Defesa & Geopolítica

Força Aérea Brasileira (FAB) desativa os Mirage 2000

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F-2000C na Cruzex Flight 2013 (Fotos: Roberto Caiafa)

Uma solenidade militar realizada na Base Aérea de Anápolis (BAAN) na última sexta-feira (20/12) marcou a despedida simbólica dos caças Mirage 2000 da Força Aérea Brasileira (FAB).

As aeronaves continuam em operação até o final deste mês fazendo a proteção da capital federal e devem ser substituídas a partir de janeiro pelos caças F-5EM.

Na ocasião, também ocorreu a passagem de comando do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar.

A Cruzex Flight 2013 foi o último exercício operacional com a participação dos Mirage 2000 da FAB

Os 12 Mirage foram adquiridos da França já usados como uma solução temporária para a aviação de caça de alta performance no Brasil. Pelo plano inicial os jatos iriam parar no final de 2011, mas com ajustes as seis aeronaves foram poupadas e permaneceram em voo.

O Governo já anunciou a aquisição dos substitutos do Mirage: o Gripen NG da empresa sueca Saab.

Até que os novos caças cheguem, as missões de defesa aérea, antes desempenhadas pelo Mirage, ficarão a cargo dos caças F-5EM. Os três esquadrões com F-5, do Rio de Janeiro, Manaus e Canoas vão assumir o alerta de defesa aérea a partir da BAAN com suas próprias aeronaves.

“A partir de primeiro de janeiro as aeronaves F-5 assumirão a defesa aérea, e tanto Anápolis quanto o Planalto Central estarão protegidos”, afirma o brigadeiro-do-ar Luiz Fernando de Aguiar, comandante da Terceira Força Aérea (III FAE).

O F-5EM Tiger II assume a defesa aérea da capital federal em 2014

Com a aposentadoria do Mirage, o Esquadrão Jaguar ficará sem aeronaves. Um grupo de seis pilotos permanece em Anápolis (GO) para manter a administração da unidade, cumprir horas de voo no F-5 e participar de treinamentos. No futuro os militares vão compor o primeiro grupo que irá receber o novo caça Gripen NG.

Parte do efetivo já foi transferida para outras unidades, mas os que ficam aguardam com boas expectativas a chegada do novo avião.

“É uma aeronave que traz conceitos doutrinários novos, diferentes daqueles que nós utilizamos, e vai colocar a Força Aérea, com certeza, em um novo patamar operacional”, ressalta o novo comandante do 1º GDA, major aviador Cláucio Oliveira Marques.

 

Fonte: Tecnologia & Defesa

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