Defesa & Geopolítica

Vídeo excelente, com tomadas de ângulos diversos, de caças MiG-29KUB, realizando pousos e decolagens a bordo do porta aviões Admiral Kuznetsov

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 Mig 29K

Gérsio Mutti (*)

Operações aéreas com o caça de superioridade aérea MiG-MAPO-29KUB, realizando pousos e decolagens a bordo do porta aviões Admiral Kuznetsov, com imagens de câmeras em tomadas de ângulos diversos. Vídeo excelente!!!

A Marinha russa disponibilizou o emprego de 20 caças bombardeiros Mig-29K embarcados e mais 4 caças bi-lugar Mig-29KUB para treinamento dos pilotos embarcados no porta-aviões Admiral Kuznetsov.

A última versão do MiG-29K, é um derivado do MiG-29M «Fulcrum C» com radar Zhuk AE AESA e sistemas aviónicos mais recentes. Ele é bastante parecido com a última versão conhecida do MiG-29 «Fulcrum E», também conhecido como MiG-35.

Dados de Projeto: MiG-29K (931) –MI-33: Variante Naval, esta versão possui asas dobráveis, gancho de retenção e trem de pouso reforçado. Os MIG-29 K atuais podem ser equipados com vários avionicos do MIG-35 como o radar Zhuk AE AESA, o motor também é o mesmo utilizado pelo MIG-35 o RD-33MK com 9.000 kgf de empuxo com pós combustão. O MIG-29 K pode transportar 5.500 kg de armas , tanques de combustível externos e PODS em 8 pontos duros. O MIG-29 K recebeu tanques de combustível adicionais situados na carenagem da espinha dorsal e LERX das asas, aumentando a capacidade total de combustível em quase 50% em relação a primeira variante do MiG-29. O MIG-29 K utiliza um sistema Fly by wire atualizado de 4 canais. Com os revestimentos especiais utilizados no MiG-29K, o seu RCS foi reduzido em cerca de 5 vezes em relação a assinatura do MiG-29 básico, ficando com uma assinatura de 1m² no setor frontal. O cockpit do MIG-29 K se baseia na característica glass cockpit, com 3 mostradores MFDs coloridos (7 na versão MiG-29KUB), sendo os mesmos utilizados no MIG-35. Outras inovações são a integração do sistema de navegação Frances Sigma-95, um módulo GPS e um sistema de mira de capacete Topsight . O MIG-29 KUB é aversão biplace do MIG-29K.” Defesa Aérea

Clique aqui para ver o vídeo

 

MiG-29KUB realizando pousos e decolagens a bordo do porta aviões Admiral Kuznetsov

Dados de Projeto do Mig-29K, caça de superioridade aérea: “dimensões, peso/capacidade de carga, motores/potência e velocidade/autonomia”

Dimensões:

Motores/ Potência

Comprimento: 17.32 M
Envergadura: 11.36 M
Altura: 4.73

1 x motores Klimov RD-33
Potência total: 18000 Kgf

Peso / Capacidade de carga

Velocidade / Autonomia

Peso vazio: 10900 Kg
Peso máximo/descolagem: 18550 Kg
Número de suportes p/ armas: 9
Capacidade de carga/armamento: 4500 Kg
Tripulação: 1 / 2
Passageiros: a

Velocidade Máxima: 2200 Km/h
Máxima (nível do mar): 1400 Km/h
De cruzeiro: 1200 Km/h
Autonomia standard /carregado: 900 Km
Autonomia máxima / leve 2800 Km.
Altitude máxima: 18000 Metros

Em tempo, seguem dois comentários pertinentes ao assunto em questão, para uma análise mais acurada, do caro Comentarista “1maluquinho” do Blog do Plano Brasil, sobre a viabilidade da compra do projeto do caça russo de superioridade aérea SU27SM3 , que possui uma autonomia de voo, que condiz com as dimensões continentais do Brasil.

Seguem comentários:

“O Melhor (caça) do ponto de vista econômico e financeiro e (também o) melhor do ponto de vista estratégico-tecnológico chama-se SU27SM3, de pronta-entrega com repasse total de tecnologia e liberdade de incorporação de armamentos. Além dos armamentos, também teremos “o ponto de partida para a criação de um caça realmente nacional.” 1maluquinho (comentário feito no Blog Plano Brasil, em 10 de outubro de 2013 às 10:54 horas)

“(Um caça) não precisa ser veloz para engajar um alvo, mas precisa ser veloz para evitar ser alvo e para chegar mais rápido também.

Um SU35 tem varias configurações inclusive interceptação de submarinos. Como o SU35 é a menina dos olhos de ouro da Rússia e poderiamos tê-lo apenas concessionado e com as vantagens de incorporação, logística e de serviços de manutenção.

O que mais me chama a atenção é o SU27SM3, que o teríamos totalmente repassado com compromisso de respeito de propriedade o que para nós seria o ponto inicial de criação de (um) caça próprio, (além de apresentar) várias configurações.

O Brasil tem tamanho continental, então a necessidade de um caça de superioridade (aérea) com grande autonomia.

Eu venho falando que a escolha técnica passou a ser política e agora encaminha-se para ser estratégica, (pois)… a Rússia tem sincronizado conosco em múltiplos aspectos diante da geoestratégia global.

Tudo mudou e precisamos deixar as doutrinas passadas para traz e nos adaptarmos as novas necessidades e interesses do Brasil.

Assimetria é adaptação, versatilização, criatividade e isso não esta contido em almanaques, manuais, cartilhas e sim em nossos cérebros adequados à realidade física do nosso meio.” 1maluquinho (comentário feito no Blog Plano Brasil, em 10 de outubro de 2013 às 19:53 horas)

Para finalizar, penso que devamos, sim!, proceder como fez a China com o seu projeto de reengenharia do caça de superioridade aérea naval de convés J15, versão do SU33 russo . A meu ver, a parte mais difícil da reengenharia do projeto do SU27SM3 brasileiro, ou uma das mais difíceis, será, a partir do zero, fazer uma turbina de aviação genuinamente brasileira para um caça de superioridade aérea naval (Acesse em leia também: “China não conseguiu copiar motores de aviação russos”).

Para saber mais sobre o Mig-29KUB, caça de superioridade aérea, acesse “The Aviatiom Forum (Mig-29KUB vs Su-33/J-15)
Leia também:

China não conseguiu copiar motores de aviação russos

Representantes da Corporação da Indústria de Aviação da China comunicaram a jornalistas americanos na Exposição Aérea de Pequim que planejam no futuro próximo continuar a comprar à Rússia motores para seus aviões de caça.

Como declararam representantes da Corporação da Indústria de Aviação da China (AVIC), produtores russos de motores irão receber nos próximos 5-8 anos, no mínimo, encomendas da China, porque “a tecnologia de produção de motores de aviação continua a ser a mais complexa para a AVIC desde o ponto de vista da produção e projeção”, cita suas palavras a edição militar americana IHS Jane’s Defence Weekly.

Apesar de no fim de 2012 a AVIC ter anunciado alcançar um progresso no desenvolvimento de ligas resistentes a altas temperaturas para motores de aviação, é evidente que motores russos RD-93 (companhia Klimov) e AL-31F (empresa Saturn) em versões de exportação continuarão a ser aplicados no futuro próximo em todos os caças chineses.

AL-31FN

AL-31FN

O motor RD-93 (versão de exportação do RD-33) foi desenvolvido em Leningrado (hoje São Petersburgo) na empresa experimental 117 para caças de quarta geração MiG-29. É bem conhecido que tais motores são fornecidos à China para serem montados nos caças Chengdu FC-1 Xiaolong. Além disso, há dados exatos de que o RD-93 se utiliza no último caça de quinta geração J-31, que levantou voo pela primeira vez em 31 de outubro de 2012.

Num outro novo caça chinês de quinta geração J-20 se aplica uma variante de motores turborreatores de dois circuitos AL-31F, desenvolvidos nos anos 70 para os aviões Su-27. Produtores chineses montam os mesmos motores em suas variantes do Su-27 (J-11) e cópias do caça de coberta russo Su-33 (J-15). Correm também boatos de que a China tenha pretendido obter da Rússia motores de última geração AL-41F1 (“Artigo 117”), utilizados em aviões PAK-FA e Su-35S.

su27sm3-[51]-2011

Atualmente, a China está desenvolvendo vários motores de aviação com diferente propulsão máxima: WS-10, WS-13 e WS-15. O WS-10 foi testado pela primeira vez em 2002 e os dois restantes – em 2006. Contudo, os produtores chineses não conseguiram até hoje garantir boa segurança e livrar-se de defeitos durante a produção desses motores. Pelo visto, a declaração da AVIC pode significar que ainda não é possível levar à perfeição estes três programas e que a Rússia continuará a ser uma “locomotiva” na indústria de aviação chinesa.

Representantes da AVIC entreabriram também à Jane’s a razão pela qual o país havia desenvolvido ao mesmo tempo dois caças de quinta geração – J-20 e J-31. Como se esclareceu, não está previsto fornecer os J-31 à Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China: “Este é um programa de exportação que irá competir com os F-35 americanos em mercados regionais”. Anteriormente fora apontado por peritos que, diferentemente dos J-20, os J-31 não levam sinais distintivos da Força Aérea da China.

A Jane’s inteirou-se ainda que, contrariamente a anteriores comunicados, a China não prevê desenvolver uma versão de coberta do J-31. Segundo se afirmava antes, em aviões desta variante podem ser utilizadas asas com enflechamento negativo.

Como destaca a Jane’s, os programas J-20 e J-31 constituem um enigma para os serviços de inteligência americanos. Conforme os documentos divulgados pelo antigo colaborador de serviços secretos dos EUA, Edward Snowden, a China, para a produção desses caças, poderia roubar secretos de redes do Pentágono e de seus empreiteiros e, embora estes aviões, segundo os dados das estruturas de inteligência americanas, se atrasem muito em relação aos análogos americanos pelo nível da tecnologia stealth, os Estados Unidos estão muito preocupados com rápido progresso da indústria de aviação chinesa.

Possivelmente, os J-31 com motores russos podem concorrer com os F-35, considerando sobretudo os problemas da produção e do encarecimento do caça americano. É pouco provável, contudo, que os J-31 consigam conquistar os aliados dos EUA, que em quaisquer circunstâncias irão preferir o avião americano.

Fonte: VR – Anton Urinovsky via Defesa Aérea & Naval (DAN) 

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