Defesa & Geopolítica

Lançamento falha, e satélite brasileiro cai na Terra

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Sugestão: Leonardo SP

O Brasil investiu R$ 270 milhões na construção do CBERS-3, que é uma peça fundamental do programa espacial brasileiro, que sofrerá um golpe fortíssimo caso o satélite seja perdido

O Brasil investiu R$ 270 milhões na construção do CBERS-3, que é uma peça fundamental do programa espacial brasileiro (© Divulgação)

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O Brasil investiu R$ 270 milhões na construção do CBERS-3, que é uma peça fundamental (praticamente vital) do programa espacial brasileiro

O satélite sino-brasileiro CBERS-3 caiu na Terra depois de ter sido lançado do Centro de Lançamento de Satélites de Taiyuan, na China. A informação acaba de ser confirmada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio de uma nota oficial em seu site, copiada abaixo:

Às 11h26, hora de Beijing (1h26, hora de Brasília), desta segunda-feira (9/12), o satélite CBERS-3, desenvolvido conjuntamente por Brasil e China, foi lançado pelo veículo chinês Longa Marcha 4B, do Centro de Lançamentos de Satélites de Taiyuan, China. Porém, houve uma falha de funcionamento do veículo lançador durante o voo e, consequentemente, o satélite não foi posicionado na órbita prevista. Avaliações preliminares sugerem que o CBERS-3 tenha retornado ao planeta.

Engenheiros chineses responsáveis pela construção do veículo lançador estão avaliando as causas do problema e o possível ponto de queda.

Os dados obtidos mostram que os subsistemas do CBERS-3 funcionaram normalmente durante a tentativa de sua colocação em órbita.

Para assegurar o cumprimento dos objetivos do programa CBERS, Brasil e China concordaram em iniciar imediatamente discussões técnicas visando a antecipação da montagem e lançamento do CBERS-4.

O programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, na sigla em inglês) gera imagens da superfície do território brasileiro para aplicações diversas, tais como zoneamento agrícola, monitoramento de desastres naturais e acompanhamento de alterações da cobertura vegetal, com grande aplicação na região amazônica.

O CBERS 3 seria o quarto satélite do programa a entrar em órbita. Os três satélites anteriores operaram adequadamente e cumpriram suas missões.

Brasil e China alcançaram resultados frutíferos nos últimos 25 anos de cooperação na área espacial, e estão confiantes na continuidade desse êxito.”

O Brasil investiu R$ 270 milhões na construção do CBERS-3, que é uma peça fundamental (praticamente vital) do programa espacial brasileiro, que sofrerá um golpe fortíssimo caso o satélite seja perdido. A suspeita é que teria ocorrido uma falha no foguete que levou o satélite ao espaço, modelo Longa Marcha 4B (ou Chang Zheng 4B, na denominação chinesa).

A construção do satélite é uma parceria entre o Brasil e a China, na qual cada país é responsável por 50% do projeto; mas o lançamento é 100% de responsabilidade da China.

O Inpe chegou a publicar uma nota em seu site durante a madrugada anunciando que o lançamento havia sido um sucesso. Os técnicos brasileiros que acompanharam o lançamento remotamente, via teleconferência, do centro de controle de satélites do instituto em São José dos Campos (SP), comemoraram quando o painel solar do satélite foi aberto, acreditando que tudo havia corrido bem. Mais tarde, veio a informação de que o satélite não estava na órbita correta — como um carro que entrara na faixa errada de uma rodovia –, o que culminou na queda do satélite.

Uma comitiva brasileira, liderada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, e pelo diretor do Inpe, Leonel Perondi, acompanharam o lançamento ao vivo do centro de lançamento chinês.

Fonte:Estadão

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