Defesa & Geopolítica

SUCESSIVOS AVANÇOS TECNOLÓGICOS NOS 21 ANOS DO REGIME MILITAR BRASILEIRO (31/03/1964 a 31/03/1985)

Posted by

Presidentes Militares 1964 a 1985

“Números servem para dimensionar. É a partir de números confiáveis que podemos tomar decisões sensatas. Na formulação de políticas públicas está mais do que clara a necessidade de dados que dimensionem corretamente os problemas para que se possam desenhar soluções adequadas.” Ilona Szabó, coordenadora da Comissão Global de Política sobre Drogas e Democracia

“O Brasil em três momentos foi pensado em longo prazo e planejado estrategicamente. No governo Getúlio Vargas, no governo Juscelino Kubitschek e com os militares.

Os militares, com todos os defeitos de visão política que tiveram, pensaram o Brasil estrategicamente, porque construíram o Proalcool, construíram o pólo petroquímico, construíram um sistema de telecomunicações razoável.

Nos planos decenais dos militares, o Brasil era pensado para períodos de dez anos. O defeito é que hoje o Brasil é pensado apenas de mandato em mandato.”

Se você não pensar para gerações, você não constrói nada.” Luiz Inácio Lula da Silva, ex-Presidente da República

 

[embedplusvideo height=”395″ width=”650″ editlink=”http://bit.ly/1dY0xIK” standard=”http://www.youtube.com/v/td1ywn3SoWc?fs=1″ vars=”ytid=td1ywn3SoWc&width=650&height=395&start=&stop=&rs=w&hd=0&autoplay=0&react=1&chapters=&notes=” id=”ep4056″ /]

Regime Militar (1964 a 1985) – Lula faz elogios a Médici e Geisel durante cerimônia

Preâmbulo por, Gérsio Mutti

Caros senhores, Editores e Comentarista do Blog Plano Brasil, a data oficial do Descobrimento do Brasil é 22 de abril de 1500. Dessa data até 7 de setembro de 1822, decorreram 322 anos de Brasil-Colônia; e de 7 desetembro de 1822 até o dia de hoje, contam-se 191 anos de Brasil-Independente.
Somente daqui a 131 anos, portanto em 2144, o Brasil-Independente estará empatado com o Brasil-Colônia. Com certeza, nenhum de nós estará aqui!
A partir dessa curiosidade contábil, o Brasil-Independente contemporâneo pode ser analisado por três abordagens:
Primeira abordagem: Devemos à Família Imperial Bragança, nas pessoas dos Imperadores do Brasil, Pedro I e Pedro II, a unidade territorial do país, que se encontra intacta no tempo, ontem e hoje;
Segunda abordagem: Devemos a Getúlio Vargas, a idéia atual de Brasil-Nação-Unida-e-Soberana. Nesse sentido Getúlio Vargas, a despeito de todas as críticas, foi um “estadista” e esse reconhecimento já faz parte da História do Brasil; e
Terceira abordagem: O Brasil foi pensado em termos de longo prazo e planejado estratégicamente, nos governos de Getúlio Vargas, Jucelino Kubitschek , e no período do Regime Militar (1964 a 1985), nas palavras do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Em tempo, sobre a matéria postada no Plano Brasil, de segunda-feira, 09/09/2013:  HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA: HÁ 30 ANOS, FOI NOTÍCIA NA ZERO HORA DE PORTO ALEGRE (RS), “GOVERNO BRASILEIRO VETA A COPA DO MUNDO NO BRASIL”, o filho do Presidente, João Figueiredo (1979-1985), Paulo Figueiredo, conta do porque o seu pai se recusou a trazer a Copa do Mundo para o Brasil .

“O Velho (João Figueiredo) não concordava que o país dispendesse quase 1 bilhão de dólares (valor abissal para os números daquela época) para tentar satisfazer o caderno de encargos da Fifa, principalmente diante do quadro de enorme dificuldade financeira que o Brasil atravessava. Uma situação cambial dramática, resultante de um aperto histórico na liquidez internacional – taxa de juros internacionais de 22% a.a, barril de petróleo a 50 dólares no mercado spot –  agravada pela necessidade de se dar continuidade a um importantíssimo conjunto de obras de infraestrutura. Muitas delas iniciadas, diga-se de passagem, em governos anteriores, mas que não poderiam ser paralisadas por serem realmente de vital importância para a continuidade do nosso desenvolvimento.

Para se ter uma idéia: produzíamos apenas, em 1979 (quando houve o segundo “oil shock”) 164.000 barris de petróleo por dia, contra uma demanda de 1,2 milhões. Um forte investimento nos programas de prospecção e mudança no perfil do refino, associado à criação e implementação do Proácool, permitiu que em 1985 se atingisse uma produção de 640 mil barris/dia , fora a triplicação das reservas cubadas de gás, e ainda tivéssemos grande parte da bacia de Campos instalada (o que, sem medo de falar bobagem, até hoje garante o abastecimento do nosso carro ou o óleo diesel do nosso busão.)

Realmente, era contrastante com o que se fez (ou melhor, o que NÃO se fez) nos governos seguintes :

– várias hidrelétricas, começando por Itaipu – até hoje é a segunda maior do mundo, além de Tucuruí, Balbina, Sobradinho, etc, todas com as suas gigantescas linhas de transmissão; conclusão da expansão de todas as grandes siderúrgicas (CSN, Usiminas, Cosipa e outras – que fizeram o Brasil passar de crônico importador para exportador de aço) ;

– conclusão das usinas de Angra 1 e 2; um programa agrícola que permitiu que ainda hoje estejamos colhendo os frutos da disparada de produção de grãos – graças à Embrapa, ao programa dos cerrados e ao programa “Plante que o João garante”;

– um salto formidável nas telecomunicações, até então ridículas;

– multiplicação da malha rodoviária – a mesma, praticamente, na qual hoje ainda rodamos, só que agora sucateada e abandonada; inauguração de dois metrôs : Rio e São Paulo; instalação de vários açudes no sertão nordestino ; e,         

– o que não vejo ninguém da mídia mencionar (até porque não lhes interessa) : a construção de 2,4 milhões de casas populares, mais do que toda a história do BNH até então, e muito mais do que a soma de todos os outros governos (?!) que sucederam.”

Em tempo, preparativos para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil de hoje, em 2013:

“O Comitê Organizador da Copa do Mundo no Brasil foi chamado à sede da Fifa, na Suíça. É que o orçamento já estourou em mais de US$ 10 milhões. Terá que dar explicações dos gastos, mas pedirá mais dinheiro.” Coluna do Anselmo Gois, O Globo, Rio, Página 26, Sábado, 28/09/2013

 

Recomendo leitura complementar, sobre os avanços da ciência brasileira no período do Regime Militar (1964 a 1985).

Com a Palavra os senhores Comentaristas do Blog Plano Brasil.

LEITURA COMPLEMENTAR:

 

HISTÓRIA POLÍTICA E CULTURAL DA CIÊNCIA BRASILEIRA NO PERÍODO DA DITADURA MILITAR, por Elias da Silva Maia / Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011

A pesquisa tomará como base o corte cronológico 1964/1985, problematizando precisamente os anos 60 e os anos 70.

O fim do governo de Costa e Silva e a entrada do governo Médici, (1968 a 1974) são marcados por três iniciativas para o desenvolvimento científico no país, são elas as reformas universitárias; a institucionalização da pós-graduação; a criação da carreira de dedicação exclusiva, portanto todas ligadas às universidades. Podemos perceber que essas iniciativas fixaram os pesquisadores aqui no país e aumentou significativamente o financiamento nas áreas da ciência e da tecnologia.

Visando uma delimitação mais precisa tomaremos como base a história da UFRJ nesse período, quando é possível identificar um processo de modernização e instrumentalização dos seus laboratórios.

O desenvolvimento cientifico nos institutos e departamentos da UFRJ no final da década de 60 e início de 70 contou com esses instrumentos científicos que equiparam seus laboratórios. Esses instrumentos entre outras coisas eram fruto de acordos bilaterais que pretendiam solucionar problemas ligados ao desenvolvimento cientifico e tecnológico do país.

É fato que inúmeros instrumentos foram enviados para varias instituições em todo o Brasil, eu mesmo tenho encontrado através de visitas pelo país que muitos institutos de pesquisa e departamentos não só universitários, ainda possuem esses objetos, inclusive alguns ainda em uso.

Ao longo das décadas de 60 e 70 sucessivos acordos foram assinados e seguiam a mesma lógica de intercâmbio e cooperação cientifica. O primeiro acordo aqui identificado foi o Acordo Básico de Cooperação Técnica com a Republica Federal da Alemanha, o acordo foi elaborado em novembro de 1963, mas firmado através de decreto em maio de 1964 já dentro do regime militar.

Um outro acordo cultural feito com a Republica Federal da Alemanha no final dos anos 60 foi concretizado em janeiro de 1971. No artigo 1º. As partes se propõem a promover o intercambio educacional, cultural e cientifico, o 4º. artigo é mais específico e propõe a aproximação entre as universidades, estabelecimentos de ensino superior e demais instituições culturais e cientificas, assim como intercâmbio de professores e cientistas. No 8º. Artigo recomenda que haja facilidade de entrada de instrumentos científicos entre outros materiais de caráter cultural.

Questões finais

Não resta dúvida que o projeto idealizado pelos militares deveria levar em conta o aperfeiçoamento humano e a modernização nas áreas da ciência e da tecnologia, já que esses elementos seriam fundamentais para o desenvolvimento nacional.

Alguns campos do conhecimento desempenharam papel de destaque e se constituíram como conhecimentos estratégicos para o controle dos recursos naturais e para o próprio desenvolvimento da ciência e da tecnologia no Brasil.

Além disso, havia a preocupação com o aumento do nível de profissionalização que surgiria com melhor aparelhamento dos laboratórios.”

Para ler toda a matéria de Elias da Silva Maia, acesse o link da fonte da leitura complementar acima.

62 Comments

shared on wplocker.com