perante o mundo na mesma posição que tinha em relação ao Fundo Monetário Internacional (FMI) nos anos 90: quando apresentava cartas e descumpria o que prometia.

– O que a presidente tem de fazer não é apresentar compromissos, mas um plano para controlar os gastos e um consistente programa de concessões. O investidor não quer mais promessas – frisou Santos.

Fonte: O Globo, Economia, Página 26, Sexta-Feira, 27/12/2013

Leia também:

Bolsa brasileira é a que tem o pior desempenho em 2013 (-15,8%), entre os mercados de ações globais

Analistas veem 2014 difícil para aplicações (http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/12/1389206-analistas-veem-2014-dificil-para-aplicacoes.shtml)

Bolsa brasileira é a que tem o pior desempenho em 2013, mostra levantamento

Folha, São Paulo

Com queda acumulada de 15,8% desde janeiro, a Bolsa brasileira deve fechar 2013 com o pior desempenho entre os mercados de ações globais. É o que mostra um levantamento realizado pelo analista Jason Vieira, do portal de informações financeiras MoneYou, que avaliou o desempenho de 48 índices neste ano.

Segundo o analista, diversos fatores contribuíram para que o desempenho do Ibovespa –principal índice de ações da Bolsa brasileira– no ano fosse bem inferior ao de 2012, quando subiu 7,4%. Entre eles, Vieira destaca o temor de risco regulatório por parte dos estrangeiros.

“Uma grande parcela dos investidores com quem mantenho contato confirma esta premissa. Segundo eles, há muita interferência em setores que estão diretamente ligados à empresas listadas no Ibovespa”, diz, em nota. “Sabemos que há uma grande verdade nisso. Alterações de contrato no setor elétrico, interferência nas correções de preços de combustíveis na Petrobras são só uma parte do montante”, acrescenta.

Vieira destaca ainda o fraco crescimento da economia e a elevação da taxa básica de juros, a Selic, como fatores que afetaram negativamente o Ibovespa em 2013. Após ter começado 2013 em seu menor patamar histórico, de 7,25% ao ano, a Selic teve seis elevações seguidas a partir de abril e atualmente está em 10% ao ano.

“Apesar do desempenho do mercado de trabalho, com baixo desemprego, o PIB tem decepcionado a cada divulgação”, afirma. “Não existem reduções de IPI [imposto sobre produto industrializado] suficientes para impulsionar a economia em estado de ‘bolha’ e, além disso, a alta da inflação no meio do ano, aliada aos protestos, afundou a confiança na economia. Não há Copa que salve”, completa.

A influência das ações da OGX, petroleira de Eike Batista que viu suas ações despencarem antes de pedir recuperação judicial, também pesou contra a Bolsa brasileira, diz Vieira. Os papéis tinham peso de 4% sobre o índice antes de deixarem de fazer parte dele, no final de outubro.

RANKING

Entre as 48 Bolsas avaliadas pelo analista, 38 tinham desempenho positivo em 2013 até 23 de dezembro. Lideravam a lista as Bolsas da Venezuela (+485,70%), da Argentina (+92,48%) e do Japão (+59,85%).

Do outro lado da lista, além do Ibovespa, a segunda maior perda era do principal índice de ações do Chile, com desvalorização acumulada de 13,72%. Já a Bolsa da Turquia, terceira pior em desempenho, caía 11,94%.

Fonte: Folha 

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