Defesa & Geopolítica

Snowden: Espionagem não tem a ver com terrorismo, e sim com controle

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Foto: AFP

Personagem central do escândalo de espionagem americana ao vazar milhares de documentos de inteligência, o ex-agente da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) recebeu o apoio de manifestantes que protestaram neste sábado em frente ao Congresso, em Washington, em um ato que pediu respeito ao direito à privacidade dos cidadãos. Durante o protesto, os manifestantes leram em voz alta uma declaração assinada por Snowden, na qual o ex-agente afirma que o programa de vigilância promovido pelo governo de Barack Obama não tem o objetivo de combater o terrorismo, e sim de garantir o controle sobre a população.

“Hoje, nenhum telefone nos Estados Unidos faz uma ligação sem que a NSA tenha um registro. Hoje, nenhum dado de internet entra ou sai dos Estados Unidos sem passar pelas mãos da NSA. Nossos representantes no Congresso nos dizem que isso não é vigilância. Eles estão errados”, atesta Snowden, que atualmente está asilado na Rússia.

Segundo o ex-agente da NSA, a vigilância sobre a população é uma política de Estado, de forma que não é uma prática específica de democratas ou republicanos, e “tampouco diz respeito ao terrorismo”. “É uma questão de poder, controle e confiança no governo”, diz o manifesto de Snowden.

Citando a Quarta Emenda da Constituição americana, o ex-agente afirma que o governo não tem o direito de vasculhar bens ou informações de cidadãos sem um mandado de Justiça, e critica atitudes de políticos que afrontam o interesse público. “Nós estamos aqui para lembrar aos nossos governantes que eles são servidores públicos, e não investigadores particulares”, diz o texto.

“Este ato é sobre as ações inconstitucionais, antiéticas e imorais do atual Estado de vigilância americano, e como todos nós devemos trabalhar juntos para lembrar o governo de impedi-las. (O ato) É sobre o nosso direito de saber, de nos associarmos livremente, e de vivermos em uma sociedade aberta”, afirma Snowden, que, ao citar as próximas eleições presidenciais, cobra dos políticos americanos o fim das violações de privacidade. “Mantendo-nos fiéis a esse princípio, declaramos que a vigilância em massa não tem lugar neste país. É tempo de mudanças. Em breve teremos eleições, e estamos de olho em vocês”, conclui.

 

Fonte: Terra

Milhares declaram apoio a Snowden em protesto contra espionagem nos EUA

Milhares de pessoas se manifestaram neste sábado em Washington para pedir a cessação da espionagem por parte da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos e gritaram palavras a favor do ex-agente da NSA Edward Snowden, que filtrou milhares de documentos de inteligência.

“Atualmente, a NSA está espionando as comunicações pessoais de todo mundo e está operando sem supervisão de verdade”, disse a nota da convocação, que agrupou mais de cem grupos pró-direitos civis.

O próprio Snowden, que se encontra como asilado político na Rússia há alguns meses, divulgou um comunicado de apoio à manifestação. “Hoje em dia, nenhum telefone dos EUA realiza uma chamada sem que seja registrada na NSA. Nenhuma transação pela internet entra ou sai dos EUA sem passar pelas mãos da NSA. Nossos legisladores no Congresso nos dizem que não é vigilância. Estão equivocados”, indicou o ex-agente.

A manifestação, convocada sob o lema “Detenham a vigilância em massa”, saiu da estação de trem Union Station e terminou perante o Congresso dos EUA, no centro da capital americana, com cartazes que diziam “Obrigado, Edward Snowden” e “Espionar é censura”.

Nesta semana, os líderes europeus mostraram indignação diante das novas revelações da indiscriminada espionagem americana, que foi feita inclusive no telefone pessoal de alguns deles, como o da chanceler alemã Angela Merkel. No entanto, a manifestação de hoje em Washington foi centrada mais no âmbito doméstico e na falta de controle dos organismos de inteligência americano por seus cidadãos.

Uma das principais coordenadoras do protesto, Rainey Reitman, do grupo Electronic Frontier Foundation, destacou em seu discurso que exigem uma maior “supervisão” das atividades de inteligência e “aumentar a transparência” destes programas. “Não nos podem fazer escolher entre liberdade e segurança”, disse Rainey.

EFE

 

Fonte: Terra

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