Radar Taiwanes fornecerá dados exclusívos sobre a China

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“A instalação de um radar sofisticado em Leshan Mountain, Taiwan, permitirá “ver” o território chinês em profundidade. Analistas ocidentais acreditam que numa hipotética (mas não impossível) guerra com a China, o radar será de imediato um dos mais importantes alvos (a ser destruído pela) People’s Liberation Army Air Force (PLAAF) [Força Aérea da China]. (Por outro lado) Taiwan pode ver quase todas saídas significativas da PLAAF e acompanhar os seus exercícios.”

Um radar de alerta antecipado (Early Warning Radar – EWR) em Taiwan, na costa oeste da ilha, ganhou o respeito de quase todos na região, com exceção da China.

E por uma boa razão: É o “radar mais poderoso do mundo”, relatou uma fonte da indústria de defesa de Taiwan. “Até mesmo os americanos não têm nada perto disso”.

Analistas debatem o poder potencial do radar, com sua base na montanha de Leshan, perto da cidade de Hsinchu, mas todos concordam que é um radar multifacetado em UHF (Ultra High Frequency), capaz de rastrear alvos aéreos, incluindo mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos a três mil km, dependendo do destino.

“É mais de um sistema de coleta de inteligência do que um sistema de alerta de defesa contra mísseis balísticos”, disse uma fonte do setor de defesa dos EUA. “Taiwan pode ver quase todas saídas significativas da Força Aérea da China e acompanhar seus exercícios com este radar.”

A exigência de tal plataforma tão poderosa de vigilância surgiu por instigação da China. Durante a crise dos mísseis de 1995-1996 no Estreito de Taiwan, a China lançou 10 mísseis balísticos de curto alcance DF-15 (SRBM – Short-Range Ballistic Missiles) nas águas norte e sul da ilha. A intenção era desencorajar Taiwan de realizar suas primeiras eleições democráticas.

Os EUA responderam enviando dois grupos de porta-aviões para a área como uma demonstração de apoio. Na época, a China tinha cerca de 350 SRBMs DF-11/15, mas hoje esse número é de cerca de 1.100, de acordo com estimativas do Pentágono.

Taiwan responderam à ameaça com a aquisição de sistemas de defesa de mísseis balísticos Patriot (Patriot Advanced Capability-2 – PAC-2) ao custo de US$ 1,3 bilhão. As unidades foram estacionados ao redor da capital, Taipei, deixando grande parte da região central e sul da ilha sem proteção, com exceção de um sistema de mísseis de defesa aérea local, o Tien Kung 2 (Sky Bow).

Oficiais das forças armadas de Taiwan e o Pentágono buscaram um acordo para a aquisição do sistema PAC-3, mas a política em Taiwan retardou o progresso sobre o negócio até 2007, quando os EUA lançaram um “upgrade” para os velhos PAC-2 ao custo de US$ 939 milhões.

No final de 2012, o radar conseguiu acompanhar o lançamento de um míssil norte-coreano. Ele fica a 170 quilômetros da costa da China e em frente ao sinal da estação de inteligência da China em Dongjing Shan. Isso é significativo porque o radar alegadamente tem capacidades congestionamentos.

Se houver uma guerra, a China vai fazer o que for preciso para destruir esse radar.

“Não se espera que esse radar possa durar mais de uma hora, durante uma guerra com a China”, disse uma fonte do setor de defesa dos EUA.

A pergunta que muitos estão fazendo, de que ninguém pode concordar, é se os militares dos EUA, através do Programa de Segurança de Defesa da Força Aérea (Defense Security Program – DSP), tem acesso aos dados coletados. A DSP monitora lançamentos de mísseis balísticos e explosões nucleares.

Um analista do setor de defesa dos EUA, com base nos laços estreitos, (afirmou que) os militares de Taiwan repassarão todos os dados aos EUA.

No entanto, um ex-funcionário do governo dos EUA disse que estava cético em relação a qualquer acordo.

Fonte: defensenews.com via CAVOK 

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