Defesa & Geopolítica

Vídeo: A nova metralhadora Kalashnikov “Pecheneg”

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Na Feira Milipol 2013 que decorre em Paris os peritos militares franceses manifestaram interesse pela metralhadora russa Pecheneg, destinada para aniquilar alvos terrestres e aéreos móveis e imóveis. A nova arma se destaca pelo elevado nível de fogo cerrado, 2,5 vezes maior em comparação com os análogos existes.

 Maior segurança

A metralhadora pertence à classe de armas de manejo braçal que se apóiam em bipé ou em benchrest (dispositivo de tiro especial). Tais armas surgiram em meados dos anos 30 do século passado na Alemanha. A metralhadora Kalashnikov, posta em serviço no Exército soviético em 1961 (com a sigla russa PK e depois PMK), se tornou uma das melhores do gênero devido ao peso ligeiro, à elevada seguridade e ao poder de fogo.

No entanto, a PK, como as suas congêneres, tinha certas deficiências: exigia um cano de reserva resultante de um elevado desgaste no emprego regular e intensivo, tendo, ainda por cima, um poder de fogo cerrado diminuto. Por isso, a nova metralhadora devia eliminar estes defeitos. A Petcheneg tem um novo cano, munido de um sistema de arrefecimento por injeção: no processo de tiro, os gases de pólvora vão criando um “efeito bomba”, fazendo passar o ar fresco por dentro do cano. Tal permitiu evitar o desgaste de cano e efetuar o fogo cerrado. A partir daí, uma rajada máxima sem arrefecimento intermediário constitui 600 disparos, enquanto um recurso total do cano ronda 30 mil tiros.

As primeiras experiências no terreno, realizadas na primeira década do século XXI, foram bem sucedidas, tendo obtido ainda boas referências de especialistas graças ao peso, à maior precisão de tiro e uma pontaria melhor. A Pecheneg, devido a um cano escondido pelo invólucro, já não possui oscilações térmicas diante da mira que dantes impediam a pontaria.

Exportação: Grandes perspectivas

A Pecheneg está numa fase inicial da sua carreira – para além da Rússia, se usa nas Forças Armadas de alguns países signatários do Tratado de Segurança Coletiva. As Feiras como a atual Milipol 2013 têm facilitado a promoção de armas para os mercados externos. Hoje em dia, tais metralhadoras se tornam mais procuradas visto se tornarem obsoletos os modelos de armas semelhantes criados há décadas. Entretanto, os conflitos ocorridos nos anos 2000 demonstraram a necessidade em tais tipos de armas ligeiras.

No Afeganistão, os elementos do movimento talibã, armados de metralhadoras PK ou PKM do fabrico não soviético, tinham certas vantagens táticas sobre os destacamentos militares da OTAN, dotados de metralhadoras ligeiras com cartuchos intermediários. Estes últimos conseguiam evitar perdas sérias e ganhar à custa de uma coordenação melhor e apoio externo.

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Ora, tomando em conta as novas características, a metralhadora Pecheneg poderá vir a ser usada por Exércitos e destacamentos especiais de muitos países da Europa do Leste e da América Latina.

Ao mesmo tempo, a sua antecessora – metralhadora Kalashnikov (PK-PKM) – se expandiu muito mais, utilizando-se pelas Forças Armadas de vários Estados. Pelo visto, a Pecheneg não terá tal destino devido a um volume de exportações de armas de fogo mais baixo face ao período da “guerra fria”.

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Todavia, a chegada da nova metralhadora russa ao mercado internacional poderá estimular novas projeções desse tipo de armas ligeiras no Ocidente quando as metralhadoras antigas, ainda em serviço, já não estarão em condições de competir com a Pecheneg. Por essa razão, é bem provável que o atual interesse de militares franceses, revelado na Feira, possa levar à criação de uma arma análoga.

 

 

Fonte: Voz da Rússia

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