A-1M AMX faz sua estréia operacional

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Detalhe da seção frontal da fuselagem do novo A-1M em voo durante a Cruzex Flight 2013, sendo possível verificar a disposição de novas antenas e janelas de sensores, e o radome do nariz que abriga em seu interior o radar SCP-01 Scipio (Fotos: Roberto Caiafa)

Roberto Valadares Caiafa

 

O maior exercício de guerra aérea da América Latina reúne em Natal (RN) e Recife (PE) mais de 90 aeronaves e cerca de dois mil militares do Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Equador Uruguai e Venezuela, que juntamente com o Brasil, estão operando nessas duas bases com aeronaves F-16, F-5, Mirage 2000, A-37 Dragonfly, IA-58 Pucará, A-29 Supertucano, AH-2 Sabre (helicóptero de ataque), H-60L Blackhawk e os transportes reabastecedores Boeing 767 Júpiter (Colômbia), KC-135 (Estados Unidos), KC-137 (Chile) e KC-130 (Brasil).

O A-1M modernizado está operando em Natal juntamente com outros A-1A mais antigos capazes de portar o pod designador de alvos Litening II instalado na linha central da fuselagem, funcionando assim como “marcadores de alvos” para o A-1M.

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Novos conceitos operacionais e de doutrina deverão surgir após a avaliação dos resultados obtidos durante a CRUZEX Flight 2013.

O certo é que o A-1 afiou suas garras mantendo uma de suas principais qualidades, o seu longo alcance e boa capacidade de transportar armamentos diversos.

A padronização da frota (43 exemplares serão modernizados) será outro bônus para a logística de manutenção e suporte dessas aeronaves, fabricadas em três lotes distintos a partir de 1989 e diferentes entre si, o que causava toda sorte de dificuldades para a Força Aérea Brasileira.

De fato, pode-se afirmar sem sombra de dúvidas que o A-1M é um novo avião, mas conservando tudo de bom que havia nos antigos A-1A. O programa de modernização dos A-1 para o padrão M está previsto para ser concluído em 2017.

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Aeronaves de combate presentes na CRUZEX Flight 2013 em voo. A partir da esquerda: F-16C MLU do Chile, Mirage 2000C, A-1M e F-5EM do Brasil e um Viper F-16A da Venezuela com pintura comemorativa.

 

Fonte: Tecnologia & Defesa

 

5 Comentários

  1. Um avião que o Brasil fez e não fez, vai entender. Agora irão padronizar 43 até em 2017. Produziu em 1989 e não continuou a desenvolver a tecnologia… quem esteve no governo naquela época e logo em seguida????
    Será que de 1985 a 1990 foi o Sarney pá de Cal (PMDB)?
    de 1990 a 1992 foi o Collor Lau (PRN)?
    de 1992 a 1994 foi o Itamar Calcinha, digo, Franco (PRN)?
    de 1995 a 2002 foi o Fernando Henrique Privatizador (PSDB)?
    de 2003 a 2010 foi o Lula molusco (PT)?

    E antes de o avião ser definitivamente feito, alguém deve ter iniciado os estudos e desenvolvimento. Quem será foram os presidentes então?
    de 1974 a 1979 foi o Geisel?
    de 1979 a 1985 foi o Figueiredo?

    Humm então tá…

    • pois e , se não fossem todos estes governos revanchistas de merda que vc citou,que não deram continuidade ao desenvolvimento aeronaltico, pelo contrario sabotaram ele, talvéz hoje não estariamos passando vergonha na defesa aérea como estamos

  2. AMX, aeronave de ataque testada em combate pelos italianos, nos Balcãs e Afeganistão, com 100% de missões cumpridas, sem nenhuma perda, ( nos balcãs derrubaram ate um F117)
    Nosso pequenino bom de briga 🙂

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