Defesa & Geopolítica

O ANTIAMERICANISMO PUERIL

Posted by

aguia-e-o-pardalSugestão: Blue Eyes

Recentemente, a revista Veja publicou pesquisa feita entre dez nações – entre elas, o Brasil – para saber como os habitantes desses países se sentem em relação aos Estados Unidos.

O resultado foi, no mínimo, surpreendente. Sessenta e seis por cento dos brasileiros ouvidos disseram ser contra os Estados Unidos – percentual superado apenas pelos jordanianos, que vivem em um país árabe e em constante divergência com Israel, parceiro declarado dos EUA. O Brasil ficou à frente até mesmo da Indonésia, país que tem o maior número de islâmicos em todo o mundo, e berço de uma das guerrilhas fundamentalistas mais insanas do planeta.

A pergunta que se faz é a seguinte:a que se deve esta (suposta) rejeição dos brasileiros aos EUA? Na verdade, não há nada que possa justificar essa aversão. Os brasileiros cultuam tudo que vem da América do Norte. Desde a moda até o gosto por velocidade, passando pela comida – o McDonald’s taí como exemplo – e pelos tempos do consumo (shopping centers) até a música, o cinema e o mundo empresarial.

Os psicólogos ouvidos na reportagem revelaram que esta pretensa rejeição dos brasileiros aos Estados Unidos pode representar um certo tipo de inveja. Ou seja, os vizinhos do Norte são tudo aquilo que o Brasil poderia – e deveria – ser, mas não conseguiu. Pelo menos, por enquanto. Os dois países possuem extensa área territorial, ambos são formados por forte miscigenação de raças e foram descobertos e colonizados no mesmo período. Têm, portanto, bastante afinidades.

Há quem culpe nossos antepassados ibéricos por propagar nos trópicos a mesma cultura cartorial que se praticava na matriz. Já os ingleses, ao contrário, fizeram a colonização com a chegada de famílias que foram ao Novo Mundo para se estabelecer e ter direito ao seu próprio quinhão de terra que não possuiam em sua terra natal. Talvez tenha sido uma reforma agrária mais bem sucedida, se comparada com a política das capitanias hereditárias, que confiava uma enorme porção de terra a um punhado de eleitos.

Mas, descontando-se os primórdios da colonização, o que parece irritar alguns brasileiros – sobretudo setores da imprensa – é o fato de os Estados Unidos simbolizarem o paradigma do capitalismo. Assim, seu sucesso ratifica o capitalismo como o sistema mais adequado para se viver, mormente quando em plena democracia. Muitos argumentam que a democracia capitalista não é nenhuma panacéia, porque os poderosos controlam os meios de produção e os de comunicação. Dessa maneira, ou elegem-se ou elegem seus prepostos para se beneficiarem da situação.

Realmente, muitos parlamentares e membros do Executivo confirmam a tese, tanto nos EUA como no Brasil ou em qualquer outro país onde a democracia capitalista é praticada. No entanto, não se pode negar que a imprensa livre, as eleições regulares e o direito de voto podem expelir os aproveitadores, expurgando aqueles que não se comportaram adequadamente. Já nas ditaduras, a história é bem outra. Ou o povo se subjuga ao tirano de plantão ou os dissidentes são presos, mortos ou deportados.

Em minha opinião, os brasileiros deveriam mudar sua ótica. Em vez de criticar sistematicamente os EUA – que em muitos casos são mesmo merecedores de críticas – deveriam usar aquilo que deu certo no país. Além disso, como aliados históricos, o Brasil tem mesmo que se espelhar nos Estados Unidos e não em países com ideologias ultrapassadas. Quem sabe, em breve, nos poderemos tornar uma potência do mesmo nível.

Antônio Tozzi / Publicado em 24/08/2003

Texto complementar J

O Anti-americanismo é um vírus latrino-americano que misteriosamente afeta as universidades públicas brasileiras com mais intensidade que o Iraque ou o Afeganistão. Trata-se de um ódio irracional e cheio de inveja dos Estados Unidos da América.

Alguns sintomas do vírus

Cientistas afirmam que o antiamericanismo em fase aguda é apenas um sintoma do câncer de Bom Senso Agudo, também chamado de Comunismo. Mas há várias formas de sintoma. Uma das mais comuns são contínuas afirmações que Cuba está a beira de um ataque militar ou mesmo participação no Foro São Paulo.

O mestre do Antiamericanismo

O Anti-americanismo pode atingir também atingir as glândulas de autocrítica, como foi um caso registrado na Venezuela, onde um tiranete local continuamente acusa os EUA porém continua a vender petróleo para eles.

O principal órgão atacado pelo antiamericanismo é a região do cérebro responsável pelo Senso do Ridículo. A vítima do antiamericanismo passa a ignorar todas as mazelas da História de seu país e acusa os EUA por terem causado tudo.

Casos extremos geram uma Síndrome de Estocolmo ao contrário, onde as vítimas do terrorismo são acusadas de terem sido culpadas pelo ataque. Dessa forma o 11 de setembro é culpa dos EUA.

Cura

É muito difícil curar-se do antiamericanismo. Alguns médicos afirmam que passar as férias em Nova York ajuda muito, especialmente com passadas às lojas do Duty Free. Outros recomendam que o antiamericanismo passa após alguns anos vivendo as benesses da democracia cubana ou chinesa.

Grandes Incubadouros e Regiões endêmicas

As universidades públicas, especialmente faculdades de História e Ciências Sociais, são grandes incubadouros de antiamericanismo, especialmente associados a vertente terceiro-mundista.

I. UnB

 II. USP

III. Unicamp

IV. Venezuela

V. Bolívia

VI. França

A contaminação da França é misteriosa, já que é um país de boas condições sanitárias. Alguns afirmam que foi reação alérgica do desembarque da Normandia. Outros que é puro despeito e inveja.

Pequenos Incubadouros

Estes focos tendem a desaparecer, como o Grande Surto do Vietnã em 1975 desapareceu. De qualquer forma, é uma forma explosiva, porém pouco virulenta quanto os supracitados acima.

I. Bagdá

II. Palestina

III. Faixa de Gaza

Doenças associadas

I. Petismo

II. Antisemitismo

III. Apologia às Farc e a Al Qaeda.

Fonte: Desciclopedia

140 Comments

shared on wplocker.com